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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tp5.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>V<small>IS&Atilde;O</small></p>     <p><font size="4"><b>Fotopigmento ajusta o rel&oacute;gio biol&oacute;gico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um novo pigmento, <b>a melanopsina</b>, descoberto em 1998 pelo grupo de Ign&aacute;cio    Prov&ecirc;ncio e Mark Rollag, dos EUA, acaba de ser localizado em uma &aacute;rea    da retina que se imaginava "cega", permitindo que os seres vivos percebam a    luz sem ver. Esta descoberta foi divulgada recentemente em dois artigos cient&iacute;ficos,    nas revistas <i>Science</i> e <i>Nature<a name="top1"></a></i><a href="#back1">*</a>,    por grupos cient&iacute;ficos independentes, um dos quais &eacute; assinado    pelos descobridores da melanopsina e pela brasileira Ana M.L. Castrucci, professora    da USP.</p>     <p>Esse pigmento, localizado nas c&eacute;lulas ganglionares da retina, envia    informa&ccedil;&otilde;es luminosas para a zona do hipot&aacute;lamo, conhecida    como rel&oacute;gio biol&oacute;gico (n&uacute;cleos supraquiasm&aacute;ticos)    e, com isso, informa ao rel&oacute;gio interno as condi&ccedil;&otilde;es de    ilumina&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. A descoberta abre um novo campo de    conhecimento, e permite entender porque cegos, que s&atilde;o incapazes de ver    a luz, conseguem ajustar suas atividades aos ciclos de ilumina&ccedil;&atilde;o    do ambiente.</p>     <p>A pesquisadora Regina P. Markus, professora titular do Laborat&oacute;rio de    Cronofarmacologia da USP, ressalta que o rel&oacute;gio biol&oacute;gico funciona    independente de qualquer est&iacute;mulo externo e que, mesmo quando retiramos    os n&uacute;cleos supraquiasm&aacute;ticos do c&eacute;rebro de um animal e    colocamos em cultura, estes continuam apresentando um ritmo ao redor de 24 horas    (<b>circadiano</b>). O que faz com que este rel&oacute;gio se ajuste perfeitamente    ao dia terrestre &eacute; a sua capacidade de se ajustar &agrave; luz.</p>     <p>"Dizemos que a luz representa a m&atilde;o que ajusta o ponteiro do rel&oacute;gio.    At&eacute; agora, n&atilde;o sab&iacute;amos onde estava esse bot&atilde;o para    colocar a m&atilde;o. Mas, este ano, foi demonstrado que a <b>melanopsina</b>    &eacute; este bot&atilde;o". A cientista acrescenta que essa prote&iacute;na    est&aacute; localizada na membrana das c&eacute;lulas ganglionares da retina    e, quando a luz incide, ela muda de conforma&ccedil;&atilde;o e manda um sinal    el&eacute;trico para o c&eacute;rebro dizendo &#150; "est&aacute; claro" &#150;;    o c&eacute;rebro, ent&atilde;o, entende o sinal e ajusta o organismo a mais    um per&iacute;odo de luz.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="back1"></a><a href="#top1">*</a> As mat&eacute;rias citadas est&atilde;o    na revista <i>Science,</i> edi&ccedil;&atilde;o n&ordm; 295 de 2002, p&aacute;gina1065;    e revista <i>Nature</i> edi&ccedil;&atilde;o n&ordm; 415 de 2002. p&aacute;gina    493.</p>      ]]></body>
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