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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.55 n.1 São Paulo jan./mar. 2003

     

     

    DESEMPREGO

    Metodologia do IBGE e do Dieese se aproximam

     

    O desencontro dos índices de desemprego aponta, agora, para uma direção de consenso entre os dois principais institutos, responsáveis por essa medição. A partir deste ano, o índice de desemprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passa a ser apurado com uma nova metodologia. Aos desocupados, o IBGE não pergunta mais se ele procurou por emprego apenas na última semana, mas estende a pergunta para o último mês. Antes, quem não havia procurado por emprego na semana anterior à da pesquisa era considerado inativo e não desempregado. O IBGE passa também a identificar os trabalhadores desalentados – aqueles que deixaram de procurar um emprego no mês de referência da pesquisa, mas procuraram por emprego nos seis meses anteriores. Essa alteração romperá com os padrões estabelecidos há mais de 20 anos.

    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), sempre considerou o período de 30 dias como referência para a procura do emprego. A comparação possível entre os dois índices refere-se apenas ao desemprego aberto, já que, para compor o índice brasileiro mais representativo, o Dieese considera o trabalhador desalentado também como desempregado. O índice é uma soma entre o desemprego aberto, o desemprego oculto pelo desalento e o desemprego oculto pelo trabalho precário.

    Esses trabalhadores, entretanto, continuarão integrando o grupo de inativos, não sendo considerados como desocupados. Outra alteração importante é o estabelecimento do tempo mínimo de uma hora de trabalho remunerado na semana anterior à da pesquisa, para que a pessoa seja considerada como empregada.

    O IBGE estabelece três categorias principais, medidas por sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME): empregados ­ categoria em que se inclui aqueles que têm ou não carteira assinada, trabalhadores por conta própria, empregadores e trabalhadores não remunerados ; desocupados ­ aqueles que procuraram trabalho nos últimos 30 dias; e inativos ­ aqueles que não procuraram trabalho nos últimos 30 dias.