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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. v.58 n.2 São Paulo abr./jun. 2006

     

     

    A RENOVAÇÃO LEXICAL NOS DOMÍNIOS DE ESPECIALIDADE

    Ieda Maria Alves

     

    O léxico da língua portuguesa, como de toda língua viva, renova-se incessantemente. Algumas unidades lexicais, sobretudo as de origem latina, acompanham a história dessa língua desde a fase arcaica do português e ainda são usadas pelos falantes contemporâneos. Citamos, à guisa de exemplo, o substantivo administração (< administrat , õnis > "ação de prestar ajuda, execução, administração, gestão, direção"), registrado no português desde o século XIV e ainda amplamente usado no português contemporâneo (1).

    Ao longo dos séculos, o português foi ampliando seu léxico, tanto com unidades lexicais mais gerais, conhecidas pela maioria dos falantes, como com unidades mais específicas a um domínio. Mattoso Câmara, em História e estrutura da língua portuguesa (2), faz referência a cinco campos semânticos, constituídos por termos portugueses originários, especialmente, do latim popular, mas também do latim erudito e de outras línguas: termos relativos aos domínios do mundo físico, das partes do corpo humano, do parentesco, do transcurso do tempo e do tempo climático. Refere-se também o autor, ao estudar a constituição do léxico português, à contribuição que outras línguas aportaram a esse léxico: os empréstimos do árabe são relevantes para a constituição dos domínios da agricultura e da alimentação (arroz, alface, algodão, azeite, cenoura,…), denominações territoriais (aldeia, bairro…), ofícios (alfaiate, alferes…); os empréstimos do italiano marcam a influência italiana, de caráter literário e artístico, na época do Renascimento: termos da música (arpejo, piano, violoncelo…), da pintura (aquarela), da poesia (soneto); os do tupi representam designações da flora (capim, jacarandá, peroba….) e da fauna (acará, perereca, tamanduá…) brasileiras.

    O desenvolvimento das ciências e das técnicas, que se processa de maneira crescente, gera, conseqüentemente, um número igualmente crescente de novos termos, necessários para denominar os novos inventos, as novas tecnologias.

    Como são criados esses termos? Além de prefixos de origem grega e latina, como macro-, mega-, micro-, ultra-, alguns domínios de especialidade apresentam características próprias para a formação de seus termos. Assim, a medicina tem recorrido a radicais de origem grega para a formação de parte de seus termos, a exemplo de hemo-, "carregado de sangue", que forma hemodiálise, hemodiluição, hemograma, além de mais três centenas de outros compostos. Recorre também a sufixos próprios, a exemplo de -oma, designativo de "tumores em geral" e de "processos patológicos" (carcinoma, melanoma…) e de -ite (amigdalite, gastroenterite, timpanite…) (3). Pesquisadores do domínio da química que, desde o final do século XIX, manifestam preocupações com a formação dessa terminologia (4), têm adotado, em suas reuniões internacionais, prefixos para cada denominação dos múltiplos e submúltiplos do Sistema Internacional de Unidades: yotta-, zetta-, exa-, peta-, tera-, giga-, mega-, quilo-, hecto-, deca-, deci-, centi-, mili-, micro-, nano-, pico-, femto-, atto-, zepto-, yocto- (5).

    Apesar desses procedimentos específicos que identificam as formações em algumas áreas de especialidade, observa-se que, de maneira geral, a renovação lexical – ou neologia terminológica (6) – nos domínios de especialidade segue os mesmos processos que presidem à formação de palavras do léxico geral, não-especializado. Assim, de maneira análoga aos neologismos da língua geral, os neologismos terminológicos são formados pelos processos vernaculares da derivação, da composição, da transferência semântica, das formações sintagmáticas, da redução e pelo empréstimo de outros idiomas.

    PROCESSOS DE FORMAÇÃO NOS DOMÍNIOS DE ESPECIALIDADE A derivação, tanto sufixal como prefixal, e a composição são processos vernaculares muito representativos dentre as novas formações nos domínios de especialidade.

    No que concerne à derivação, formações com o sufixo -ção, que revela "ação, processo", revelam-se muito freqüentes, seguidas de formações com –dor, indicador de agente, e de -mento, que, como -ção, indica "ação, processo". Exemplificamos com o sufixo -ção em algumas áreas:

    "No modelo de Rede Conceitual, <classificação> e <instanciação> são relações que ocorrem entre conceitos genéricos e conceitos individuais ou entre atores genéricos e atores individuais." (7) – terminologia da inteligência artificial;

    "As mastites recidivantes estão relacionadas à ectasia dutal e à dilatação dos condutos galactoforos com infecção e <fistulização> da árvore ductal para a superfície da pele que reveste a mama." (8) – terminologia da medicina mastológica.

    Novas necessidades e novas preocupações são também expressas por meio de prefixos, que, deixando o reduto estritamente científico, expandem-se pela língua mais geral para representar cuidados com a preservação ambiental e com uma melhor qualidade de vida para a humanidade. Assim, agro-, bio- e eco- representam exemplos dessas preocupações mais contemporâneas:

    "<Agroenergia> e geração de empregos

    ‘Os <biocombustíveis> chegaram à sua maioridade’, assegura Ignacy Sachs /…/ Na conferência ‘Da civilização do petróleo a uma nova civilização verde: <biomassa>, nova matriz energética e agricultura familiar’, no final de junho, o <ecossocioeconomista> (como ele prefere ser identificado) disse que a chegada dos <biocombustíveis> à vida adulta deve-se a três fatores /…/" (9).

    Formações compostas são também observadas, sobretudo entre dois substantivos, que exemplificamos com os termos da economia efeito-renda, empresa-espelho, papel-moeda. Uma tendência observada em vários compostos, quando decalcados na língua inglesa, é a de seguirem o padrão de compostos ingleses (substantivo + substantivo), mais sintético, que tende a concorrer com a estrutura analítica substantivo + de + substantivo, gerando, muitas vezes, formas variantes, a exemplo de função-produção e função de produção, que, na terminologia da economia, traduzem production function:

    "A diferença entre os conceitos de <função produção> e de processo de produção apresentados até o momento neste capítulo é, em sua essência, extremamente sutil" (10).

    "A <função de produção> identifica a forma de solucionar os problemas técnicos da produção, por meio da apresentação de fatores que podem ser utilizados para o desenvolvimento do processo produtivo" (11).

    Empréstimos semânticos, originários da própria língua, também ocorrem com freqüência nos domínios de especialidade. Caracterizam-se por adquirirem um significado específico ao serem empregados em um determinado domínio, passando a integrá-lo. São representados por termos que migram do léxico mais geral para um domínio específico, ou, ainda, por termos que migram de um domínio a outro, em razão de algum traço comum.

    Exemplificamos com a unidade lexical administração que, além do significado genérico de "governo, gestão, prestação de ajuda", herdado do latim e já atestado na fase do português arcaico, assume, na terminologia relativa à gestão pela qualidade total, o significado específico de "conjunto de procedimentos por meio do qual se procura ordenar os fatores de produção/prestação de serviços com vistas a determinado resultado" (12).

    Outro tipo de empréstimo semântico é observado em termos como árvore, folha, nó, ramo, utilizados na botânica e empregados, por meio da transferência metafórica, na terminologia da inteligência artificial, adquirindo, nesse vocabulário, significados próprios. Alguns exemplos contextualizados:

    "Isto foi feito para manter a característica de <árvore de estrutura>, de modo que os pontos passíveis de desenvolvimento ficassem nas <folhas>" (13).

    Os domínios de especialidade caracterizam-se também por apresentarem termos sintagmáticos, com significado em geral transparente, representados por segmentos de frase (nominal ou verbal) que se lexicalizam e tornam-se, por meio desse procedimento, novas unidades do léxico. Essas formações, bastante freqüentes, tendem a seguir uma estrutura em que um termo determinado é expandido por um adjetivo ou um sintagma preposicional, que, por sua vez, também podem ser expandidos.

    Desse modo, a partir do termo genérico administração, na terminologia da gestão pela qualidade total, a expansão por meio de adjetivos (administração ambulante, administração estratégica, administração multifuncional) e de sintagmas proposicionais (administração de marketing, administração da qualidade, administração de operações) permite a formação de diferentes modalidades de administração. Alguns exemplos:

    "Da mesma forma como o planejamento a longo prazo leva ao planejamento estratégico, este leva à <administração estratégica>, que é tornar a administração mais capaz (que nós chamamos de capacitação) para seguir o plano estratégico no dia-a-dia, nas decisões tanto administrativas como operacionais" (14).

    "Vejamos, pois, como acontece a <administração de serviços> e como está sendo ensinada pelas empresas. O exemplo Disney serve para ilustração" (15).

    Observam-se, ainda, formas expandidas dessas estruturas básicas, a exemplo de administração da qualidade total:

    "Uma das maiores aplicações do conceito de planejamento da qualidade é o planejamento estratégico da qualidade, algumas vezes chamado de <administração da qualidade total> (TQM)" (16).

    e de administração orientada para o processo:

    "A descentralização trouxe autonomia e responsabilidade pelo trabalho bem planejado, bem organizado e bem feito. Só resta introduzir a <administração orientada para o processo> para que se possa aprender concretamente com mais pragmatismo"(17).

    Os termos sintagmáticos, cujo significado é transparente, na maioria das formações, são algumas vezes formados com nomes próprios. São então denominados epônimos e, diferentemente de outras formações sintagmáticas, apresentam um significado opaco. O termo gânglio de Rotter (medicina mastológica) revela esse tipo de formação:

    "O plexo fascial profundo envia seus vasos linfáticos eferentes através do músculo peitoral, chamados <gânglios de Rotter>, e daqui aos gânglios subclaviculares. O resto da via linfática profunda desemboca nos gânglios mamários internos (esses gânglios não são retirados na mastectomia radical)" (18).

    Muitos dos termos sintagmáticos, por razões de economia discursiva, são reduzidos sob a forma de siglas, termos formados pelas letras iniciais de cada elemento do sintagma, ou de acrônimos, termos que se constituem com a formação de sílabas extraídas do sintagma, geralmente as iniciais.

    Apresentamos exemplos de siglas extraídas da terminologia da economia, domínio em que essas formações são bastante utilizadas. Assim, os termos custo fixo total e custo variável total são também mencionados sob forma das respectivas siglas, CFT e CVT:

    "Os custos totais de produção são genericamente classificados em dois tipos: <Custos Fixos Totais> (CFT) e <Custos Variáveis Totais> (CVT)" (19).

    Além desses processos vernáculos, o português tem recorrido, desde o início da formação de seu léxico, a empréstimos de diferentes idiomas, o que ocorre ainda contemporaneamente, tanto na língua geral como nos domínios de especialidade. Nestes, é freqüente a influência do inglês norte-americano, muito especialmente em corpora jornalísticos e de divulgação e em obras traduzidas desse idioma. Nesses contextos, é comum o termo inglês co-ocorrer com o termo vernáculo, sob forma traduzida, ou com um comentário metalingüístico correspondente a uma explicação ou uma definição.

    A influência oculta, sob forma de decalque, manifesta-se de diferentes formas. Já citamos essa influência relativamente aos compostos. Ela pode ser também observada na sigla TQM, que conserva a forma inglesa, porém o termo sintagmático foi traduzido ao português sob a denominação administração da qualidade total. São formações sintagmáticas desse tipo que refletem, no dizer de Hermans e Vansteelandt, a neologia criada por tradutores, a neologia tradutiva (20). Nesses casos de neologia tradutiva, observa-se, em geral, uma adaptação à estrutura da língua portuguesa. Assim, o termo sintagmático inglês total quality management (TQM) é traduzido por administração da qualidade total, em que o elemento determinado administração ocupa a primeira posição no conjunto sintagmático, como é próprio da língua portuguesa.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS Paralelamente à criação constante de novos termos, por meio de diferentes processos, muitos tornam-se arcaicos porque seus respectivos referentes também não são empregados devido a novas tecnologias, novas teorias ou novas necessidades. Lembramos, no domínio da economia, de termos efêmeros como a unidade real de valor, a URV, a unidade de indexação diária instituída em 27 de maio de 1994 e extinta com a introdução do Plano Real, em 01 de julho de 1994, e das várias denominações de moedas que antecederam o real, como o cruzeiro, o cruzado, o cruzado novo, o cruzeiro real…

    Assiste-se também a uma renovação planejada de diferentes terminologias, ditada por necessidades profissionais, visando sempre a uma comunicação mais eficiente entre os diferentes usuários. Comissões de Terminologia de diferentes áreas, sob a égide do Comitê 37 da ISO (International Standardization Association), ou ainda membros de associações internacionais reúnem-se e, não raro, propõem a substituição de alguns termos por outros. Citamos, à guisa de exemplificação, a nova terminologia da anatomia que foi anunciada mundialmente no dia 28 de agosto de 1997, em São Paulo, na reunião da Federação Internacional das Associações de Anatomistas, a São Paulo Nomina Anatomica. A nova terminologia, com denominações mais transparentes, eliminou epônimos como trompa de Eustáquio, tendão de Aquiles, trompa de Falópio, substituindo-os por tuba auditiva, tendão calcâneo e tuba uterina, respectivamente. Outras alterações foram propostas para termos já bastante difundidos: tonsila palatina em vez de amígdala, sistema digestório em vez de sistema digestivo, orelha interna em vez de ouvido interno… (21).

    Desse modo, ao mesmo tempo em que muitíssimos novos termos são criados devido a novas necessidades, alguns são reempregados com outro significado ou entram em novas formações, a exemplo de administração; outros tornam-se desusados e outros, ainda, são substituídos por formações mais adequadas do ponto de vista comunicacional. Renovam-se, assim, de forma contínua, os vocabulários de especialidade.

     

    Ieda Maria Alves é lexicóloga e terminóloga, professora associada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e diretora do Citrat (Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia). Foi coordenadora do Grupo de Trabalho de Lexicologia, Lexicografia e Terminologia da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística na gestão 2002-2004.

     

     

    NOTAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    1. Houaiss, A., Villar, M. S. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva. 2001

    2. Mattoso Câmara Jr., J. História e estrutura da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Padrão. pp. 202-7. 1975.

    3. Houaiss, A., Villar, M. S., op cit. pp. 1515, 1660, 2061. 2001.

    4. Cabré, M. T. (La terminología. Teoria, metodología, aplicaciones. Barcelona: Editorial Antártida/Empúries, p. 21. 1993.) registra que, desde o final do século XIX, botânicos (1867), zoólogos (1889) e químicos (1892) manifestavam, em reuniões internacionais, a necessidade de determinação de regras relativas à formação de palavras em suas respectivas disciplinas.

    5. http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/Si/si.htm (acesso em 29-10-2005).

    6. Neologismos terminológicos são denominados neônimos por Rondeau, G. (Introduction à la terminologie. Québec: Gaëtan Morin. 1984. p. 121) e neotermos por Boulanger, J. C. (L´évolution du concept de Néologie, de la linguistique aux industries de la langue. In Schaetzen, C. de (Org.). Terminologie diachronique. Paris/Bruxelles: Conseil International de la Langue Française/Ministère de la Communauté de Belgique. p. 202. 1989).

    7. Akras, F. N. "Um modelo de representação de conhecimento para processos de engenharia de software." In Anais do IX Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Computação. p. 124. 1992.

    8. Sociedade Brasileira de Mastologia. Regional São Paulo. Atividades científicas do triênio. São Paulo. Cap. II - 4, p. 56. 1989/92.

    9. Informativo do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, 79, 4. set./out. 2005.

    10. Garófalo, G. L.; Carvalho, L. C. P. Teoria microeconômica. 2 ed. São Paulo: Atlas. p. 178. 1994. In Araújo, M. de, "A terminologia da microeconomia". Dissertação de mestrado. Universidade de São Paulo. p. 138. 2001.

    11. Pinho, D. B.; Vasconcelos, M. A. (Org.). Manual de economia. 3 ed. São Paulo: Saraiva. 1998. p. 145. In Araujo, M. de, op. cit., p. 138. 2001.

    12. Silva, M. M. A. da. Dicionário da gestão pela qualidade total: serviços. Tese de doutorado. Universidade de São Paulo. 2003.

    13. Oliveira, D. A. S.; Haeusler, E. H.; Pequeno, T. H. C. "Prova automática de teoremas em dedução natural". In Anais do X Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial, Porto Alegre, p. 120. 1993.

    14. Fischmann, A. A.; Almeida, M. I. R. de. Planejamento estratégico na prática. 2 ed. São Paulo: Ed. Atlas. 1991, p. 21. In Silva, M. M. A. da, op cit. p. 466. 2003.

    15. Las Casas, A. L. Qualidade total em serviços: conceitos, exercícios, casos práticos. 3. ed. São Paulo: Ed. Atlas. 1999. p. 39. In Silva, M. M. A. da, op cit. p. 466. 2003.

    16. Juran, J. M.; Gryna, F. M. Controle da qualidade: conceitos, políticas e filosofia da qualidade. v. 1. Coord. da trad. por Maria Cláudia de Oliveira Santos. São Paulo: Makron Books/McGraw-Hill.1991. p. 210. In Silva, M. M. A. da, op cit. p. 464. 2003.

    17. Teboul, J. Gerenciando a dinâmica da qualidade. Trad. de Heloísa Martins. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed. 1991. p.193. In Silva, M. M. A. da, op cit. p. 467. 2003.

    18. Pinotti, J. A. Compêndio de mastologia. São Paulo: Manole. p. 9. 2001.

    19. Pinho, D. B.; Vasconcelos, M. A. (Org.), op. cit., p. 158. 1998. In Araujo, M. de, op. cit., p. 107. 2001.

    20. Hermans, A.;Vansteelandt, A. "Néologie traductive". In Terminologies nouvelles. Rint. 20, pp. 37-43. 1999.

    21. http://www.corpohumano.hpg.ig.com.br/generalidades/generalidades.html Acesso em 30-10-2005; http://members.tripod.com/themedpage/an_nova-nomina.htm Acesso em 30-10-2005.