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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tb2.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><b>T<small>ECNOLOGIA</small></b></p>     <p><font size="4"><b>Avan&ccedil;a coopera&ccedil;&atilde;o internacional no espa&ccedil;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Brasil e China integram hoje o seleto grupo de pa&iacute;ses com tecnologia    de sat&eacute;lites de observa&ccedil;&atilde;o terrestre e que podem explorar    o mercado de produtos de sensoriamento remoto orbital. A parceria entre os dois    pa&iacute;ses nasceu em 1988 com a assinatura do protocolo China-Brazil Earth    Resources Satellite (CBERS), que previa a constru&ccedil;&atilde;o de dois sat&eacute;lites    de sensoriamento remoto. O CBERS-1 foi enviado ao espa&ccedil;o em 1999, e ainda    se encontra em funcionamento. O CBERS-2 dever&aacute; ser lan&ccedil;ado, no    segundo semestre, da base Taiyuan Satellite Launching Center, situada na Prov&iacute;ncia    de Shanxi, a sudoeste de Beijing.</p>     <p>Por conta dessa parceria, o Brasil deixa de ser apenas consumidor de imagens    de sat&eacute;lite produzidas no exterior, para tornar-se produtor e exportador    desse servi&ccedil;o. Com o sucesso do programa - que se tornou refer&ecirc;ncia    de coopera&ccedil;&atilde;o internacional em alta tecnologia entre dois pa&iacute;ses    em desenvolvimento &shy; decidiu-se partir para a produ&ccedil;&atilde;o de    uma segunda gera&ccedil;&atilde;o de sat&eacute;lites CBERS, ainda mais sofisticados.</p>     <p>Uma comitiva do governo chin&ecirc;s, chefiada pelo ministro Liu Jibing, esteve    em Bras&iacute;lia em junho do ano passado, para acertar os termos da renova&ccedil;&atilde;o    e da expans&atilde;o dessa coopera&ccedil;&atilde;o. Na oportunidade, o ministro    Liu declarou que seu governo est&aacute; satisfeito com os resultados da parceria    e pretende ampliar os trabalhos nas &aacute;reas de sat&eacute;lites de telecomunica&ccedil;&otilde;es,    de sensoriamento remoto para oceanografia e biotecnologia.</p>     <p>O novo acordo prev&ecirc; o desenvolvimento dos sat&eacute;lites CBERS-3 e    4, e estabelece que a participa&ccedil;&atilde;o brasileira nos projetos conjuntos    aumenta dos atuais 30% para 50%, tanto no que se refere ao investimento, quanto    ao tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o dos sat&eacute;lites em &oacute;rbita.    O protocolo tem a dura&ccedil;&atilde;o de cinco anos, prorrog&aacute;veis automaticamente    por iguais per&iacute;odos sucessivos. O diretor de projetos da Ag&ecirc;ncia    Espacial Brasileira (AEB), Carlos Eduardo Santana, prev&ecirc; que os novos    sat&eacute;lites poder&atilde;o ser lan&ccedil;ados a partir de 2005.</p>     <p>O sensoriamento remoto orbital &eacute; o meio mais efetivo de coletar dados,    extrair informa&ccedil;&otilde;es e desenvolver conhecimentos sobre o meio ambiente    global.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sat&eacute;lite sino-brasileiro tem como meta incrementar o monitoramento    e a modelagem desses fen&ocirc;menos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14842f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Essa coopera&ccedil;&atilde;o em tecnologia espacial entre os dois pa&iacute;ses    &eacute; implementada no lado brasileiro pelo Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia (MCT) e, no lado chin&ecirc;s, pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Ind&uacute;stria para a Defesa Nacional (Costind). Na China, a    execu&ccedil;&atilde;o do projeto CBERS ficou a cargo da Academia Chinesa de    Tecnologia Espacial (Cast), e no Brasil, o encarregado &eacute; o Instituto    Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>     <p>O CBERS est&aacute; localizado em uma &oacute;rbita s&iacute;ncrona &#150; sua    posi&ccedil;&atilde;o angular em rela&ccedil;&atilde;o ao sol se mant&eacute;m    constante ao longo do ano &#150; a uma altitude de 778 km, sempre cruza o Equador    &agrave;s 10:30 da manh&atilde;, de modo a permitir compara&ccedil;&otilde;es    de imagens obtidas em diferentes dias. O CBERS, assim como os sat&eacute;lites    Landsat (norte-americano) e SPOT (franc&ecirc;s) &#150; tamb&eacute;m utilizados    para o sensoriamento remoto ambiental no Brasil &#150; s&atilde;o equipados com    c&acirc;meras para observa&ccedil;&atilde;o &oacute;ptica que, apesar do seu    poder de resolu&ccedil;&atilde;o, apresentam limita&ccedil;&otilde;es de imageamento    quando h&aacute; nuvens ou condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas adversas.    Quando isto ocorre, outros sistemas de sensoriamento por radar como os sat&eacute;lites    ERS (europeu) e o Radarsat (canadense) suprem essa defici&ecirc;ncia.</p>     <p>Os dados coletados s&atilde;o retransmitidos, na forma de sinais eletromagn&eacute;ticos,    para centrais de processamento e usu&aacute;rios finais. Esse tipo de informa&ccedil;&atilde;o    t&ecirc;m in&uacute;meras utilidades: identifica desmatamentos, queimadas; serve    a estudos sobre geologia, hidrologia, planejamento urbano; e permite fazer previs&otilde;es    mais precisas de safras agr&iacute;colas.</p>      ]]></body>
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