<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252002000200012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Software livre e urna eletrônica]]></article-title>
</title-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>54</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>13</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252002000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252002000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252002000200012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>T<small>ECNOLOGIA</small></p>     <p><b><i><font size="4">Software</font></i><font size="4"> livre e urna eletr&ocirc;nica</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O artigo n&ordm; 66, da lei 9504, de 1997, garante que os partidos t&ecirc;m    o direito de conhecer, antecipadamente, "os programas de computador a serem    usados na urna eletr&ocirc;nica". No entanto, s&oacute; neste ano a lei foi    cumprida, com os fiscais de todos os partidos tendo acesso, por cinco dias,    ao c&oacute;digo fonte dos programas e podendo acompanhar o processo de compila&ccedil;&atilde;o    do <i>software</i>.</p>     <p>O c&oacute;digo fonte &eacute; a linguagem em que o programador escreve o programa    e a compila&ccedil;&atilde;o &eacute; a transforma&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es    em linguagem da m&aacute;quina. Para o professor da Universidade de Bras&iacute;lia,    Pedro Ant&ocirc;nio Dourado Rezende, o tempo de cinco dias &eacute; pequeno    para realizar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o completa. "Para se ter uma id&eacute;ia,    o mais recente sistema operacional da urna utiliza o Windows CE, que tem mais    de 2 milh&otilde;es de linhas de c&oacute;digo", afirma.</p>     <p>O <i>software</i> da urna eletr&ocirc;nica &eacute; composto por tr&ecirc;s    partes principais: o sistema operacional, o aplicativo com o nome dos candidatos    e um sistema de criptografia dos dados. Em 2000, foram usadas 400 mil urnas    com o sistema operacional VirtuOS. Para este ano, o Tribunal Regional Eleitoral    encomendou mais 50 mil urnas, que utilizar&atilde;o o Windows CE, da Microsoft.    "O Windows CE &eacute; um sistema praticamente inaudit&aacute;vel, devido ao    seu tamanho e aos truques que a Microsoft usa para dificultar a compreens&atilde;o    do c&oacute;digo fonte dos seus produtos", afirma Rezende. O Windows CE &eacute;    um sistema comercial e seu c&oacute;digo fonte &eacute; um segredo da empresa    que o produz.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14795f1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Para aumentar a seguran&ccedil;a da urna alguns especialistas sugerem a ado&ccedil;&atilde;o    de <i>software</i> livre. Como princ&iacute;pio, o <i>software</i> livre tem    seu c&oacute;digo fonte aberto e pode ser alterado, modificado e compartilhado    por qualquer um. Um exemplo &eacute; o sistema operacional GNU/Linux. "Idealmente    o <i>software</i> da urna deveria ser aberto", afirma o engenheiro Am&iacute;lcar    Brunazzo Filho, especializado em seguran&ccedil;a de dados. O analista de sistemas    da Unicamp, Rubens Queiroz, enfatiza a maior seguran&ccedil;a do c&oacute;digo    aberto. "Quanto mais gente olhando o c&oacute;digo, melhor, maiores s&atilde;o    as chances de serem encontrados erros", afirma. Para Pedro Rezende, da UnB,    o sistema livre favorece um melhor dimensionamento do sistema, dada sua maior    flexibilidade. Ele tamb&eacute;m refor&ccedil;a as melhorias com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; seguran&ccedil;a. "A natureza do sistema eleitoral determina que a    seguran&ccedil;a deve ser medida pela transpar&ecirc;ncia. O sigilo eleitoral    deve se restringir apenas &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o da natureza do    voto", conclui.</p>      ]]></body>
</article>
