<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252003000100012</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A força dos ventos impulsiona turbinas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jeverson]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>55</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>14</fpage>
<lpage>14</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tb2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14841f1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p>E<small>NERGIA E&Oacute;LICA</small></p>     <p><b><font size="4">A for&ccedil;a dos ventos impulsiona turbinas</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O Brasil produz hoje 22.6 megawatt (MW) de energia e&oacute;lica, um percentual    desprez&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o na matriz energ&eacute;tica    do pa&iacute;s, cuja predomin&acirc;nica &eacute; da energia hidrel&eacute;trica,    com 66 mil MW de capacidade instalada. Os dados s&atilde;o do Centro Brasileiro    de Energia E&oacute;lica (CBEE). Mas o Brasil tem regi&otilde;es privilegiadas    para a produ&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica que usa os ventos para    movimentar turbinas. &Eacute; o caso do Nordeste, assinala Everaldo Feitosa,    diretor do CBEE, que possui verdadeiras "jazidas de vento" &shy; jarg&atilde;o    criado pelo professor &shy; capazes de elevar esse potencial para 6 mil MW no    prazo de dois anos. "Esse potencial existe e foi quantificado h&aacute; quatro    anos no <i>Wind Atlas for the Northeast of Brazil</i>, patrocinado pela Ag&ecirc;ncia    Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel)", informa Feitosa.</p>     <p>Durante o IV Encontro do F&oacute;rum Permanente de Energias Renov&aacute;veis,    realizado em 1998 em Recife (PE), decidiu-se estabelecer uma meta mais modesta,    de instala&ccedil;&atilde;o de 1,1 mil MW de energia e&oacute;lica at&eacute;    o ano de 2005. Para esse potencial, o professor considera que ser&aacute; poss&iacute;vel    gerar, direta e indiretamente, 25 mil empregos. "O Brasil domina a tecnologia    de fabrica&ccedil;&atilde;o de todos os componentes e da instala&ccedil;&atilde;o    de turbinas e&oacute;licas. Uma turbina e&oacute;lica pode ser montada em 24    horas, gerando redu&ccedil;&atilde;o de custos e tempo no aproveitamento da    energia", acrescenta.</p>     <p>O Brasil disp&otilde;e, ainda, de &aacute;reas de aproveitamento e&oacute;lico    nas regi&otilde;es Sul e Sudeste. J&aacute; existem turbinas em opera&ccedil;&atilde;o    em Pernambuco, Cear&aacute;, Minas Gerais, Paran&aacute; e Santa Catarina. Mas    &eacute; o Nordeste que re&uacute;ne as melhores condi&ccedil;&otilde;es. O    diretor do centro destaca o que considera "o casamento fant&aacute;stico" entre    os regimes hidr&aacute;ulico e e&oacute;lico: quando a vaz&atilde;o do rio S&atilde;o    Francisco baixa, principalmente de junho a setembro, o potencial e&oacute;lico    &eacute; muito grande, e pode compensar a queda na capacidade hidrel&eacute;trica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>F<small>ERNANDO DE</small> N<small>ORONHA</small></b> Existem casos de sistemas    h&iacute;bridos de energia desenvolvidos com efici&ecirc;ncia em comunidades    isoladas. O maior deles na Am&eacute;rica do Sul est&aacute; instalado na ilha    de Fernando de Noronha (PE). A ilha possui uma gera&ccedil;&atilde;o diesel    e uma turbina e&oacute;lica conectada diretamente &agrave; rede el&eacute;trica.    Essa turbina &eacute; respons&aacute;vel por 20% do consumo local de energia.    Com essa alternativa, foi poss&iacute;vel evitar a emiss&atilde;o de 855 toneladas    de CO2 na atmosfera em um ano. O projeto desenvolve, agora, um controlador central    para melhor aproveitamento da energia gerada. Ser&atilde;o colhidos dados de    entrada de vento na ilha e a demanda de energia el&eacute;trica. Dessa forma,    o controlador central pode perceber um menor consumo de energia e uma entrada    do combust&iacute;vel vento considerada excelente e alterar seu sistema, direcionando    a energia para outros lugares essenciais, como, por exemplo, acionamento de    bombas de &aacute;gua. O objetivo &eacute; transformar Fernando de Noronha em    caso exemplar do ponto de vista energ&eacute;tico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i><b>Jeverson Barbieri</b></i></p>      ]]></body>
</article>
