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<P>&nbsp;</P>     <P><font color="#000000"><b><font size="4">P<SMALL>REVEN&Ccedil;&Atilde;O E</small>    C<SMALL>ONTROLE</small>: O<SMALL>POSI&Ccedil;&Atilde;O OU</small> C<SMALL>OMPLEMENTARIDADE    PARA A</small> R<SMALL>EDU&Ccedil;&Atilde;O DA</small> V<small>IOL&Ecirc;NCIA</small></font></b></font></P> <FONT SIZE=4><FONT COLOR=#333333></FONT></FONT>     <P><font color="#000000">Maria Fernanda Tourinho Peres</font></P>     <P><FONT SIZE=4><FONT COLOR=#851D20> </font></font><FONT COLOR=black>&nbsp;</font></P>     <P> <FONT COLOR=#AAD1DA> <font color="#000000" size="5"><b>O</b></font></FONT><font color="#000000" size="5"></font><FONT COLOR=black>crescimento da violência urbana e a crise dos sistemas    penitenciário, judiciário e policial são temas que vêm ocupando um grande espaço    no noticiário brasileiro nos últimos anos. A crescente criminalidade e a impunidade    têm como uma das conseqüências mais visíveis a sensação de insegurança e medo    da população que, cada vez mais, busca mecanismos próprios de proteção: grades    nas janelas, portas trancadas, carros blindados, armas de fogo e sistemas de    segurança privada fazem parte do cotidiano de uma parcela da população que busca    se proteger a todo custo. Além disso, a violência fragmenta os laços comunitários    e promove o distanciamento entre as pessoas(1). Como resposta a esta problemática,    vemos surgir no cenário político propostas que privilegiam o endurecimento das    políticas de combate à criminalidade, reformas no sistema penitenciário e reestruturação    policial, com o objetivo de controlar e reduzir a violência urbana. É possível    encontrar espaço, neste cenário de apoio a políticas duras, para políticas de    prevenção da violência? Para responder a esta questão torna-se necessário compreender    como se constitui a abordagem preventiva e de que modo ela se aplica à problemática    específica da violência. </FONT></P>     <P> <FONT COLOR=#AAD1DA> </font><FONT COLOR=black>Nosso objetivo, neste artigo,    é apresentar, em linhas gerais, como se constitui a abordagem da saúde pública    à problemática da violência para em seguida discutir o papel das políticas de    prevenção para a sua redução e controle.</font></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1a25op1.gif"></P>     
<P>&nbsp;</P> <FONT COLOR=black>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P> A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio da resolução 49.25, estabelece    a prevenção da violência como uma prioridade no campo da saúde pública(2). Isto    se explica, em parte, pelo crescimento da mortalidade por causas externas que,    nas últimas décadas, atingiu proporções epidêmicas e pela falência do modelo    de controle baseado, exclusivamente, em medidas punitivas e de policiamento    ostensivo(3). Além do aumento na mortalidade, a violência está associada ao    aumento da morbidade física e mental da população, gerando, conseqüentemente,    altos custos sociais e econômicos(4). No Brasil as causas externas passaram    a ocupar o segundo lugar como causa de óbito em 1995(5) e, em 1997, os homicídios    passaram a ocupar o primeiro lugar na lista de causas de morte precoce, sendo    o principal responsável por Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) no País(6).  </P>     <P> Para Minayo e Souza(7), só é possível trabalhar o tema da violência da perspectiva    da saúde pública se consideramos como parte do universo da saúde “tudo o que    significa agravo e ameaça à vida, às condições de trabalho, às relações interpessoais,    e à qualidade da existência”. Isto implica pensar a violência não como um objeto    próprio ao campo da saúde, mas considerando-a em sua complexidade de fenômeno    social e político(8). Afirmar que a violência é um problema de saúde pública    significa considerar a violência não em suas conseqüências para o indivíduo,    mas para os grupos populacionais, cujo modo privilegiado de enfrentamento são    medidas preventivas. Ou seja, as ações, no campo da saúde pública, fundamentam-se    na freqüência e distribuição da violência na população, e no reconhecimento    de seus determinantes ou fatores de risco visando a sua prevenção. </P>     <P> As estratégias de prevenção atuam nos fatores de risco, com o objetivo de    evitar a ocorrência de violência e promover a saúde da população. Para que possamos    evitar que algo aconteça, é preciso prever, é preciso conhecer os mecanismos    que levam ao agravo para agir antecipadamente e impedir a sua ocorrência. Neste    sentido, um dos fundamentos da prevenção é cortar elos. Na saúde pública trabalhamos    com três níveis de prevenção: primária, secundária e terciária. A prevenção    primária compreende medidas de promoção da saúde e proteção específica, cujo    objetivo é evitar que a violência se manifeste. Para isso atuam nos fatores    de risco, para reduzir a exposição de grupos populacionais ou fortalecer mecanismos    protetores. A prevenção secundária, por sua vez, compreende medidas de diagnóstico    e tratamento precoce dos casos, com o objetivo de limitar os danos quando a    violência já ocorreu. Na prevenção terciária estão compreendidas as medidas    de tratamento e reabilitação de casos estabelecidos(9). A aplicação deste modelo    à violência não se dá sem dificuldades, uma vez que é importante levarmos em    consideração não só os efeitos da violência para a saúde física e psíquica das    vítimas, prevenindo assim a morbimortalidade secundária, mas também a ocorrência    da violência em si mesma, não só como crime mas também nas suas várias formas    de expressão na família e no convívio social. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT COLOR=black> <b><SMALL>POL&Iacute;TICAS DE PREVEN&Ccedil;&Atilde;O DA    VIOL&Ecirc;NCIA </small></b>As práticas preventivas têm como objetivo manter    a população e o indivíduo saudáveis. Evitar doenças, prolongar a vida e desenvolver    a saúde são objetivos clássicos da saúde publica, atingidos mediante ações sociais    planejadas sob a forma de programas e políticas públicas(10). Quando nos propomos    abordar a violência através de medidas preventivas, torna-se necessário levar    em consideração seus múltiplos níveis de determinação, quais sejam, macroestruturais,    conjunturais, culturais e individuais(11). A estrutura política e os sistemas    econômico e social aumentam a vulnerabilidade dos países à violência(12). Desigualdade    e exclusão sociais, desemprego, regime político e eficácia das instituições    governamentais e de segurança pública são alguns dos fatores que, do ponto de    vista macroestrutural, favorecem o desenvolvimento de violência. O modo como    esses determinantes são atualizados e expressos no cotidiano exemplificam os    fatores conjunturais: aumento da criminalidade urbana, da delinqüência juvenil,    do crime organizado e da prostituição infantil, entre outros, são favorecidos    por contextos marcados pela desigualdade social e impunidade e, por sua vez,    favorecem a escalada de violência em contextos específicos(13). Recentemente    vem sendo dada importância aos fatores culturais e individuais que atuam como    determinantes do comportamento violento, tais como atitudes, comportamentos    e normas, padrões de relação familiar e de gênero, uso de drogas e álcool, entre    outros(14).</font></P> </FONT><FONT COLOR=black>      <P> A existência de múltiplos níveis de determinação constitui um desafio para a formulação de políticas de prevenção da violência que promovam o desenvolvimento social e enfrentem fatores de risco específicos. Medidas estruturais para “a promoção da eqüidade social, de direitos civis e humanos fundamentais, o acesso à educação e cuidado à saúde, oportunidade de emprego e trabalho digno são fundamentais para a manutenção e desenvolvimento de formas democráticas e pacíficas de coexistência social”(15). Além disso, medidas de proteção específica para a redução de fatores de risco individuais e controle de danos também são necessárias para a prevenção da violência e da morbimortalidade secundária(16). Para isso ações intersetoriais e interdisciplinares, com envolvimento não só de diferentes setores do poder público, mas também da sociedade civil organizada constitue elementos essenciais para o enfrentamento da questão(17). </P>     <P> Medidas de prevenção da violência e as medidas punitivas para o controle da criminalidade, tradicionalmente tratadas como abordagens exclusivas e incompatíveis, devem ser consideradas como formas complementares para a redução e controle da violência(18). Segundo os autores, a prevenção é o resultado esperado de todas as medidas que visam enfrentar a violência, sejam elas punitivas ou estruturais. A existência de um contínuo entre medidas de prevenção desenvolvidas nas comunidades (nas escolas, nas famílias, nos bairros etc.) e medidas punitivas vem sendo apontada como um dos modos privilegiados para a redução da violência(19). Esta questão é de extrema importância para pensarmos em políticas de prevenção da violência no contexto brasileiro, que vão além de ações específicas do setor saúde e das propostas de “endurecimento” das ações para o combate da criminalidade. </P>     <P> Medidas estruturais para redução da desigualdade social, como geração de emprego, acesso a escolas e aos serviços de saúde, entre outras, e medidas específicas para a redução de fatores de risco e promoção da paz desenvolvidas a nível municipal(20) devem estar associadas a medidas que visem reduzir a impunidade, melhorar as condições de cumprimento das penas, e garantir acesso igualitário à Justiça. Desta forma, teremos políticas cujo resultado será não só a prevenção da violência, mas a promoção e proteção dos direitos humanos.</P>     <P>&nbsp; </P>     <P> <I>Maria Fernanda Tourinho Peres é doutora em Saúde Pública. Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo.</I></P>     ]]></body>
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