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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.55 n.1 São Paulo jan./mar. 2003

     

     

     

    JOGOS

    Brincadeira educativa sobre dengue e malária

     

    A saúde pública pode contar com mais um aliado no combate à dengue e à malária: o bingo. Seu criador, Octavio Henrique Pavan, geneticista da Unicamp, já desenvolveu outros 38 jogos sobre temas diversos, entre eles o de genética, água, sistema solar, pintores famosos e orquestra sinfônica. Para ele, a competição consegue gerar discussões conceituais de ciência entre os estudantes, o que raramente ocorre em sala de aula.

    O bingo chamado Jogo do saber: dengue, desenvolvido em conjunto com a prefeitura de Campinas (SP) e uma ONG, foi lançado em outubro de 2002. A brincadeira é simples. Cada participante recebe uma cartela contendo informações sobre a dengue, distribuídas por 5 linhas e 5 colunas. As colunas são marcadas com as letras S-A-B-E-R. Cada letra contém 15 perguntas, que serão lidas, no lugar dos números, durante o sorteio para gerar as discussões sobre o assunto. Caso o número 2 seja sorteado, por exemplo, a pergunta será " qual o nome dado ao agente que transmite uma doença?". Embora a resposta seja "vetor", poderá motivar embates entre os participantes que tiverem a resposta Aedes aegypti, transmissor da dengue. "Parece uma brincadeira, mas, na verdade, é uma sedução explícita da criança que se apropria do conhecimento", diz Pavan.

    O bingo da malária, no mesmo padrão, é direcionado à população mais atingida pela doença, no norte do Brasil, e deverá ser lançado no início de 2003. Terá apoio da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) e de agentes comunitários da Amazônia, encarregados de adaptar os termos para a linguagem regional.

    Através da Fundação de Seguridade Social em convênio com o Ministério da Saúde, via Funasa, foram distribuídos jogos pelos 27 estados brasileiros em uma ação estimada em atingir mais de 500 mil estudantes. Desde novembro último, o jogo da dengue está disponível para impressão livre via Internet (www.funcamp.unicamp.br/espacofuncamp). O da malária deverá seguir o mesmo roteiro.