Scielo RSS <![CDATA[Ciência e Cultura]]> http://cienciaecultura.bvs.br/rss.php?pid=0009-672520260001&lang=en vol. 78 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://cienciaecultura.bvs.br/img/en/fbpelogp.gif http://cienciaecultura.bvs.br <![CDATA[<b>Música, Som e Ciência</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Luteria: entre a ciência, a técnica e a arte</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en A luteria é uma atividade situada na confluência entre ciência, técnica e arte, dedicada à construção, ao reparo e à manutenção de instrumentos musicais. Historicamente associada aos instrumentos de cordas e caracterizada pelo trabalho minucioso e predominantemente manual, sua origem remete à tradição europeia ligada à construção do violino. No contexto brasileiro, entretanto, o termo foi ampliado, passando a designar práticas construtivas relativas a diferentes famílias de instrumentos. Nesse campo, a escolha dos materiais, em especial da madeira, assume papel central, não apenas por suas propriedades físicas e acústicas, mas também pelas implicações históricas, ambientais e econômicas decorrentes de seu uso. Certas espécies consolidaram-se como referências ao longo do desenvolvimento dessas práticas construtivas; contudo, a redução de sua disponibilidade e o avanço das restrições legais impõem desafios à continuidade do ofício. O instrumento musical, compreendido como ferramenta de trabalho do músico, carrega marcas estéticas, técnicas e conceituais de seu construtor, configurando-se como objeto artístico e testemunho histórico da época em que foi construído. Observa-se a permanência de modelos construtivos consagrados, continuamente reinterpretados por meio de processos de adaptação, experimentação e criação autoral. No Brasil, a luteria desenvolveu-se a partir de influências europeias e foi profundamente moldada, ao longo do século XX, por processos migratórios, pela transmissão direta do saber artesanal e por tentativas de institucionalização do ensino. Nesse contexto, a consolidação do ensino superior em luteria integra prática técnica, reflexão acadêmica e dimensão cultural, afirmando a luteria como campo privilegiado de articulação entre conhecimento científico, prática artesanal e patrimônio cultural. <![CDATA[<b>Neurociência e música: caminhos possíveis</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A música é uma forma de expressão que caminha com os humanos há milhares de anos e, por isso, já se tornou parte de nosso corpo. Desde o advento das tecnologias de neuroimagem, cientistas tentam compreender os caminhos neurais que a música assume em nossa mente. Com isso, a música vem tomando cada vez mais espaço dentro da ciência. Sendo assim, este artigo tem por objetivo descrever as possíveis relações entre música e neurociência no âmbito profissional. O artigo está em forma de ensaio, a partir da bibliografia vigente sobre neurociência da música. Os resultados apontam para a consolidação da área de neurociência da música como forma de pesquisa para compreensão do cérebro do músico, cognição humana, da neuroeducação e saúde, tendo a música como ferramenta de potencialização do aprendizado e a musicoterapia como porta-voz dessa abordagem. <![CDATA[<b>Música na escola: um corpo/coro criativo</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo propõe uma reflexão sensível e crítica sobre a presença da música na escola brasileira, tomando o corpo como eixo central da aprendizagem artístico-musical. Parte da compreensão de que a educação musical se construiu historicamente entre permanências e deslocamentos, atravessando projetos catequéticos, modelos conservatoriais, iniciativas nacionalistas e propostas experimentais. Ao revisitar marcos como o Canto Orfeônico, os Métodos Ativos e as pedagogias da criação sonora, o texto evidencia como o corpo - muitas vezes silenciado ou instrumentalizado - permaneceu como matriz expressiva fundamental. Em diálogo com diferentes linguagens artísticas, defende-se a noção de uma epistemologia do sentir, na qual aprender música implica escutar, mover-se, criar e conviver. Nesse horizonte, apresenta-se o conceito de corpo/coro criativo como território coletivo de produção de sentidos, capaz de articular voz, gesto, palavra, visualidade, espaços, tecnologias e espiritualidade. O artigo problematiza a fragmentação curricular e aponta a necessidade de caminhos didáticos transdisciplinares que integrem apreciação, composição e interpretação, sustentados por ferramentas artístico-pedagógicas sistematizadas. Ao reunir contribuições da educação, das artes e da filosofia, o texto afirma a música como prática relacional e experiência viva, capaz de ampliar competências criativas, comunicativas e afetivas. Conclui-se que repensar a educação musical a partir do corpo/coro criativo constitui uma resposta potente às demandas contemporâneas da escola, recolocando o sensível, a imaginação e o sentir no centro dos processos formativos. <![CDATA[<b>O ritmo como fenômeno multidimensional: relações e permanência de elementos musicais africanos no Brasil</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O foco deste trabalho é apresentar, a partir da influência da diáspora africana na musicalidade brasileira, determinados conteúdos e métodos de transmissão de conhecimentos utilizados na musicalidade brasileira em alguns contextos específicos, observando como muitos dos elementos estruturais trazidos via diáspora, foram ressignificados nas formações musicais dos conjuntos percussivos dessas tradições. A metodologia utilizada foi a participação em casas de candomblé e baterias de escolas de samba. A fundamentação teórica é composta por: Arom, Fernández, Pinto e Zerbo. Foi observada a permanência de elementos estruturais identitários na musicalidade afro-brasileira, oriundos da diáspora africana. <![CDATA[<b>Músicas indígenas no Brasil: sonoridades, escuta e modos de existir</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo propõe uma reflexão sobre as músicas indígenas no Brasil a partir da noção de sonoridades e da escuta como prática de conhecimento. Em diferentes contextos indígenas, cantar, tocar, nomear ou fabricar instrumentos não constituem apenas expressões artísticas, mas modos de agir sobre o mundo, produzir relações e sustentar cosmologias. Dialogando com autores como Steven Feld, Anthony Seeger, Rafael Menezes Bastos, Deise Montardo, Rosângela de Tugny e pensadores indígenas Ailton Krenak, Davi Kopenawa e Kaká Jekupé, o texto discute o som como operador de memória, territorialidade, agência e ponte entre humanos e outros seres. Exemplos etnográficos envolvendo povos Kaingang, Timbira, Bororo, Guarani, Huni Kuin, Ikolen-Gavião, Tikmũ'ũn e Waujá evidenciam a diversidade dos sistemas sonoros indígenas e desafiam categorias ocidentais consolidadas, como obra, autoria individual e música como objeto isolado. Ao enfatizar o caráter relacional do som, o artigo aponta para um deslocamento epistemológico presente nos debates contemporâneos sobre música, ciência e modos plurais de existir. <![CDATA[<b>Instrumentos musicais aumentados: conceitos e possibilidades de aplicações interativas</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O texto aborda as possibilidades de uma prática musical aumentada, em seus aspectos técnico-tecnológicos e sonoro-musicais, a partir do reconhecimento da riqueza das interações entre seres humanos e instrumentos musicais, aqui ilustrada por tópicos da organologia, da acústica e da performance musical. Embora o termo aumentação passe a ser utilizado somente após a introdução das tecnologias digitais, argumenta-se que esta ideia não é estranha à exploração dos instrumentos acústicos em diferentes contextos culturais. É também apresentada uma definição de instrumentos musicais aumentados (Miranda e Wanderley, 2006), suficientemente abrangente para contemplar diferentes configurações tecnológicas e explorações individuais mais recentes. Por fim apresentamos algumas iniciativas próprias de aumentação instrumental, acompanhadas de uma discussão mais geral sobre seus desafios e potencial. <![CDATA[<b>Uma introdução à matemática e à física das escalas musicais</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste texto, explicitaremos as relações matemáticas - razões simples entre frequências sonoras - que estruturam as escalas musicais, mostrando que diferentes sistemas escalares e de afinação decorrem de distintas combinações dessas razões. Inicialmente, demonstramos o vínculo entre intervalos simples - como a oitava (2/1), a quinta justa (3/2) e a quarta justa (4/3) - e a série harmônica de uma corda em vibração. Em seguida, mostramos como a escola pitagórica construiu escalas por meio da aplicação sucessiva de quintas, gerando intervalos baseados apenas nas razões de 3/2 e 4/3, e como a escala justa, associada a Ptolomeu, incorporou também a razão 5/4 para a terça maior, produzindo maior consonância em uma tonalidade específica, mas restringindo sua transposição. Demonstramos que o problema da modulação entre tonalidades levou ao desenvolvimento do temperamento igual ou da escala temperada, no qual a oitava é dividida em doze razões intervalares exatamente iguais (), permitindo a execução de uma dada melodia em qualquer tom, sendo a escala temperada uma conciliação entre simplicidade matemática e flexibilidade musical. Por fim, argumentamos que, embora as noções de consonância e dissonância estejam relacionadas à matemática das razões intervalares, sua valorização varia historicamente, evidenciando que a organização da escala musical resulta da interação entre princípios físicos e escolhas culturais. <![CDATA[<b>A ciência nas letras da Música Popular Brasileira</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>O mundo da canção</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Música: um saber em ato</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Trabalho, Mulher e Dinheiro na Música Popular Brasileira</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Canto coletivo: potência para reflexões e ações contemporâneas</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Orquestras Universitárias em Expansão</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Bioacústica e a saúde dos ecossistemas</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>O silêncio sob pressão</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100016&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Algoritmos, atenção e mercado: os bastidores científicos da música no século XXI</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100017&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções. <![CDATA[<b>Sons em transformação: Como os formatos de áudio moldaram a forma de produzir, ouvir e compartilhar música ao longo de mais de um século</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252026000100018&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo explora como a Música Popular Brasileira (MPB) incorporou referências à ciência, à tecnologia e aos seus impactos sociais ao longo do tempo. A partir de exemplos de diferentes compositores e períodos históricos, o texto mostra como temas como telecomunicações, física quântica, energia nuclear, exploração espacial, química, biologia e medicina foram transformados em poesia e reflexão cultural nas letras das canções.