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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tb2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p>A<small>RQUEOLOGIA</small></p>      <p><font size="4"><b>Uso social de s&iacute;tios para conservar patrim&ocirc;nio    do Vale do Ribeira</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Pouco se sabe a respeito do processo de ocupa&ccedil;&atilde;o humana do baixo Vale do Ribeira, no litoral sul paulista. A pesquisa limita-se a documentos datados a partir de 1532, o que torna a hist&oacute;ria oral do lugar rica em lendas, tais como a de que ali naufragaram navios piratas com por&otilde;es cheios de tesouros. A descoberta de in&uacute;meros s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, por&eacute;m, possibilita reconstituir aspectos do passado de forma cient&iacute;fica. "H&aacute; grande concentra&ccedil;&atilde;o de material arqueol&oacute;gico, marcas de um processo de ocupa&ccedil;&atilde;o que se iniciou h&aacute; mais de 5 mil anos", informa Maria Cristina Scatamacchia, coordenadora do Programa Arqueol&oacute;gico do baixo Vale do Ribeira, desenvolvido por pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade de S&atilde;o Paulo, com financiamento da Fapesp.</p>      <p>O levantamento e caracteriza&ccedil;&atilde;o de materiais arqueol&oacute;gicos terrestres e subaqu&aacute;ticos encontrados nas cidades de Canan&eacute;ia, Iguape e Ilha Comprida iniciou-se h&aacute; 15 anos. Desde ent&atilde;o, foram encontrados diversos vest&iacute;gios como os de um navio a vapor afundado em 1858, dois canh&otilde;es de ferro e sobras de um fortim do s&eacute;culo XIX, al&eacute;m de in&uacute;meros sambaquis (dep&oacute;sitos de conchas, artefatos e esqueletos de animais deixados por popula&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-hist&oacute;ricas). Paralelo &agrave;s pesquisas, o objetivo de divulgar as descobertas aos moradores e visitantes levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do Museu de Iguape, onde o material recuperado de &aacute;reas exploradas conta a hist&oacute;ria do munic&iacute;pio.</p>      <p>Para os pesquisadores, a arqueologia &eacute; uma importante parceira para o desenvolvimento do turismo cultural, uma das principais voca&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o. "Al&eacute;m de gerar renda para a popula&ccedil;&atilde;o de uma das &aacute;reas mais pobres do estado, o turismo cultural pode ser uma forma de prote&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio arqueol&oacute;gico", considera Maria Cristina. Muitos s&iacute;tios foram destru&iacute;dos pela ignor&acirc;ncia do que representam como registro do passado. As primeiras &aacute;reas estudadas foram as mais pr&oacute;ximas dos centros urbanos, cujos s&iacute;tios correm maior risco de destrui&ccedil;&atilde;o. O programa do museu dever&aacute; contemplar a cria&ccedil;&atilde;o de cursos t&eacute;cnicos de arqueologia para formar monitores, guias tur&iacute;sticos e pessoas interessadas em colaborar com a gest&atilde;o desse patrim&ocirc;nio. <i>O Guia Arqueol&oacute;gico do Vale do Ribeira</i>, lan&ccedil;ado recentemente, &eacute; outro passo importante para resgatar a hist&oacute;ria do baixo Vale, considera a pesquisadora.</p>      <p>A equipe do museu da USP, em parceria com a prefeitura de Iguape e a iniciativa privada, prop&otilde;e ainda a revitaliza&ccedil;&atilde;o do Porto do Ribeira, que abrange o bairro mais pr&oacute;ximo da estrada de acesso &agrave; cidade. No s&eacute;culo XIX, o porto foi importante no escoamento de produtos agr&iacute;colas do m&eacute;dio e do alto Ribeira. As pesquisas arqueol&oacute;gicas conseguiram recuperar algumas estruturas arquitet&ocirc;nicas, como alicerces, colunas e pisos.</p>      <p><b>A<small>RQUEOLOGIA SUBAQU&Aacute;TICA</small></b> O programa conta, tamb&eacute;m,    com a primeira experi&ecirc;ncia de arqueologia subaqu&aacute;tica do pa&iacute;s.    Ap&oacute;s vasculhar o fundo da costa sul paulista, nas ilhas de Canan&eacute;ia,    Comprida, do Bom Abrigo e do Cardoso, o arque&oacute;logo subaqu&aacute;tico    Gilson Rambelli est&aacute; produzindo uma carta arqueol&oacute;gica com todos    os s&iacute;tios submersos descobertos. Ele prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o    de cursos de mergulho associados &agrave; arqueologia para os monitores ambientais    locais. "A id&eacute;ia &eacute; elaborar um plano de gest&atilde;o desse patrim&ocirc;nio    com a comunidade local para que ela possa, no futuro, atuar em sua defesa",    afirma Rambelli.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><b>Sara Nanni</b></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14840f1.jpg"></p>      ]]></body>
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