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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/tp8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4">T<small>EMPO E</small> H<small>IST&Oacute;RIA</small></font></b></p>     <p>Raquel Glezer</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size=5>A</font></b> rela&ccedil;&atilde;o entre o Tempo e a Hist&oacute;ria    &eacute; tema inesgot&aacute;vel, com quest&otilde;es, problemas e propostas    anal&iacute;ticas, campo de conflito insol&uacute;vel entre fil&oacute;sofos    e historiadores, que pode ser explorada sob m&uacute;ltiplos aspectos, cada    uma delas aparentemente encerrada em si mesma, e na pr&aacute;tica inter-relacionada    com todas as outras (1).</p>     <p>Diversamente da percep&ccedil;&atilde;o, hoje consensual entre os historiadores,    de que o tempo da hist&oacute;ria &eacute; diferente do tempo da ci&ecirc;ncia    &#150; o conceito de tempo dos historiadores n&atilde;o &eacute; o utilizado    pelas outras ci&ecirc;ncias, o confronto entre a reflex&atilde;o em abstrato    e o manejo emp&iacute;rico do 'corpus documental' &eacute; quest&atilde;o ainda    sem conclus&atilde;o, parte integrante das reflex&otilde;es filos&oacute;ficas    e das historiogr&aacute;ficas, que se colocam em termos divergentes e opostos,    mas que podem e devem ser complementados (2).</p>     <p>Para historiadores, tempo &eacute; tanto o elemento de articula&ccedil;&atilde;o    da/na narrativa historiogr&aacute;fica como &eacute; viv&ecirc;ncia civilizacional    e pessoal. Para cada civiliza&ccedil;&atilde;o e cultura, h&aacute; uma no&ccedil;&atilde;o    de tempo, c&iacute;clico ou linear, presentificado ou projetado para o futuro,    est&aacute;tico ou din&acirc;mico, lento ou acelerado, forma de apreens&atilde;o    do real e do relacionamento do indiv&iacute;duo com o conjunto de seus semelhantes,    ponto de partida para a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o Homem &#150;    Natureza e Homem &#150; Sociedade na perspectiva ocidental (3).</p>     <p>Tempo &eacute; palavra de muitos significados, e em alguns deles empregado    como sin&ocirc;nimo de passado, ciclos, dura&ccedil;&atilde;o, eras, fases,    momentos ou mesmo hist&oacute;ria, o que contribui para o obscurecimento das    discuss&otilde;es te&oacute;ricas dos historiadores sobre ele, e acaba confundindo    o p&uacute;blico leitor (4).</p>     <p>Da no&ccedil;&atilde;o de tempo civilizacional derivaram filosofias, teorias,    historiografias, com seus calend&aacute;rios, cronologias, periodiza&ccedil;&otilde;es    por momentos, sele&ccedil;&otilde;es de fatos marcantes &#150; elementos mut&aacute;veis    a cada leitura, a cada narrativa historiogr&aacute;fica, sempre datada, quer    a de nacionais quer a de estrangeiros (5).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Historiadores convivem com as tens&otilde;es inerentes ao tempo em que vivem    e as formas de an&aacute;lise e compreens&atilde;o, instrumentalmente dadas.    Sabem que est&atilde;o imersos no tempo, no seu tempo, e, simultaneamente devem    trabalhar com ele, para os atos da profiss&atilde;o, no 'corpus documental'    selecionado para pesquisar o tema, o assunto, o objeto de estudo em um dado    momento: organizar, recortar, dividir, estruturar, analisar, compreender, explicar,    generalizar, teorizar, sintetizar...</p>     <p>Do mito &agrave; Hist&oacute;ria, do tempo c&iacute;clico ao linear progressivo,    ao teleol&oacute;gico e ao devir, da causalidade prim&aacute;ria seq&uuml;encial    cronol&oacute;gica &agrave;s temporalidades braudelianas (6); da passagem do    tempo da natureza ao tempo social (7), do tempo do trabalho natural ao tempo    do trabalho industrial (8), o tempo real como fronteira &uacute;ltima (9) &#150;    todas estas transforma&ccedil;&otilde;es marcaram as rela&ccedil;&otilde;es    dos homens com o passado, e atuam em seu presente tanto em seus atos como nas    formas de percep&ccedil;&atilde;o do passado.</p>     <p>Para os historiadores do contempor&acirc;neo, os seres humanos passaram do    Tempo dominante da natureza ao Tempo dominado pelo homem e depois ao homem dominado    pelo Tempo (10).</p>     <p>Depois que a Hist&oacute;ria formalmente se estruturou como um campo de conhecimento,    muitos dos historiadores do s&eacute;culo XIX estavam preocupados com a ordena&ccedil;&atilde;o    cronol&oacute;gica dos fatos, que era uma das formas poss&iacute;veis de organizar    o conjunto documental, e que acabou sendo a dominante, pois quase sempre permitia    a estrutura&ccedil;&atilde;o causal explicativa (11). Contudo, as transforma&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e culturais do s&eacute;culo XX, principalmente    as da segunda metade, romperam com os crit&eacute;rios europoc&ecirc;ntricos    que ainda eram dominantes e com as estrutura&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas    uniformes e hierarquizadas, muitas vezes preconceituosas (12).</p>     <p>A Hist&oacute;ria passou a ser diferenciada: de quem e para quem? Qual &eacute;    o passado que cada Na&ccedil;&atilde;o, cada Estado, cada grupo social deseja    e valoriza? O passado deixou de ser &uacute;nico e un&iacute;voco, mesmo para    uma mesma sociedade. Vencedores e vencidos nas lutas sociais, culturais, econ&ocirc;micas    e pol&iacute;ticas disputam os espa&ccedil;os da mem&oacute;ria social, buscando    encontrar o pr&oacute;prio significado (13).</p>     <p>A quebra da uniformidade hist&oacute;rica hierarquizada trouxe para historiadores,    especialmente para os do campo da hist&oacute;ria da cultura, a riqueza diferenciada    das culturas e civiliza&ccedil;&otilde;es, o respeito ao outro, ao diferente,    ao divergente, o pluralismo cultural e o multiculturalismo. Talvez alguns problemas    conceituais possam surgir do relativismo cultural mas, por enquanto, esse &eacute;    dominante.</p>     <p>As transforma&ccedil;&otilde;es culturais ocidentais, que se difundiram pelos    espa&ccedil;os dominados pela civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental europ&eacute;ia,    trouxeram tempos diversos para a contextualiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica,    e para cada tipo de fen&ocirc;meno a ser estudado existem diversas possibilidades    de escolha de temporalidade: longa, estrutural, milenar &#150; para os fen&ocirc;menos    de longa dura&ccedil;&atilde;o, como estrutura familiar, mentalidades, rela&ccedil;&atilde;o    com o meio ambiente; m&eacute;dia, conjuntural, secular ou semi-secular &#150;    para os fen&ocirc;menos econ&ocirc;micos, sociais ou culturais, como ciclos    de economia, estruturas sociais, forma&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica - social,    cren&ccedil;as religiosas ou pol&iacute;ticas; ou ainda, curta, factual, anual    ou quase que di&aacute;ria, como a pol&iacute;tica cotidiana, os movimentos    da economia, as transforma&ccedil;&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es culturais    em ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o de massa etc (14).</p>     <p>Qualquer que seja a temporalidade escolhida pelo historiador, ela passa a integrar    o objeto de estudo desde a sele&ccedil;&atilde;o do tema, na escolha das fontes    &#150; escritas, iconogr&aacute;ficas, objetos tridimensionais, no vi&eacute;s    anal&iacute;tico do campo, no conceitual te&oacute;rico selecionado; fica interiorizada    no objeto, e os marcos de periodiza&ccedil;&atilde;o, datas iniciais e finais    do estudo, s&atilde;o apenas recortes temporais, que devem guardar coer&ecirc;ncia    interna, e n&atilde;o elementos de explica&ccedil;&atilde;o causal.</p>     <p>Como sabem os historiadores, o s&eacute;culo XX pode ser longo (15) ou curto    (16), dependendo dos crit&eacute;rios do autor e dos elementos selecionados    para dar significa&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;do ao que pretende estudar.</p>     <p>As op&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas, as formula&ccedil;&otilde;es    te&oacute;rico-metodol&oacute;gicas, as caracter&iacute;sticas lacunares do    trabalho n&atilde;o ficam claras para o p&uacute;blico leitor n&atilde;o especializado,    pois a narrativa historiogr&aacute;fica tende a elidir tais aspectos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A passagem da Hist&oacute;ria para as Hist&oacute;rias; do Tempo da Hist&oacute;ria,    linear, progressivo, teleol&oacute;gico para as temporalidades da Hist&oacute;ria    s&atilde;o transforma&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o integradas no campo    neste in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI e se projetam para os pr&oacute;ximos    anos, em prospectiva.</p>     <p>As quest&otilde;es que sinteticamente relacionamos continuam em debate no campo    te&oacute;rico, como temas para especialistas, mas relativamente restritas,    relegadas muitas vezes pelos pr&oacute;prios historiadores, e totalmente desconhecidas    para o p&uacute;blico leitor dos livros de hist&oacute;ria &#150; que tende a    considerar a narrativa historiogr&aacute;fica como passado, verdade e o tempo    de outrora.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><b>Raquel Glezer</b> &eacute; historiadora, doutora em Hist&oacute;ria Social,    professora titular de Teoria da Hist&oacute;ria do Departamento de Hist&oacute;ria/FFCLH/USP    e diretora do Museu Paulista/USP.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas e Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>1 Domingues, I. <i>O fio e a trama: reflex&otilde;es sobre o tempo e a hist&oacute;ria</i>.    S&atilde;o Paulo: Iluminuras; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996.<!-- ref --><p>2 Toulmin, J. e Goodfield, J. <i>El descubrimiento del tiempo</i>. Buenos Aires:    Paidos, 1968;    <!-- ref --> Cardoso, C. F. "O tempo das ci&ecirc;ncias naturais e o tempo    da hist&oacute;ria" <i>In</i>: Ensaios racionalistas. Filosofia, Ci&ecirc;ncias    Naturais e Hist&oacute;ria. Rio de Janeiro: Campus, 1988, p. 25-40;    <!-- ref --> Rossi, P.    <i>Os sinais do tempo. Hist&oacute;ria da terra e hist&oacute;ria das na&ccedil;&otilde;es    de Hooke a Vico</i>. S&atilde;o Paulo: Cia das Letras, 1992;    <!-- ref --> Koselleck, R. <i>Le    future pass&eacute;: contribution &agrave; la s&eacute;mantique des temps historiques</i>.    Paris: Ed. Ehess, 1990;    <!-- ref --> P&eacute;riodes. <i>La construction du temps historique</i>.    Actes du Ve. Colloque D'Histoire au Pr&eacute;sent. Paris: Ed. Ehess; Histoire    au Pr&eacute;sent, 1992.<!-- ref --><p>3 Auerbach, E. Mimesis. <i>A representa&ccedil;&atilde;o da realidade na literatura    ocidental</i>. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 1971.<p>4 Como em t&iacute;tulos em que s&atilde;o indicativos de periodiza&ccedil;&atilde;o:    <i>O tempo das catedrais, A era das revolu&ccedil;&otilde;es, O tempo do Quixote</i>...    Ou em ensaio de ego-hist&oacute;ria, como em Ari&egrave;s, P. <i>O tempo na    hist&oacute;ria</i>. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989. Ou um conceito &#150;    a economia-mundo, como em <i>O tempo do mundo</i>, que &eacute; o do 3o. volume    de <i>Civiliza&ccedil;&atilde;o material, economia e capitalismo, s&eacute;culos    XV-XVIII</i> de F. Braudel.</p>     <!-- ref --><p>5 Toulmin, J. e Goodfield, J. <i>El descubrimiento del tiempo</i>. Buenos Aires:    Paidos, 1968;    <!-- ref --> Pomian, K. <i>L'ordre du temps</i>. Paris: Gallimard, 1984;    <!-- ref --> Cardoso,    C. F. "O tempo das ci&ecirc;ncias naturais e o tempo da hist&oacute;ria" <i>In:    Ensaios racionalistas. Filosofia, Ci&ecirc;ncias Naturais e Hist&oacute;ria</i>.    Rio de Janeiro: Campus, 1988, p. 25-40; Rossi, Paolo. <i>Os sinais do tempo.    Hist&oacute;ria da terra e hist&oacute;ria das na&ccedil;&otilde;es de Hooke    a Vico</i>. S&atilde;o Paulo: Cia das Letras, 1992;    <!-- ref --> Koselleck, R. <i>Le future    pass&eacute;: contribution &agrave; la s&eacute;mantique des temps historiques</i>.    Paris: Ed. Ehess, 1990; <i>P&eacute;riodes. La construction du temps historique</i>.    Actes du Ve. Colloque D'Histoire au Pr&eacute;sent. Paris: Ed. Ehess; Histoire    au Pr&eacute;sent, 1992; Wehling, A. "Tempo e hist&oacute;ria nas diferentes    culturas" <i>In: A inven&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria: estudos sobre    o historicismo</i>. Rio de Janeiro: U. Gama Filho; UFF, 1994, p. 51-8.<!-- ref --><p>6 Braudel, F. "La longue dur&eacute;e" <i>In: &Eacute;crits sur l'histoire</i>.    Paris: Flammarion, 1969, artigo publicado inicialmente na revista Annales &#150;    ESC, em 1958. H&aacute; tradu&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s.<!-- ref --><p>7 Le Goff, J. <i>Para um novo conceito de Idade M&eacute;dia. Tempo, trabalho    e cultura no Ocidente</i>. Lisboa: Estampa, 1980.<!-- ref --><p>8 Thompson, E.P. "Tiempo, disciplina y capitalismo" <i>In: Tradici&oacute;n,    revuelta y consciencia de clase. Estudios sobre la crisis de la sociedad preindustrial</i>.    Barcelona: Critica, 1979.<!-- ref --><p>9 Chesneaux, J. <i>De la modernit&eacute;</i>. Paris: la D&eacute;couverte-Maspero,    1983.<!-- ref --><p>10 Glezer, R. "O tempo e os homens: dom, servidor e senhor" <i>In:</i> Contier,    A. D.(org.) <i>Hist&oacute;ria em debate</i>. S&atilde;o Paulo: INFOUR/CNPq,    1992, p. 257-268.<!-- ref --><p>11 Ver em Langlois, Ch-V. <i>et</i> Seignobos, Ch. <i>Introduction aux &eacute;tudes    historiques</i> (1898), pr&eacute;face de Madeleine Reb&eacute;rioux. Paris:    Ed. Kim&eacute;, 1992.<!-- ref --><p>12 Ver esp. Chesneaux, J. <i>Du passe faisons table rase? A prop&ocirc;s de    l'histoire et des historiens</i>. Paris: Maspero, 1976;    <!-- ref --> e, Ferro, M. <i>Comment    on raconte l'histoire aux enfants, &agrave; travers le monde entier</i>. Paris:    Payot, 1981, - <i>L'histoire sous surveillance, science et conscience de l'histoire</i>.    Paris: Calmann-L&eacute;vy, 1985.     H&aacute; tradu&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s.</p>     <!-- ref --><p>13 Ver esp. Dosse, F. <i>A hist&oacute;ria em migalhas: dos Annales a Nova    Hist&oacute;ria</i>. S&atilde;o Paulo: Ensaio, 1992; <i>    <!-- ref -->Dicion&aacute;rio das    ci&ecirc;ncias hist&oacute;ricas</i>, org. de Andr&eacute; Burgui&egrave;re.    Rio de Janeiro: Imago Ed., 1993;    <!-- ref --> B&eacute;darida, F.(dir.) <i>L'histoire et    le metier d'historien en France</i>, 1945-1995. Paris: &Eacute;d. de la Maison    des sciences de l'homme, 1995;    <!-- ref --> Boutier, J. et Julia, D. <i>Passados recompostos:    campos e canteiros da Hist&oacute;ria</i>. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ/FGV, 1998;    <!-- ref -->    Ruano-Borbalan, J.-Cl. (coord.) <i>L'histoire aujourd'hui</i>. Auxerre/Fr: Sciences    Humaines Ed., 1999.<!-- ref --><p>14 Braudel, F. "La longue dur&eacute;e" <i>In: &Eacute;crits sur l'histoire</i>.    Paris: Flammarion, 1969.<!-- ref --><p>15 Arrighi, G. <i>O longo s&eacute;culo XX. Dinheiro, poder e as origens de    nosso tempo</i>. S&atilde;o Paulo: Contraponto; Edunesp, 1996.<!-- ref --><p>16 Hobsbawm, E. <i>Era dos extremos: o breve s&eacute;culo XX: 1914-1991</i>.    S&atilde;o Paulo: Cia. das Letras, 1995. ]]></body><back>
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