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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Físico brasileiro coordena coleção de 18 volumes dos grandes nomes da ciência]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tb2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14837f1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p>E<small>NTREVISTA</small></p>     <p><b><font size="4">F&iacute;sico brasileiro coordena cole&ccedil;&atilde;o de    18 volumes dos grandes nomes da ci&ecirc;ncia</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Marcelo Gleiser, professor do Dartmouth College, nos Estados Unidos, foi convidado    pelos editores Stylianos Tsirakis e Rafael Guanaes para encarar o desafio de    coordenar uma cole&ccedil;&atilde;o sobre ci&ecirc;ncia que falasse ao p&uacute;blico    jovem. Sua experi&ecirc;ncia como divulgador cient&iacute;fico, respons&aacute;vel    por colunas sobre o assunto na m&iacute;dia, facilitou o trabalho de traduzir    as origens e o desenvolvimento do conhecimento para uma linguagem acess&iacute;vel    a estudantes e interessados no assunto. A cole&ccedil;&atilde;o <i>Imortais    da Ci&ecirc;ncia</i> traz textos escritos por cientistas brasileiros com a hist&oacute;ria,    o pensamento e os feitos cient&iacute;ficos de nomes como Kepler, Cop&eacute;rnico,    Watson e Crick, Darwin, Bohr, Plat&atilde;o e Arist&oacute;teles, Lavoisier,    Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, entre outros. S&atilde;o 18 volumes no total,    lan&ccedil;ados em tr&ecirc;s lotes de seis volumes cada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>C<small>I&Ecirc;NCIA E</small> C<small>ULTURA</small></b> <i>Qual sua expectativa    com essa cole&ccedil;&atilde;o? Qual o p&uacute;blico alvo?</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M<small>ARCELO</small> G<small>LEISER</small></b> O p&uacute;blico alvo    &eacute; jovem, entre as idades de 13 a 18 anos. Mas pessoas de todas as idades    ir&atilde;o aproveitar e muito essa cole&ccedil;&atilde;o. Afinal, como se diz    em ci&ecirc;ncia, n&atilde;o existe uma palestra muito simples; sempre se aprende    algo. Espero que seja adotada em escolas, e fa&ccedil;a parte do acervo de bibliotecas    p&uacute;blicas e privadas. Gostaria que esses volumes se tornassem leitura    obrigat&oacute;ria a qualquer pessoa que ensine ci&ecirc;ncia, em qualquer n&iacute;vel.    &Eacute; uma iniciativa original, com livros de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica    escritos por cientistas e fil&oacute;sofos brasileiros de renome.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Como foi feita a escolha dos cientistas que comp&otilde;em a cole&ccedil;&atilde;o?</i></p>     <p><b>G<small>LEISER</small></b> Principalmente, aqueles com unanimidade em rela&ccedil;&atilde;o    a sua import&acirc;ncia na hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia. Claro, esse tipo    de escolha nunca &eacute; perfeito, ficam faltando certos nomes ou alguns selecionados,    podem ser questionados. Mas, sem a menor d&uacute;vida, os escolhidos representam    uma fra&ccedil;&atilde;o muito importante da criatividade cient&iacute;fica    da humanidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>E os autores brasileiros dos textos, como foram selecionados?</i></p>     <p><b>G<small>LEISER</small></b> Na escolha dos nomes houve uma colabora&ccedil;&atilde;o    entre o grupo da editora e eu. Conhe&ccedil;o v&aacute;rios autores pessoalmente,    e sabia que poderiam fazer um &oacute;timo trabalho. Na verdade, usei um pouco    a cole&ccedil;&atilde;o para atrair esses nomes para a &aacute;rea de divulga&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica. O Brasil tem excelentes cientistas, muitos com grande potencial    na &aacute;rea de divulga&ccedil;&atilde;o. Como coordenador, tive o privil&eacute;gio    de examinar o trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios colegas    cientistas, muitos iniciantes. No caso de nomes como Moacyr Scliar ou Ronaldo    Rog&eacute;rio de Freitas Mour&atilde;o, o resultado era seguro. O que me surpreendeu    foi ver o talento dos que jamais haviam escrito para o p&uacute;blico n&atilde;o-especializado.    N&atilde;o &eacute; nada f&aacute;cil essa tradu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia    ao p&uacute;blico em geral. Acredito que a qualidade dos textos falar&aacute;    por si. Procurei intervir o m&iacute;nimo poss&iacute;vel, sugerindo exemplos    e analogias adequadas. No final, acabei aprendendo muito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>&Eacute; poss&iacute;vel atuar na divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia    e ainda manter-se ativo na sua pr&oacute;pria &aacute;rea de pesquisa?</i></p>     <p><b>G<small>LEISER</small></b> Sem d&uacute;vida, fazer divulga&ccedil;&atilde;o    tira tempo da pesquisa. Atualmente, trabalho com problemas da origem da complexidade:    problemas simples podem evoluir tornando-se complexos, como, por exemplo, a    forma&ccedil;&atilde;o do universo. Mas, o retorno da divulga&ccedil;&atilde;o    &eacute; muito gratificante, e mostra a sede que existe nessa &aacute;rea. O    segredo &eacute; saber dividir o tempo muito bem, maximizando os per&iacute;odos    de trabalho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Como monitorar o alcance e o sucesso da cole&ccedil;&atilde;o?</i></p>     <p><b>G<small>LEISER</small></b> Boa pergunta. Acredito que o indicador inicial    &eacute; o das vendas. Igualmente importante ser&aacute; a penetra&ccedil;&atilde;o    da cole&ccedil;&atilde;o nas escolas p&uacute;blicas e privadas do pa&iacute;s.    No m&iacute;nimo, os livros deveriam integrar listas obrigat&oacute;rias dos    acervos das escolas p&uacute;blicas secund&aacute;rias nacionais. Quem sabe,    em uns dois anos, se fa&ccedil;a uma pesquisa entre os jovens cursando ci&ecirc;ncias    em v&aacute;rias universidades do pa&iacute;s, com a pergunta &shy; Voc&ecirc;    leu algum dos livros da cole&ccedil;&atilde;o <i>Imortais da Ci&ecirc;ncia</i>?    Espero que a resposta de muitos seja um grande "Sim!".</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14837f2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><b>L&uacute;cia Cunha Ortiz</b></i></p>       ]]></body>
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