Scielo RSS <![CDATA[Ciência e Cultura]]> http://cienciaecultura.bvs.br/rss.php?pid=0009-672520230002&lang=pt vol. 75 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://cienciaecultura.bvs.br/img/en/fbpelogp.gif http://cienciaecultura.bvs.br <![CDATA[<b>Ciência movida pela curiosidade: porque somos humanos!</b>: As ciências abriram caminho para descobertas fundamentais e revoluções tecnológicas que continuamente remodelam o mundo em que vivemos]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Globalização das ciências sociais e sua vocação pública</b>: <b>conceitos, teorias e descobertas das ciências humanas contribuem para a formulação de políticas públicas voltadas a enfrentar os desafios das sociedades</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo aborda o processo de expansão e globalização das ciências sociais, sua inserção em uma estrutura de poder acadêmico assimétrica em função da distribuição desigual de recursos materiais, humanos e simbólicos das universidades e de seus países. Também procura ressaltar a presença ativa das ciências sociais diante de questões centrais da contemporaneidade, tanto no contexto internacional quanto no Brasil. <![CDATA[<b>A inserção das Ciências Biológicas no cotidiano</b>: <b>os desafios para o futuro da sociedade são imensos e complexos, e a ciência tem de estar engajada para trazer soluções</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A atividade de pesquisa requer em sua essência a indagação sobre um fato, um fenômeno, uma observação. Na área de Ciências Biológicas, observa-se uma mudança radical no fazer pesquisa. A diversificação dos equipamentos de laboratório e de campo ocorre com a introdução da tecnologia da informação, o ganho em resolução das imagens capturadas por microscópios, satélites e drones, além da miniaturização e robótica. Um biólogo necessita de múltiplas linguagens para transitar entre os diversos ambientes, mas não pode perder de vista seu objeto de estudo: um ser vivo inserido em um ambiente de dimensão variada. <![CDATA[<b>Física de Partículas no século XXI</b>: <b>entendimento sobre estrutura básica do Universo avançou significativamente nos últimos anos, mas ainda existem muitas perguntas e desafios para solucionar</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A física de partículas estuda a estrutura microscópica do Universo. Seus constituintes básicos e como esses constituintes interagem entre si, as leis físicas mais fundamentais, resultando em todas as estruturas que observamos na Natureza. Nos últimos 100 anos, tivemos um avanço considerável no entendimento acerca da estrutura básica do Universo. Contudo, ainda temos muitas perguntas e desafios para serem solucionados, o que torna essa área da física básica uma das mais excitantes e desafiadoras que existem. <![CDATA[<b>Buracos Negros Supermassivos</b>: <b>qual é a importância deles no Universo? Os buracos negros estão entre os mais eficientes geradores de energia do Universo e podem ter impactado até a nossa própria existência</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Buracos Negros Supermassivos (Supermassive Black Holes - SMBH) são verdadeiros "monstros" que chegam a ter mais de um bilhão de massas solares e dos quais nada escapa, nem mesmo a luz. Eles habitam o núcleo das galáxias massivas e têm um papel fundamental em sua evolução. Se não fosse por eles, poderíamos nem estar aqui. É que os SMBHs estão entre os mais eficientes geradores de energia do Universo - energia que acaba por ser depositada na galáxia ao seu redor, moldando a sua evolução. Isso é discutido neste artigo por meio da observação da alimentação e retroalimentação dos SMBHs em galáxias que abrigam núcleos ativos (Active Galactic Nucleus - AGNs). Para mapear e quantificar esses fenômenos, bem como a energia depositada nas galáxias, temos observado: (1) o inflow do gás em diferentes escalas, "engatilhado" pela interação entre galáxias nos AGNs mais luminosos, fazendo o gás migrar até o centro através de espirais nucleares até a "broad line region" (BLR) e o disco de acreção que alimenta o SMBH; (2) a emissão de radiação, jatos e ventos originários do disco de acreção que interagem com o meio circundante na galáxia, aquecendo-o e produzindo outflows que regulam a evolução da própria galáxia. <![CDATA[<b>Como a Matemática pode ajudar a resolver os desafios globais?</b>: A matemática desempenha um papel crucial na previsão de fenômenos e na formulação de políticas públicas diante de emergências globais]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A matemática desempenha um papel crucial na previsão de fenômenos e na formulação de políticas públicas diante de emergências globais. Exemplos notáveis incluem seu uso durante a pandemia da Covid-19 e na investigação de mudanças climáticas. Essa importância ressalta a necessidade de um diálogo mais amplo entre as áreas do conhecimento e de investimentos na qualidade da educação básica em matemática. Este artigo investiga o papel central da matemática nesse contexto, buscando promover um futuro mais sustentável para o planeta e ajudar a trazer respostas aos desafios globais das próximas décadas. <![CDATA[<b>Os sinais da Terra e as mudanças climáticas: uma aliança possível entre a antropologia e os conhecimentos tradicionais frente à crise climática e ambiental</b>: <b>Hierarquias e desigualdades sociais, raciais, econômicas e políticas, assim como de saberes, devem ser problematizadas na busca por soluções para o desenvolvimento sustentável</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em um contexto de mobilização pelo realinhamento sustentável do capitalismo, as ciências são convocadas para a cena pública para elucidar as transformações ecológicas e climáticas que ameaçam não apenas o modo de vida moderno-ocidental como também a continuidade das condições de vida dos seres vivos, dentre eles, os humanos. As discussões sobre o Antropoceno, contudo, tendem a apagar não somente a história colonial como também a potência dos saberes dos povos não ocidentais sobre o meio ambiente. A antropologia contribui, na discussão sobre sustentabilidade, com problematizações sobre hierarquias e desigualdades sociais, raciais, econômicas e políticas, como também sobre a hierarquia de saberes ordenada pelas ciências modernas que impedem o pleno reconhecimento de práticas de conhecimentos e pensamento éticos ecológicos dos povos tradicionais. A antropologia se posiciona em uma relação constitutiva com os conhecimentos que, ao longo da história colonial, foram desqualificados como crenças e representações e, assim, busca se tornar capaz de aprender com esses saberes subjugados e aliar-se a eles. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é abordar, a partir da antropologia, a questão da objetividade dos conhecimentos tradicionais sobre meio ambiente, a partir de catástrofes e mudanças climáticas elucidadas por tecnologias de visualização tradicionais. <![CDATA[<b>Ecologia: do conhecimento sistêmico ao transformador</b>: <b>é preciso tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Desafios da ciência básica para o alcance do desenvolvimento sustentável</b>: <b>como a ampliação do conhecimento pode auxiliar no manejo prudente dos recursos naturais</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Fronteiras borradas: quando a ciência básica encontra a realidade social brasileira</b>: <b>quando as disciplinas da ciência básica saem dos laboratórios, seus contornos tornam-se porosos pela força da transdisciplinaridade e de novas perspectivas coletivas que atravessam os campos da educação, saúde e meio ambiente</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Os desafios de consolidar políticas públicas baseadas em ciência</b>: <b>em tempos de negacionismo e fake news, é ainda mais crucial ampliar o diálogo entre formuladores de políticas públicas e a ciência básica</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Diversidade na ciência: a necessidade de borrar fronteiras</b>: <b>diversidade é fundamental para trazer novos olhares - e novas soluções - para a ciência e a sociedade</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Uma aliada invisível</b>: <b>como a Ciência Básica pode ajudar no combate a notícias falsas</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Sustentabilidade e redução das vulnerabilidades</b>: <b>a necessária construção de pontes entre as ciências e a sociedade</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Ciência básica, combate à fome e a nova equação alimentar</b>: <b>apesar de ser uma potência agrícola global, o Brasil convive com 33 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza. <![CDATA[<b>Saúde coletiva, desenvolvimento e qualidade de vida no contexto latino-americano atual</b>: <b>as saúdes ambiental, animal e humana estão interligadas e precisam ser consideradas em conjunto na busca de soluções para os problemas atuais</b>]]> http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252023000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A Ecologia surgiu, por definição, como uma ciência do todo. Em seguida, pulverizou-se em módulos reducionistas, porém importantes para diversas aplicações práticas em problemas ambientais variados. Hoje, diante da crise sistêmica planetária, a Ecologia volta à sua natureza transdisciplinar e compõe o elenco de contribuições científicas voltadas para a transição em direção a um mundo mais sustentável. Este artigo propõe que o uso dos termos "básico" e "aplicado" não são apropriados para a ciência ecológica, por conta de um vaivém contínuo e, por vezes, indistinguível entre teoria e prática. São apresentadas outras duas alternativas de categorização do conhecimento ecológico. Em seguida, o artigo traça uma distinção entre ecologia stricto sensu e ecologia lato sensu - esta última no sentido do que hoje se agrupa sob uma variedade de "ecologias" ditas "integrais". Nesse ponto, a ciência trava um diálogo com movimentos sociais como o ambientalismo, reforçando sua potência transformadora. Concluímos com a reflexão que, no tempo atual, talvez a ação mais "básica" na ciência ecológica seja também a mais "aplicada": tratar o componente humano como parte indissociável do que entendemos como natureza.