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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A<small>Q&Uuml;ICULTURA</small></p>     <p><font size="4"><b>Manguezais e a produ&ccedil;&atilde;o de camar&otilde;es</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A expans&atilde;o das fazendas de camar&otilde;es no litoral brasileiro tem    sido apontada como a causa de destrui&ccedil;&atilde;o dos manguezais, levando    entidades ambientalistas a pressionar as autoridades governamentais a deter    a expans&atilde;o dessa atividade econ&ocirc;mica no Nordeste. O Brasil det&eacute;m    a maior &aacute;rea de manguezais do mundo, atingindo 1,37 milh&atilde;o de    hectares.</p>     <p>Marcos Rog&eacute;rio C&acirc;mara, pesquisador da Universidade Federal do    Rio Grande do Norte, argumenta que a carcinicultura desenvolve-se em &aacute;reas    de baixo impacto ambiental, como terrenos salgados e tabuleiros arenosos. Ele    atribui ao despejo de lixo e esgoto urbano e industrial a maior responsabilidade    pela destrui&ccedil;&atilde;o dos manguezais na regi&atilde;o.</p>     <p>Para Ra&uacute;l Malvino Madrid, coordenador geral de Aq&uuml;icultura do MAPA,    essas propriedades s&atilde;o muito mais sustent&aacute;veis do que acusam os    ambientalistas e representam um op&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica para as    popula&ccedil;&otilde;es locais. Madrid acrescenta que o Brasil tem potencial    para se tornar o maior produtor mundial de camar&otilde;es marinhos cultivados    do mundo: extenso litoral (8,5 mil km) e condi&ccedil;&otilde;es ambientais    excelentes para a cria&ccedil;&atilde;o do <i>Litopenaeus vannamei</i>, principal    variedade adaptada no pa&iacute;s.</p>     <p>Para o coordenador, um dos entraves para o desenvolvimento desse setor &eacute;    a legisla&ccedil;&atilde;o, que coloca o cultivo de camar&atilde;o marinho na    ilegalidade. Em resolu&ccedil;&atilde;o aprovada pela Coordenadoria Nacional    do Meio Ambiente, foram inclu&iacute;das as &aacute;reas arenosas na defini&ccedil;&atilde;o    de manguezal. Segundo Madrid, trata-se do entorno do mangue, mas a decis&atilde;o    torna ilegais os 8,5 mil ha em produ&ccedil;&atilde;o de camar&otilde;es no    litoral nordestino e impede a implanta&ccedil;&atilde;o de novos empreendimentos.</p>     <p>Os pa&iacute;ses asi&aacute;ticos, maiores produtores de camar&otilde;es e    os que mais destr&oacute;em os mangues, segundo a especialista filipina, Jurgenne    Primavera, buscam solu&ccedil;&otilde;es ambientais de conviv&ecirc;ncia para    n&atilde;o comprometer a marca anual de 750 mil toneladas de camar&atilde;o.    A especialista exp&ocirc;s, em palestra do Congresso Mundial de Aq&uuml;icultura    realizada em abril deste ano, na China, os n&uacute;meros da devasta&ccedil;&atilde;o:    na Tail&acirc;ndia foram desmatados 65,2 mil ha de manguezais para o cultivo    de camar&atilde;o; no Vietnam, 102 mil ha; e, em Bangladesh, 6,6 mil ha.</p>     ]]></body>
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