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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tapete turco inspira projeto arquitetônico de estudantes brasileiros para antigo pátio ferroviário em Berlim]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tb2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14835f1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p>M<small>INORIAS &Eacute;TNICAS</small></p>     <p><b><font size="4">Tapete turco inspira projeto arquitet&ocirc;nico de estudantes    brasileiros para antigo p&aacute;tio ferrovi&aacute;rio em Berlim</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A trama dos fios de um tapete turco inspirou estudantes da Faculdade de Arquitetura    e Urbanismo (FAU), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a desenhar    o projeto que recebeu um dos setes pr&ecirc;mios do XXI Congresso Mundial de    Arquitetutra 2002, em Berlim, promovido pela Union Internationale des Architectes    (UIA), entidade fundada em 1948, ligada &agrave; Unesco.</p>     <p>O grupo carioca concorreu com outros 600 projetos sob o tema "Definindo uma    arquitetura para o s&eacute;culo XXI"; e a &aacute;rea focalizada foi um p&aacute;tio    ferrovi&aacute;rio ocioso da antiga esta&ccedil;&atilde;o de trem Hamburger    Bahnhof, que abriga um museu de arte desde 1996. O projeto premiado &shy; "Tapete    cultural &shy; uma arquitetura de conex&otilde;es" &shy; foi criado pelos alunos    Fl&aacute;vio Castellotti, Gabriel Duarte, Juliana Castro, Marcos Figueiredo,    Rodrigo Louro e Renata Bertol, sob orienta&ccedil;&atilde;o dos professores    Pablo Cesar Benetti e Gustavo Rocha-Peixoto.</p>     <p>A id&eacute;ia do tapete surgiu quando os estudantes se depararam com o terreno    do p&aacute;tio, que mede um quil&ocirc;metro por 400 metros. "Nenhuma imagem    poderia ser mais adequada para propor inclus&atilde;o social das minorias &eacute;tnicas    que vivem na periferia de Berlim: quando se observa um tapete turco tudo &eacute;    aparentemente sim&eacute;trico e equilibrado, mas, visto de perto, se percebe    que n&atilde;o h&aacute; simetria entre os n&oacute;s da trama", diz Gabriel    Duarte.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os fios da trama s&atilde;o an&aacute;logos &agrave;s ruas e vias do projeto;    a franja do tapete nas pontas arremata todo o desenho que, ao sul, cria conex&atilde;o    com uma esta&ccedil;&atilde;o de trem, j&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o    e, ao norte, aproveita um viaduto existente como estrutura educacional para    o ensino da l&iacute;ngua alem&atilde; e capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    de jovens. O projeto prev&ecirc; a integra&ccedil;&atilde;o entre turistas e    imigrantes e considera diferentes formas de rela&ccedil;&atilde;o com a cidade,    abrigando institui&ccedil;&otilde;es educacionais e entidades culturais das    minorias &eacute;tnicas, na regi&atilde;o noroeste, e hot&eacute;is e albergues    na parte sudeste.</p>     <p>Para o diretor da FAU, Pablo Benetti, os estudantes incorporaram a id&eacute;ia    de que a arquitetura deve ter uma postura cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o    a formas de organiza&ccedil;&atilde;o social. "A arquitetura deve impedir o    isolamento, a paran&oacute;ia, a segrega&ccedil;&atilde;o e as injusti&ccedil;as    sociais. N&atilde;o se trata de criar um projeto ut&oacute;pico, mas propor    formas de inclus&atilde;o social para se opor &agrave; forma reacion&aacute;ria    e violenta com que as cidades se organizam", considera Benetti.</p>     <p>O projeto tem espa&ccedil;os e tra&ccedil;ados anti-hier&aacute;rquicos, pr&oacute;prios    para a conviv&ecirc;ncia das diferentes culturas de uma metr&oacute;pole mundial,    por isso chamada de arquitetura de conex&otilde;es. "&Eacute; um projeto aplic&aacute;vel    a grandes metr&oacute;poles, inclusive para cidades brasileiras", conclui o    diretor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><b>Marta Kanashiro</b></i></p>       ]]></body>
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