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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font size="4"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14823f1.jpg"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4">Document&aacute;rio</font></p>     <p><font size=5>P<small>OETA DAS SETE FACES</small></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A s&eacute;rie de comemora&ccedil;&otilde;es e lan&ccedil;amentos pelo centen&aacute;rio    do nascimento de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) inclui o document&aacute;rio    do diretor Paulo Thiago, <i>Poeta das sete faces</i>. O t&iacute;tulo escolhido    remete &agrave; obra "Poema das sete faces", publicada em primeiro livro &#150;    <i>Alguma poesia</i>, de 1930 &#150; e pretende dar a id&eacute;ia de algu&eacute;m    que vive &agrave; margem, fora do sistema, com um olhar cr&iacute;tico e inusitado    sobre a realidade, uma caracter&iacute;stica que perpassa a vida e a obra do    poeta. Apesar de Drummond n&atilde;o ter heter&ocirc;nimos, o cineasta quis    assinalar a multiplicidade dos temas abordados pelo poeta mineiro em toda a    sua hist&oacute;ria liter&aacute;ria.</p>     <p>O filme <b>Poeta das sete faces</b> procura englobar as diferentes fases de    sua obra. "Procurei mostrar a transforma&ccedil;&atilde;o e a mudan&ccedil;a    na obra de Drummond ao longo do tempo. Ele &eacute; um poeta m&uacute;ltiplo    e complexo, n&atilde;o &eacute; s&oacute; um poeta, apesar de possuir caracter&iacute;sticas    que lhe conferem uma certa unidade, como a anti-l&iacute;rica convencional e    a vis&atilde;o original do mundo. Eu n&atilde;o concordo com os que buscam uma    unidade po&eacute;tica em Drummond; ele foi se transformando ao longo do s&eacute;culo    XX, e passou por v&aacute;rias fases po&eacute;ticas. Ele n&atilde;o foi o poeta    de Itabira, o poeta de Minas, da mem&oacute;ria, ele foi um poeta do seu tempo",    argumenta.</p>     <p>Num primeiro momento, considerada sua fase modernista em <b>Alguma poesia</b><i>,</i>    Drummond &eacute; ir&ocirc;nico e investiga a literatura, a poesia e a arte,    para revolucion&aacute;-las. A segunda fase, que Paulo Thiago situa a partir    do livro <i>O sentimento do mundo</i>, de 1934, at&eacute; <i>A rosa do povo</i>,    de 1945, o poeta faz uma poesia centrada na realidade do pa&iacute;s e do mundo    e os poemas ganham car&aacute;ter social e pol&iacute;tico. A partir de <i>Claro    enigma</i> (1951), inicia uma fase filos&oacute;fica, em que aborda quest&otilde;es    complexas como o ser no tempo e na vida, a rela&ccedil;&atilde;o do homem com    a exist&ecirc;ncia e a quest&atilde;o da morte. Sobre essa fase, o diretor Paulo    Thiago acrescenta uma frase de Drummond: "Como ficou chato ser moderno, prefiro    ser eterno".</p>     <p>Posteriormente, no que se pode considerar a quarta fase, com <i>Boitempo</i>    (1968), o diretor define o poeta como memorialista; h&aacute;, ainda, a fase    publicada postumamente de poemas er&oacute;ticos.</p>     <p>Al&eacute;m desse document&aacute;rio, com estr&eacute;ia comercial prevista    em outubro, o diretor Paulo Thiago est&aacute; finalizando outra produ&ccedil;&atilde;o    baseada no poema "O Caso do vestido", que dever&aacute; receber o nome de <i>O    vestido</i>, e ser lan&ccedil;ado nacionalmente em 2003.</p>     ]]></body>
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