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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>C&amp;T</p>     <p><font size="4"><b>Propriedade intelectual na pesquisa universit&aacute;ria</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A partir de meados da d&eacute;cada de 90, o Brasil conseguiu ultrapassar o    horizonte de 1% do volume total de artigos cient&iacute;ficos publicados no    mundo. Esse &iacute;ndice, mesmo muito pequeno se comparado a pa&iacute;ses    como Estados Unidos ou Inglaterra, evidencia uma tend&ecirc;ncia apontada por    recentes diagn&oacute;sticos do setor brasileiro de ci&ecirc;ncia e tecnologia.    Os mesmos dados denunciam, por&eacute;m, uma defici&ecirc;ncia que come&ccedil;a    a ser atacada por diversas &aacute;reas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas:    a reduzida quantidade de patentes de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas    e industriais.</p>     <p>Em linhas gerais, pode-se dizer que o nosso pa&iacute;s publica resultados    de pesquisas em revistas de impacto, mas deixa a desejar no momento de transformar    o conhecimento em inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas. &Eacute; o que    conclui a pesquisadora ga&uacute;cha Marli Ritter dos Santos, que apresentou    um trabalho no 5&ordm; Encontro de Propriedade Intelectual e Comercializa&ccedil;&atilde;o    da Tecnologia, realizado em julho no Rio de Janeiro. Como diretora do Escrit&oacute;rio    de Intera&ccedil;&atilde;o e Transfer&ecirc;ncia de Tecnologia da UFRGS, Marli    pesquisou a atua&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;cleos, respons&aacute;veis pela    descoberta de inova&ccedil;&otilde;es existentes dentro dos seus <i>campi</i>.</p>     <p>O estudo corrobora dados j&aacute; conhecidos do setor: 80% da pesquisa no    Brasil &eacute; feita nas universidades p&uacute;blicas, o que torna o Estado    o principal financiador da ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s. O estudo detectou 11.760    grupos de pesquisa que consumiram um total de R$ 92 bilh&otilde;es em investimentos,    no per&iacute;odo estudado, de abril de 2001 a junho de 2002, fortemente concentrados    nas regi&otilde;es Sul e Sudeste. Outra evid&ecirc;ncia &eacute; a dificuldade    dos pesquisadores em procurar n&uacute;cleos de propriedade industrial para    dep&oacute;sito de patentes. A chamada "cultura da propriedade intelectual"    ainda &eacute; escassa entre n&oacute;s, diz ela. Alguns n&uacute;cleos mais    ativos t&ecirc;m dado cursos sobre o tema, ensinando a redigir pedidos de patentes,    com a estrat&eacute;gia de difundir o h&aacute;bito.</p>     <p>Entre outros entraves, est&aacute; a tradi&ccedil;&atilde;o de divulgar a pesquisa    na forma de um artigo, o que inviabiliza a patente; e a parceria com empresas    que impedem a publica&ccedil;&atilde;o parcial dos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14791t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><b>Bruno Buys</b></i></p>      ]]></body>
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