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    Ciência e Cultura

    versão impressa ISSN 0009-6725versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.55 n.2 São Paulo abr./jun. 2003

     

     

     

    O Brasil, desde o início dos anos 1990, em especial, tem feito um esforço considerável no âmbito de constituir uma estrutura industrial de software competitiva nos cenários nacional e internacional.

    Parte significativa desse esforço, do ponto de vista das ações governamentais, está consubstanciada no programa Softex que se constituiu, ao longo dos anos, em importante instrumento de apoio à produção e ao comércio do software brasileiro.

    Contudo, apesar do país mostrar-se hoje altamente capacitado para o desafio do software, o produto nacional ocupa, no mercado internacional, uma posição que, estatisticamente, é muito pouco significativa.

    Não faltam centros de excelência, nem empresas, em geral pequenas, criativas e bem organizadas para a qualidade do produto, seja ele na linha dos softwares prontos, disponíveis na prateleira, ou daqueles desenvolvidos especialmente para o cliente, ou ainda destes outros construídos, taylor made, a partir de componentes de softwares pré-desenvolvidos.

    Do ponto de vista da competência, talvez falte também ao país uma política educacional mais clara para a formação de profissionais de nível médio para atuarem, como acontece na Índia, como "escritores" de softwares, ficando os engenheiros computacionais, hoje atuando praticamente em todas as fases de desenvolvimento do produto, mais dedicados à sua concepção, propriamente dita.

    Programas de apoio ao desenvolvimento de projetos na área, como é o caso do Pipe (Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas), da Fapesp, têm mostrado a força e a inventividade do setor, no Brasil. Faltam contudo, também aqui, políticas públicas nacionais mais consistentes de apoio à fase de desenvolvimento industrial do produto e de sua comercialização.

    Sob vários aspectos, o Brasil procurou preparar-se para esses desafios. Faltam, porém, medidas urgentes a serem tomadas tanto no plano das políticas industriais e comerciais, como no plano da formação de recursos humanos habilitados, técnica e tecnologicamente, para atuarem com a agilidade, a presteza e a competitividade que este tipo de mercado requer.

    É este universo fascinante da inteligência das máquinas, seus desafios intrínsecos, suas externalidades culturais, políticas, sociais e econômicas que constituem o objeto temático deste número de nossa revista.

    Nas margens, notícias, informações, ciência, tecnologia, arte, literatura, inovação.

     

    CARLOS VOGT
    Editor Chefe, abril de 2003