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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tp5.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>EUA</b></p>      <p><font size="4"><b>Alfabetismo tecnol&oacute;gico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p>Um estudo publicado h&aacute; cerca de um ano sobre quest&otilde;es relacionadas com alfabetismo tecnol&oacute;gico continua a provocar intensos debates nos Estados Unidos, na &aacute;rea educacional e cient&iacute;fica. O estudo chama-se <i>Falando tecnicamente: por que todos os americanos precisam saber mais sobre tecnologia</i> e foi preparado pelo Comit&ecirc; sobre Aptid&atilde;o Tecnol&oacute;gica, grupo de especialistas norte-americanos dos setores cient&iacute;fico, corporativo e acad&ecirc;mico. Esse comit&ecirc; foi formado pela Academia Nacional de Engenharia americana (NAE) e o Centro de Educa&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Pesquisa americano (NRC).</p>      <p>O texto, ap&oacute;s mais de dois anos de discuss&otilde;es, conclui que a enorme maioria da popula&ccedil;&atilde;o tem uma vis&atilde;o muito estreita da tecnologia e de seu uso no cotidiano. No estudo, a tecnologia &eacute; abordada como algo bem maior do que apenas computadores, eletr&ocirc;nica, m&aacute;quinas, componentes e estruturas; inclui, tamb&eacute;m, os processos de desenvolvimento, desenho e uso desses sistemas.</p>      <p>Ao analisar a vis&atilde;o do alfabetismo tecnol&oacute;gico nos EUA, o estudo recomenda uma intensa campanha educacional em escolas, museus, centros de tecnologia e nos meios pol&iacute;ticos, entre outros. O chamado alfabetismo tecnol&oacute;gico integra a habilidade de usar equipamentos e sistemas tecnol&oacute;gicos com um entendimento mais profundo de riscos e benef&iacute;cios de seu uso, al&eacute;m da compreens&atilde;o razo&aacute;vel dos processos que levaram ao desenvolvimento desses produtos tecnol&oacute;gicos, incluindo a interconex&atilde;o complexa entre engenharia, ci&ecirc;ncia, pol&iacute;tica, &eacute;tica, leis, entre outros fatores.</p>      <p>Entre as conclus&otilde;es, est&aacute; a de que todos os educadores deveriam estar melhor preparados para ensinar tecnologia de forma integrada a outros assuntos. N&atilde;o s&oacute; professores de ci&ecirc;ncia deveriam ter uma educa&ccedil;&atilde;o mais s&oacute;lida em tecnologia e engenharia, mas tamb&eacute;m os da &aacute;rea de humanas deveriam ter plena consci&ecirc;ncia de como a tecnologia se relaciona com as suas respectivas mat&eacute;rias.</p>      <p>Nesse sentido, j&aacute; existem nos EUA alguns padr&otilde;es a serem seguidos    pelas escolas, que foram publicados pela International Technology Education    Association (Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Educa&ccedil;&atilde;o    em Tecnologia), encontr&aacute;veis no endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico: <i><a href="http://www.iteawww.org/TAA/STLstds.htm">www.iteawww.org/TAA/STLstds.htm</a></i>.    &Eacute; interessante verificar a defici&ecirc;ncia no ensino tecnol&oacute;gico    em um aspecto que, aparentemente, pareceria um dos poucos lugares onde o tema    &eacute; tratado, a &aacute;rea de computa&ccedil;&atilde;o. As escolas, em    geral, enfatizam o uso dos computadores e da Internet para melhorar o aprendizado    em outras disciplinas, em vez de educar sobre a pr&oacute;pria tecnologia. Acreditam    que aulas com computadores j&aacute; tornam seus alunos tecnologicamente aptos,    o que impede o estudo de id&eacute;ias e conceitos mais gerais sobre ci&ecirc;ncia    e tecnologia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p align="right"><i><b>Marcelo Knobel</b></i></p>       ]]></body>
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