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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1semd.jpg">  </P>     
<P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1a12f1.jpg"></P>     
<P>&nbsp;</P>     <P><FONT COLOR=black>N<SMALL>EUROINFORM&Aacute;TICA</small></font></P> <FONT SIZE=4>      <P> <font color="#000000"><b>Inteligência artificial em exposição na Suíça</b></font></P>     <P>&nbsp;</P> </FONT>     <P> <font color="black">Um computador que vê o movimento das pessoas ao seu redor    e ouve as suas reações. Para expressar o que sentiu, ele transforma as informações    recebidas em música. Esta interação entre homem e computador com a criação de    uma inteligência artificial é a base da pesquisa apresentada na Expo.02 na Suíça.    O Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora da Unicamp e o Instituto de    Neuroinformática da ETHZ, de Zurique, desenvolvem esta pesquisa em conjunto    para a criação do Projeto Ada, um espaço inteligente controlado por computador    com sensores que interagem com o público. É uma pesquisa inédita no mundo, com    a criação artificial da retina e da cóclea, a partir de modelos animais, possibilitando    ao computador “ver” e “ouvir” as reações do público. O computador Ada é a principal    atração da Expo.02, que começou em maio na cidade de Neuchatel, próximo a Genebra,    e vai até outubro. Esta é uma das maiores exposições científicas da Europa Ocidental,    que só ocorre a cada 30 anos. </font></P>     <P><font color="black"> O núcleo da Unicamp produziu toda a parte sonora do Projeto    Ada e o instituto suíço projetou as redes neurais artificiais que recebem os    estímulos externos e são programados para responder em tempo real às leituras    dos sensores. A Expo.02 tem dois ambientes principais, chamados de <I>Brainarium</I>    e <I>Explanatorium</I>. No espaço <I>Brainarium</I> há um conjunto de sensores    conectados à rede de computadores, fazendo a interação e a comunicação entre    o público e o Ada; no <I>Explanatorium</I>, o público tem acesso às informações    científicas que envolveram o projeto, englobando várias áreas do conhecimento,    como computação, biologia, matemática, física, eletrônica e música.</font></P>     <P><font color="black"> Entre os sensores do Ada estão a córnea artificial, que    permite uma “visão” do computador aos movimentos das pessoas, e a cóclea artificial,    que possibilita um tipo de “audição”. Estas pesquisas apontam a criação de um    cérebro para o computador, “imitando” os modelos de sensibilidade animal. Segundo    Jônatas Manzolli, coordenador do Núcleo, esse tipo de pesquisa com modelos de    retina para o computador nunca foi feita no mundo.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><font color="black"> No caso do computador Ada, as informações registradas    pela “visão” e pela “audição” são usados para fazer música. Os sensores traduzem    a expressão externa do público em algoritmos, que se transformam em música através    dos <I>softwares</I> produzidos na Unicamp. Estes programas de computador têm    como base a Teoria dos Functores, uma subdisciplina da Matemática que procura    relacionar diferentes estruturas matemáticas em um único formalismo.</font></P>     <P><font color="black"> O pesquisador das áreas de Física e Matemática do Núcleo,    Adolfo Maia, explica melhor como funcionam os <I>softwares</I>. “Através da    Teoria dos Functores, estruturas aparentemente diferentes mostram-se como verdadeiramente    semelhantes. Os ‘functores sônicos’ relacionam objetos matemáticos abstratos    em sons e música, de tal maneira que se operando com objetos matemáticos, automaticamente    se opera com objetos sônicos”. </font></P>     <P><font color="black"> O Projeto Ada surgiu do desenvolvimento das pesquisas    para a criação do Roboser, um robô compositor, também feito em parceria entre    os dois institutos. Essa pesquisa cria uma nova forma de composição musical    que utiliza os recursos de redes neurais aplicados à robótica. Esse robô é pioneiro    no mundo na maneira de modelar a criatividade sonora.</font></P>     <P><font color="black"> O Roboser, além de abordar a composição musical, é um    ambiente experimental para testar diversas hipóteses atuais sobre o funcionamento    da mente humana, principalmente em seu aspecto criativo. É também uma experiência    sobre redes neurais artificiais e os sistemas de interatividade e de improvisação.</font></P>      ]]></body>
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