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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14790f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A<small>GRICULTURA</small></p>     <p><b><font size="4">Uso de brotos descartados de batata-semente economiza divisas</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Parece um alimento banal. Afinal, a batata cai bem em quase todas as combina&ccedil;&otilde;es    de pratos preferidos pelos brasileiros. A batata-semente, no entanto, &eacute;    artigo de luxo pois precisa ser importada, especialmente da Holanda, para transformar-se    em tub&eacute;rculos a serem multiplicados no campo. Do laborat&oacute;rio de    virologia do Instituto Agron&ocirc;mico de Campinas (IAC), uma institui&ccedil;&atilde;o    secular, respeitada e atualmente com sinais de abandono, nasceu uma grande id&eacute;ia:    aproveitar os brotos que s&atilde;o descartados pelos agricultores e utiliz&aacute;-los    como mat&eacute;ria-prima de reprodu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O virologista Jos&eacute; Alberto Caram Souza Dias, do IAC, enxergou h&aacute;    mais de dez anos o que hoje parece &oacute;bvio: esses brotos da semente b&aacute;sica    s&atilde;o livres de v&iacute;rus e se transformam em novos minitub&eacute;rculos    aptos para multiplica&ccedil;&atilde;o. No entanto, s&atilde;o at&eacute; hoje    descartados pelas esteiras de tratamento da batata-semente importada, durante    o processo de prepara&ccedil;&atilde;o para o cultivo na terra.</p>     <p>Bastou colocar caixas sob cada uma dessas esteiras para receber a infinidade    de brotos descartados e encontrar parceiros entre os viveiristas de c&iacute;tricos    da regi&atilde;o de Limeira, no interior paulista, j&aacute; habituados ao cultivo    controlado de mudas, para que a experi&ecirc;ncia fosse um sucesso.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Brasil gasta algo como US$ 12 milh&otilde;es por ano para importar cerca    de 300 mil caixas onde cabem em m&eacute;dia 400 tub&eacute;rculos em cada.    Este volume chegou, no ano passado, a 120 milh&otilde;es de tub&eacute;rculos    adquiridos para multiplica&ccedil;&atilde;o pelos viveiristas brasileiros. A    pr&aacute;tica corriqueira dos viveiristas &eacute; que muda essa hist&oacute;ria:    para aumentar o n&uacute;mero de brotos &eacute; feita a desbrota manual das    batata-sementes. Esses brotos, retirados tanto do tub&eacute;rculo importado    totalmente livre de doen&ccedil;as como da batata-semente de segunda gera&ccedil;&atilde;o    no Brasil, podem ser plantados e s&atilde;o mat&eacute;ria-prima nobre nessa    cadeia de produ&ccedil;&atilde;o. Cada minitub&eacute;rculo gera tr&ecirc;s    outros que, por sua vez, ser&atilde;o multiplicados na raz&atilde;o de dez batatas-sementes    em m&eacute;dia.</p>     <p>A parceria proposta por Caram e aceita pelos viveiristas de Limeira atendia    todos os pr&eacute;-requisitos: multiplicar batatas-sementes em telados anti-af&iacute;deos    no meio de laranjais que &eacute; o local ideal, j&aacute; que n&atilde;o se    tem not&iacute;cia de viroses comuns &agrave;s duas culturas; al&eacute;m disso,    a regi&atilde;o mant&eacute;m um isolamento de 50 quil&ocirc;metros de raio    sem cultivo de batata, livre, portanto de vetores que colocassem em risco o    viveiro. Para os produtores de mudas c&iacute;tricas, a experi&ecirc;ncia &eacute;    uma ponte de sa&iacute;da econ&ocirc;mica para a crise de lucratividade enfrentada    pelo setor."J&aacute; estamos no terceiro ano de parceria de batata com laranja,    com &oacute;timos resultados e com a experi&ecirc;ncia de Limeira atraindo viveiristas    de outras regi&otilde;es produtoras", conlui Caram.</p>      ]]></body>
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