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    Ciência e Cultura

    versão On-line ISSN 2317-6660

    Cienc. Cult. vol.63 no.3 São Paulo jul. 2011

     

     

    Marco Aurélio Cremasco

     

    0

    O objetivo é comprovar ou não a existência do Bóson de Higgs, a partícula de Deus. Inevitável a comparação entre a ficção de Victor Frankenstein e a realidade em que se pretende recriar um ambiente parecido com as condições existentes instantes após o Big-Bang. Quanto ao novo monstro de Frankenstein? É o monstro procurando ser humano, enquanto o seu criador sonha ser super. Big-Bang, se é que existiu, nada mais foi do que um discreto peido divino.

    00

    Os dias são acinzentados, as noites confundidas com a meia-luz dos pirilampos. Monólogos curtos, quase soluços. Frases secas, manuseadas por pás de quem edifica, tijolo a tijolo, túmulos, guardando delírios e desespero. Pensamentos aleatórios. Fantasmas aparecem sem precisar de castelos e povoam cenário melancólico, revelando elementos góticos qual o crânio na mão de Hamlet, contudo sem contemplá-lo, todavia beijá-lo como também a própria morte.

    0

    Confesso, não presto. Sou a encarnação da inveja, do oportunismo, da arrogância. Cabe a mim, debruçado nessas equações, comprovar a partícula de Deus e sentir o cheiro do

    BIG-BANG

    Claro!, utilizarei a análise de caos por meio da reconstrução do atrator e assim mapear a evolução de um processo no tempo por trajetórias em um espaço multidimensional para mensurar a não uniformidade do sistema segundo a divergência exponencial de trajetórias sobre a taxa de perda de informação do sistema dinâmico e a previsibilidade. Professor! Ligação. É o Prigogine. Professor, professor... A bomba que é o meu coração enfim explode. A alma que é brisa não sabe se vai, não sabe se fica...

     

    Marco Aurélio Cremasco nasceu em Guaraci, PR. Professor na Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, tem publicado os livros técnicos Fundamentos de transferência de massa e Vale a pena estudar engenharia química. Publicou os livros Vampisales (poemas), Viola Caipira (poemas), A criação (poemas), fromIndiana (poemas), Santo Reis da Luz Divina (romance) e Histórias prováveis (contos). Os textos acima constituem a abertura de Oco do mundo. Santos/Campinas: Sereia Ca(n)tadora, 2011. p. 3.