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</front><body><![CDATA[ <P><font size="4">Cinema</font></P>      <p><i><font size=5>C<small>AFUND&Oacute;</small></font></i> <font size=5><small>    TEM CAPTA&Ccedil;&Atilde;O IN&Eacute;DITA DE RECURSOS</small></font></p>      <P>&nbsp;</P>      <P>O ator Paulo Betti encontrou uma forma inédita para captar recursos para a    produção do filme <I>Cafundó - Uma ficção sobre João de Camargo</I>. Agora,    os beneficiários da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil)    poderão fazer pequenas doações mensais e se beneficiar da Lei do Audiovisual    (Lei 8.685/93), que permite deduzir os valores do imposto de renda. </P>     <P>O filme conta a história de João de Camargo, um ex-escravo milagreiro da região    de Sorocaba, interior de São Paulo, que viveu de 1858 a 1942, e que venceu no    mundo dos brancos pela fé e pela humildade. O filme mostra também o universo    das feiras de muares que, durante 250 anos, reuniam em Sorocaba os animais para    serem vendidos, principalmente burros, que vinham de Viamão, RS. Essas feiras    eram muito importantes e duravam quatro meses. João de Camargo nasceu no auge    das feiras. Elas aparecerão como pano de fundo no filme.</P>     <P> Betti conta que conhece essa história desde menino. “Meu avô era um imigrante    italiano que trabalhava a meia nas terras de um fazendeiro negro. No caminho    da roça de meu avô havia uma igreja, que existe até hoje, tombada pelo patrimônio    histórico, dedicada a João de Camargo. A história me pegou quando ia visitar    meu avô. Fiquei fascinado por aquele santo negro, que não era da igreja católica    e que tinha construído uma igreja muito peculiar”, diz o ator. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n1/1a31f1.jpg"></P>     
<P>&nbsp;</P>     <P> A pesquisa para a elaboração do roteiro, escrito por Clóvis Bueno, foi feita    por José Carlos de Campos Sobrinho e Adolfo Friolli e resultou no livro João    de Camargo de Sorocaba, o <I>nascimento de uma religião</I>, da editora Senac.    Mas a história do milagreiro foi objeto de estudo de outros intelectuais, tais    como Florestan Fernandes, Roger Bastide e Sandra Regina Corrêa. Carlos Vogt    e Peter Fry, por sua vez, dedicaram um longo estudo à comunidade negra do Cafundó,    publicado no livro <I>Cafundó: a África no Brasil </I>(Companhia das Letras    e Editora da Unicamp, São Paulo, 1996).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> Apesar de existir o Cafundó, um bairro onde vive uma comunidade de negros    descendentes de um ex-escravo, e de esse bairro ser próximo a Sorocaba e também    a Cocais, o provável local de nascimento do personagem principal do filme, Betti    afirma que o Cafundó do filme “é um universo mítico, onde o Judas perdeu as    botas, com pouca relação com a comunidade do Cafundó”. </P>     <P> Para ele, os estudos feitos sobre João de Camargo jogaram luzes sobre essa    história, e que os produtores do filme irão contá-la para entreter o espectador.</P>      ]]></body>
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