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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4">Manuscritos</font></p>     <p><font size=5>O<small> TEMPO NAS P&Aacute;GINAS DE UM CAT&Aacute;LOGO</small></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O Museu Calouste Gulbenkian de Lisboa realizou uma das exposi&ccedil;&otilde;es    mais significativas pela passagem do mil&ecirc;nio, durante o primeiro semestre    de 2000.</p>     <p>O conjunto de pe&ccedil;as reunidas comp&ocirc;s um valioso registro do imagin&aacute;rio    visual, relacionado &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o das representa&ccedil;&otilde;es    conceituais do tempo. Bel&iacute;ssimas iluminuras em pergaminho, arregimentadas,    compunham um cen&aacute;rio onde n&atilde;o eram apenas escritos caligr&aacute;ficos,    mas ve&iacute;culos de outro tipo de conhecimento, registros de imagina&ccedil;&atilde;o    po&eacute;tica.</p>     <p>O livro <i>A imagem do tempo: livros manuscritos ocidentais</i> &eacute; o    cuidadoso cat&aacute;logo, s&iacute;ntese dessa exposi&ccedil;&atilde;o que    propiciou uma medita&ccedil;&atilde;o sobre o tempo, atrav&eacute;s de alguns    dos mais importantes manuscritos dos s&eacute;culos XI ao XVI produzidos no    Ocidente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14824f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O ponto de partida da estrutura da exposi&ccedil;&atilde;o foi o importante    n&uacute;cleo de livros manuscritos da Colec&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian,    apresentados ao p&uacute;blico em sua totalidade. Contou, tamb&eacute;m, com    a colabora&ccedil;&atilde;o de outros not&aacute;veis acervos, como o da Biblioteca    Apost&oacute;lica Vaticana de Roma; da Biblioteca Nacional Francesa de Paris;    da Biblioteca Nacional Russa de S&atilde;o Petersburgo e do Instituto dos Arquivos    Nacionais, Torre do Tombo de Lisboa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O livro, ricamente ilustrado, estrutura-se em sete grandes partes: O tempo    antes do tempo, A medi&ccedil;&atilde;o do tempo, O tempo sacralizado, O tempo    do homem: Mem&oacute;ria e Hist&oacute;ria, O tempo do Direito, O tempo resgatado    e o Tempo para al&eacute;m do tempo. Os cap&iacute;tulos abordam formas de representa&ccedil;&atilde;o    do tempo ao longo dos s&eacute;culos e como foram integrados pelo homem, os    padr&otilde;es e fronteiras que nos servem de medida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v54n2/14824f2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Folhear este livro &eacute; um exerc&iacute;cio de maravilhosa expectativa    pela novidade inesperada que sua iconografia contempla e pelo horizonte de leitura    que descortina. Os textos introdut&oacute;rios do cat&aacute;logo s&atilde;o    elaborados por especialistas que enunciam a problem&aacute;tica referente a    cada uma das se&ccedil;&otilde;es que configuram uma dimens&atilde;o de tempo;    depois, alinhavam uma compreens&atilde;o do conjunto das diversas imagens que    figuraram na exposi&ccedil;&atilde;o, de modo a situ&aacute;-las nos respectivos    contextos culturais das comunidades humanas a que se integram.</p>     <p>No texto de introdu&ccedil;&atilde;o, o coordenador cient&iacute;fico da obra,    Aires Nascimento, diz que esta publica&ccedil;&atilde;o "&eacute;, intencionalmente,    tamb&eacute;m um espa&ccedil;o aberto de interpela&ccedil;&atilde;o e um tempo    a construir... O livro encerra os seus segredos, mas &eacute; fonte de vida.    Com ele o tempo pode ganhar uma densidade humana mais intensa. Porque, afinal,    ele &eacute; tamb&eacute;m constru&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios tempos    e a sua descoberta consente um aprofundamento do tempo pessoal que ningu&eacute;m    pode assumir em vez de outro".</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><b><i>Mayla Yara Porto</i></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>S<small>ERVI&Ccedil;O</small></b><small>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </small><i>A imagem do tempo: livros     <br>   manuscritos ocidentais,</i>     <br>   Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian,     <br>   Lisboa, 2000, 485 p&aacute;ginas.</p>      ]]></body>
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