<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252002000200014</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Crise energética ainda em pauta]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kanashiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marta]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2002</year>
</pub-date>
<volume>54</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>15</fpage>
<lpage>15</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252002000200014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252002000200014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252002000200014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>P<small>LANEJAMENTO</small></p>     <p><b><font size="4">Crise energ&eacute;tica ainda em pauta</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A crise energ&eacute;tica brasileira n&atilde;o foi surpresa para os especialistas,    passou por um per&iacute;odo cr&iacute;tico de muita visibilidade na m&iacute;dia    e superou essa fase. A d&uacute;vida, por&eacute;m, &eacute; se a quest&atilde;o    foi realmente resolvida Para o consultor do Centro de Gest&atilde;o e Estudos    Estrat&eacute;gicos (CGEE) e professor da Engenharia Mec&acirc;nica da Unicamp,    Gilberto Jannuzzi, o impasse permanece.</p>     <p>Avan&ccedil;os positivos, como a conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre o desperd&iacute;cio    e a diminui&ccedil;&atilde;o do consumo, aconteceram, mas os grandes problemas    n&atilde;o foram resolvidos. Januzzi acrescenta que o aperfei&ccedil;oamento    tecnol&oacute;gico substituiu uma tecnologia inadequada, "mas n&atilde;o sa&iacute;mos    do risco, apesar dele ser menor agora".</p>     <p>Ele ressalta o benef&iacute;cio de algumas a&ccedil;&otilde;es governamentais,    como a aprova&ccedil;&atilde;o da lei 10.295, que estabelece os n&iacute;veis    m&aacute;ximos de consumo ou m&iacute;nimos de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica,    para m&aacute;quinas e aparelhos fabricados ou vendidos no pa&iacute;s, bem    como das edifica&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das. "A lei tramitava no Congresso    h&aacute; dez anos e foi importante agilizar sua aprova&ccedil;&atilde;o", afirma    Jannuzzi.</p>     <p>O Fundo Setorial de Energia El&eacute;trica liberou recursos para desenvolver    novas tecnologias que capacitem o setor energ&eacute;tico a atender novas crises.    "Mas ainda falta planejamento e vis&atilde;o estrat&eacute;gica para atender    a demanda futura", acrescenta. Essa &eacute; uma an&aacute;lise que outros especialistas    do setor tamb&eacute;m compartilham.</p>     <p>Para Maur&iacute;cio Tolmasquim, coordenador do Centro de Economia Energ&eacute;tica    e Ambiental (Cenergia) da Coppe, na UFRJ, o governo estava desprevinido para    a crise e tomou medidas precipitadas, que resultaram num impacto sobre a economia    e o bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o. Ele aponta erros no Programa Emergencial    de Termel&eacute;tricas. "&Eacute; irracional num pa&iacute;s rico em hidreletricidade".    Para Tolmasquim, as t&eacute;rmicas s&oacute; deveriam entrar no sistema em    casos de seca ou per&iacute;odos de maior consumo, para complementar o abastecimento.    Al&eacute;m disso, o investimento nas t&eacute;rmicas &eacute; encarecido pelo    g&aacute;s proveniente do gasoduto Brasil-Bol&iacute;via, que &eacute; pago    independente de sua utiliza&ccedil;&atilde;o, afirma Tolmasquim.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O professor da Coppe adverte, por&eacute;m, sobre um problema que est&aacute;    sendo criado para o futuro. "Se toda oferta programada fosse real, o Brasil    teria excesso de oferta at&eacute; o ano de 2010, mas, na realidade, pode haver    um d&eacute;ficit, pois a maioria dos empreendimentos n&atilde;o est&aacute;    sendo concretizada. H&aacute; um falso cen&aacute;rio na estrat&eacute;gia governamental    que afasta investidores. &Eacute; preciso afugentar a id&eacute;ia de abund&acirc;ncia    que predomina no mercado", conclui.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><b><i>Marta Kanashiro</i></b></p>      ]]></body>
</article>
