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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1sebr.gif"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1a08f1.jpg"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><FONT COLOR=black>C</font><FONT COLOR=black><small>ONSTRU&Ccedil;&Atilde;O</small>    C<small>IVIL</small></font></P> <FONT SIZE=4><FONT COLOR=black>       <p> <b>Ganho econômico e ambiental estimula reciclagem de entulhos</b></P>      <p>&nbsp; </P> </FONT></FONT>       <p><FONT SIZE=4><FONT COLOR=black> </font></font><FONT COLOR=black>A grande quantidade    de resíduos de construção e demolição (conhecidos como entulhos) representa    um alto custo social e econômico nas médias e grandes cidades. Apenas na cidade    de São Paulo, a prefeitura gasta cerca de R$ 28 milhões por ano na gestão deste    tipo de entulho e arrecada R$ 1 milhão com sua reciclagem. Além disso, os resíduos    depositados ilegalmente contribuem, entre muitos problemas urbanos, para o surgimento    de aterros clandestinos, entupimento de sistemas de drenagem, assoreamento de    rios, que colaboram nas causas de enchentes, e favorecem a proliferação de mosquitos    e outros vetores, um custo socioeconômico imensurável.</font></P> <FONT COLOR=black>       <p> A reciclagem na área de construção civil se dá por duas vias: uso de resíduos    de outras indústrias, como siderúrgica e metalúrgica; e transformação dos resíduos    de obras e demolição em novos materiais de construção. Para otimizar a gestão    destes resíduos nas cidades através da reciclagem, um grupo de pesquisadores    ligados ao Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica    da Universidade de São Paulo, o “Projeto Reciclar para Construir”.</P>      <p> Uma das pesquisas desse projeto, a cargo do engenheiro Sérgio Cirelli Angulo,    sob coordenação do professor Vanderley Moacyr John e com finaciamento da Finep,    é desenvolver uma metodologia para diversificar usos e aplicações para o resíduo    de construção e demolição e estabelecer uma normatização para este material.    Vanderley John informa que o volume de entulho gerado em São Paulo chega a 500    quilos por habitante/ano. “Nem o peso da produção nacional de carros por ano    chega a este valor”, diz.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Sérgio Angulo acrescenta que a reciclagem de entulhos é voltada para a produção    de pavimentos e que o processamento, feito em centrais com projetos industriais    muito simplificados, que não aproveitam o volume total de resíduos gerados e    nem diversificam suas aplicações“. A reciclagem de resíduos de construção não    chega a consumir nem 10% do total gerado”. O pesquisador explica que diversificar    o uso do resíduo reciclado agrega maior valor ao produto, o que viabiliza o    processo. </P>      <p> Para reciclar entulhos faz-se, primeiramente, uma triagem das frações inorgânicas    e não-metálicas do resíduo, excluindo madeira, plástico e metal, que são direcionados    para outros fins. Em seguida, obtém-se o agregado reciclado, que é o resíduo    britado ou quebrado em partículas menores, com características bastante heterogêneas,    diferente do que ocorre com a matéria-prima natural. Esta variabilidade da composição    do é problemática, pois a falta de características homogêneas impossibilita    o controle de qualidade numa linha de produção industrial.</P>      <p> A pesquisa da USP pretende, exatamente, estabelecer uma caracterização para    estes agregados reciclados, com base no método que o professor Henrique Kahn,    do Departamento de Engenharia de Minas da USP desenvolveu para a caracterização    de minérios. Com este método aplicado aos resíduos será possível identificar    sua composição, os compostos que podem ser extraídos dele e, conseqüentemente,    saber qual a planta industrial mais adequada para a reciclagem e a melhor alternativa    de aproveitamento do resíduo que, com a pesquisa, poderá ir além da pavimentação    e diversificar-se na fabricação de argamassas, concreto e blocos. Na caracterização    feita do resíduo será possível ainda observar a existência ou não de substâncias    que prejudicam tecnicamente o componente reciclado e aquelas que podem prejudicar    a saúde e o meio ambiente.</P>      <p> Para o coordenador John, o ponto fraco na pesquisa brasileira de reciclagem    é a pouca preocupação com os riscos ambientais. “Alguns resíduos possuem uma    pequena concentração de dioxina ou outro produto perigoso. Isso pode não ter    efeitos sobre o material de construção, mas oferece riscos aos usuários, trabalhadores    ou para o meio ambiente”. Segundo John, na Europa existe um grande esforço para    desenvolver uma metodologia de avaliação dos riscos ambientais e de saúde associados    à utilização de resíduos. “No Brasil não temos nenhum especialista”, alerta.</P> </FONT>       ]]></body>
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