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<P>&nbsp;</P>     <P><font size="4">Teatro</font></P>     <p><font size=5>C<small>I&Ecirc;NCIA SOBE AO PALCO</small></font></p>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT COLOR=black>A montagem de um teatro de repertório com foco na ciência    é o resultado da excelente <I>performance</I> que as peças <I>Copenhagen</I>    e <I>Einstein</I> alcançaram nos palcos por onde passaram nos últimos quatro    anos. O ator Carlos Palma que, junto a Adriana Carui, coordena o Projeto Arte    e Ciência no Palco, foi surpreendido pela receptividade que a montagem de <I>Einstein</I>,    um monólogo do canadense Gabriel Emanuel, obteve nos 17 Estados por onde tem    sido encenada desde 1998. “Nos debates realizados após a peça, notei que existe    uma grande inquietação dos cientistas em difundir seu trabalho.” Partindo desta    constatação, da demanda de mais de 80 empresas que abrigaram encenações em seus    auditórios e de toda a extensão de escolas que requisitou o espetáculo, Carlos    e Adriana começaram a engendrar o projeto, detectando que a ciência é rica como    conflito humano e possui uma carga dramática adequada a montagens teatrais.</font></P>     <P><font color="black"> O próximo estágio da dupla, após esta experiência, foi    encenar a peça infanto-juvenil <I>Da Vinci pintando o sete</I> para então dar    o salto mais arrojado, que foi montar <I>Copenhagen</I>. “O texto de Michael    Frayn, premiado em Inglaterra, França e Estados Unidos, tem uma dramaturgia    impecável e trata de uma temática difícil abordando os mistérios da Física e    o diálogo de dois gênios – o dinamarquês Niels Bohr e o alemãoWerner Heisenberg    – em 1941, ambos envolvidos na pesquisa da bomba atômica.” O Projeto Arte e    Ciência no Palco já tem uma agenda para os próximos cinco anos, que se inicia    agora em agosto com a peça do espanhol José Sanches Sinisterra, <I>Perdida no    tempo e no espaço</I>, uma comédia sobre Física quântica, com direção de Marco    Antonio Braz. O elenco repete a dupla de <I>Copenhagen</I> – Carlos Palma e    Oswaldo Mendes – e introduz Flávia Pucci. “O nó dramático é saber onde a partícula    está, quebrando a dimensão </font><font color="black">de tempo e espaço e utilizando    a platéia como quarto personagem”, antecipa Adriana.</font></P>     <P><font color="black"> Na programação prevista para março de 2003, está <I>Enigma</I>,    que trata do código binário, com texto de Alan Turing e direção de Roberto Vignati.    Carlos Palma acrescenta que, desde o sucesso das primeiras peças, não parou    de receber textos teatrais para avaliação, sempre com temas científicos. O texto    a subir ao palco em 2004 já foi definido: trata-se de <I>Arcadia</I>, uma peça    de Tom Stoppard, o mesmo autor de <I>Shakespeare apaixonado</I>. Desta vez,    ele trata da teoria do caos e 12 atores estarão em cena. </font></P>     <P> <font color="black">“A intenção é montar um teatro de repertório mas com um    rodízio de diretores para que seja possível mudar a linguagem.” Palma destaca    ainda os apoios importantes da empresa Amana-Key, de Oscar Motomura, de Oswaldo    Mendes e do iluminador Francisco Alves.</font></P>     <P>&nbsp; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ALIGN=RIGHT> <font color="black"><B><I>Wanda Jorge</I></B></font></P>     <P ALIGN=RIGHT>&nbsp;</P>     <P ALIGN=center><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1a30f2.jpg"></P>     
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