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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>C<small>ONTAMINA&Ccedil;&Atilde;O</small></p>     <p><font size="4"><b>Res&iacute;duos qu&iacute;micos nas universidades</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A recorr&ecirc;ncia de casos, amplamente divulgados em 2002, de contamina&ccedil;&otilde;es    causadas por res&iacute;duos qu&iacute;micos industriais chama a aten&ccedil;&atilde;o    para a amplitude do problema no Brasil. Neste mesmo ano, a Cetesb divulgou uma    lista de 255 &aacute;reas contaminadas no estado de S&atilde;o Paulo e a Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (Funasa) alertou para a possibilidade de haverem at&eacute;    seis mil &aacute;reas contaminadas em todo o pa&iacute;s.</p>     <p>A preocupa&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os governamentais com o tema    sempre esteve muito mais centrada em res&iacute;duos qu&iacute;micos industriais.    Em casos de universidades e centros de pesquisa, por&eacute;m, as iniciativas    para gerenciar e tratar res&iacute;duos em geral partem das pr&oacute;prias    institui&ccedil;&otilde;es. Uma tese de doutorado, orientado pela professora    do Instituto de Qu&iacute;mica da Unicamp, Maria Izabel Maretti, evidencia a    import&acirc;ncia do problema. Para seu doutoramento, Regina Cl&eacute;lia Mesquita    Macaroni monitorou, de 1997 a fevereiro de 2002, a produ&ccedil;&atilde;o e    destina&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos produzidos no pr&oacute;prio instituto,    em Campinas. Durante o per&iacute;odo estudado, conseguiu-se reduzir em alguns    casos at&eacute; 36% dos res&iacute;duos, al&eacute;m de gerar uma economia    de 59% no gasto com reagentes.</p>     <p>A id&eacute;ia do monitoramento de dejetos partiu do qu&iacute;mico ambientalista,    Wilson Jardim, que co-orientou o trabalho e lan&ccedil;ou um manual de tratamento    de res&iacute;duos para as universidades. Um dos principais efeitos do monitoramento,    segundo a orientadora Maria Izabel, foi a conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    acad&ecirc;mica para dados como a gera&ccedil;&atilde;o de 11 quilos de res&iacute;duos    por aluno, durante os quatro anos de sua forma&ccedil;&atilde;o como qu&iacute;mico.    "Hoje, os alunos perguntam aonde e como determinados res&iacute;duos devem ser    descartados, coisa que n&atilde;o ocorria h&aacute; 20 anos". Espera-se que,    ao sair da universidade, esses alunos sejam multiplicadores de tais cuidados    ambientais em seu futuro local de trabalho, acrescenta a pesquisadora.</p>     <p>No Brasil, tais a&ccedil;&otilde;es nos espa&ccedil;os de pesquisa passam a    incrementar-se apenas a partir da d&eacute;cada de 90. Na Unicamp, por exemplo,    o gerenciamento de res&iacute;duos do Instituto de Qu&iacute;mica come&ccedil;ou    em setembro de 1995, por iniciativa do professor Fernando Coelho. A Fapesp,    sob sugest&atilde;o dos pesquisadores Hans Vietler (USP) e Marco Aur&eacute;lio    De Paoli (Unicamp), foi pioneira ao lan&ccedil;ar, em 2001, um edital para equipar    e incentivar as unidades universit&aacute;rias de qu&iacute;mica para o tratamento    de seus res&iacute;duos, dentro do "Programa Infra-estrutura". Atualmente existem    diversos programas em outras universidades como as federais do Rio Grande do    Sul, do Paran&aacute; e de Santa Catarina, a unidade da USP em S&atilde;o Carlos    e a da Unesp em Araraquara.</p>     <p>Em julho de 2001, por resolu&ccedil;&atilde;o da reitoria da Unicamp criou-se    um grupo institucional de estudos para res&iacute;duos biol&oacute;gicos, qu&iacute;micos    e radioativos. A iniciativa institucional com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    gera&ccedil;&atilde;o, estocagem e disposi&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos    perigosos &eacute; inovadora e se deu devido ao interesse de v&aacute;rios institutos    da universidade em participar do edital da Fapesp, que, no entanto, anteriormente    s&oacute; contemplava unidades qu&iacute;micas, informa Coelho, coordenador    do grupo.</p>     ]]></body>
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