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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.55 n.1 São Paulo jan./mar. 2003

     

     

    PATRIMÔNIO

    Governo egípcio reconstrói a Biblioteca de Alexandria

     

    A Biblioteca de Alexandria, uma das maravilhas da Antigüidade, destruída pelo fogo em três ocasiões ­ nos séculos III, IV e VII ­ acaba de ser reconstruída. Numa arquitetura moderna na forma de um disco gigante com uma leve inclinação de 20 graus ao norte em relação ao Mediterrâneo, é um projeto de 20 anos que foi inaugurado em outubro passado pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak

    A nova biblioteca pretende recuperar sua grandiosidade do passado, o que inclui ser também uma gigantesca biblioteca virtual. O novo prédio, localizado bem próximo ao antigo, tem 11 andares e 40.130 m2 de área, é formado por salas de conferências e leitura, audiovisual, três museus, sendo um de ciências com planetário, um de antigüidades e outro onde estão reunidos manuscritos. Em sua fachada, estão gravadas as letras dos alfabetos do mundo todo.

    A construção da nova biblioteca de Alexandria custou aproximadamente US$ 200 milhões, e contou com apoio do setor cultural das Nações Unidas (Unesco) e de vários países. Para não se submeter ao fanatismo religioso, que poderia resultar em interferências e censura em seu acervo, a biblioteca conseguiu liberdade administrativa, garantida pelo parlamento egípcio.

    Erguida há mais de dois mil anos, a biblioteca principal do Museu de Alexandria possuía perto de 500 mil volumes, e a do templo de Serápis aproximadamente 43 mil volumes, dispondo, entre suas preciosidades, da primeira tradução do Antigo Testamento do hebraico para o grego.

    Os eruditos encarregados da biblioteca eram considerados os homens mais capazes de Alexandria na época. Zenódoto de Éfeso foi o bibliotecário inicial e o poeta Calímaco fez o primeiro catálogo geral dos livros. Seus bibliotecários mais notáveis foram Aristófanes de Bizâncio (c. 257-180 a.C.) e Aristarco da Samotrácia (c. 217-145 a.C.).