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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.54 n.2 São Paulo out./dez. 2002

     

     

     

    COMUNIDADE

    Fiocruz prepara monitores de ciência

     

    A coordenação do Museu da Vida da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, iniciou em 1999 um curso de preparação de monitores. Destinado a estudantes de escolas públicas de comunidades de baixa renda do entorno da fundação, como o Complexo da Maré, Manguinhos e Leopoldina, áreas do centro e da zona norte da cidade, o curso está em sua terceira turma e já formou cerca de 170 alunos. O trabalho dos monitores é o de conduzir as visitas ao Museu da Vida, um espaço interativo de ensino de ciências. Segundo a pedagoga responsável, Isabel Mendes, a idéia era trazer os jovens de áreas de baixa renda para dentro de uma instituição pública de pesquisa e dar a eles treinamento em biologia, física e química. "Após integrarem-se ao curso, foi notável uma mudança positiva em sua auto-estima e maneira de ver a realidade", diz a pedagoga.

    O primeiro projeto foi submetido à análise do programa federal Comunidade Solidária, e recebeu aporte financeiro na forma de bolsas aos alunos. Na segunda turma, uma parceria com uma ONG da região da Maré possibilitou a manutenção de aulas formais dos conteúdos científicos, além do apoio da FAPERJ na concessão de bolsas. Na fundação os jovens participavam de oficinas e de estágio no Museu da Vida, além de interagirem com os pesquisadores da Fiocruz.

    A terceira turma iniciou suas atividades em abril último. O curso inteiro dura 15 meses. Mesmo com as parcerias já obtidas, Isabel considera a possibilidade de procurar apoio financeiro junto a agências e organismos internacionais para a manutenção e continuidade do projeto a médio prazo.