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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/tp5.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14847f1.jpg"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <p><b>C<small>ONTROV&Eacute;RSIA</small></b></p>      <p><font size="4"><b>Laborat&oacute;rio de Cambridge usa macacos brasileiros vivos    para experimenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p>O uso de animais para a experimenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute;    um assunto controverso mesmo entre os cientistas. Uma den&uacute;ncia de maus    tratos, feita pela Uni&atilde;o Brit&acirc;nica para a Aboli&ccedil;&atilde;o    da Vivissec&ccedil;&atilde;o (Buav, sigla em ingl&ecirc;s), envolve uma esp&eacute;cie    nativa brasileira, o sag&uuml;i de tufo branco (<i>Callithrix jacchus</i>),    um dos animais mais utilizados para experimenta&ccedil;&atilde;o em todo o mundo.    Durante 10 meses, a Buav manteve uma ativista trabalhando em um laborat&oacute;rio    da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ela gravou imagens dos saguis &shy;    dispon&iacute;veis no site <i><a href="http://www.buav.org">www.buav.org</a></i>    &shy; que mostram os animais isolados em pequenas jaulas e com cortes profundos    na cabe&ccedil;a, frutos dos experimentos realizados.</p>      <p>Para a entidade, Cambridge viola as leis brit&acirc;nicas por n&atilde;o proporcionar um local adequado para os animais e por submet&ecirc;-los a sofrimentos desnecess&aacute;rios. O laborat&oacute;rio de Cambridge faz experimentos b&aacute;sicos e aplicados sobre funcionamento cerebral e sobre doen&ccedil;as como o mal de Parkinson e de Alzheimer.</p>      <p>O sag&uuml;i de tufo branco &eacute; uma esp&eacute;cie do nordeste brasileiro f&aacute;cil de criar em cativeiro. Na natureza, vivem em grupos amplos e s&atilde;o bastante soci&aacute;veis. Segundo o pesquisador Rodrigo del Rio do Valle, do Centro Nacional de Primatas, no Par&aacute;, o ideal &eacute; que os sag&uuml;is sejam agrupados em jaulas espa&ccedil;osas, contando com um casal de animais e seus filhos. "Os sag&uuml;is de tufo branco s&atilde;o animais bastante adaptados ao cativeiro, que devem ser separados em casais, se poss&iacute;vel com seus filhos", diz Valle.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Francisco Tavares, da Diretoria de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, afirma que n&atilde;o h&aacute; registro de importa&ccedil;&atilde;o desses animais por parte da Universidade de Cambridge. Segundo ele, o Ibama n&atilde;o mant&eacute;m nenhum registro sobre laborat&oacute;rios internacionais que utilizam animais brasileiros para vivissec&ccedil;&atilde;o &shy; opera&ccedil;&otilde;es feitas em animais vivos para estudo de fen&ocirc;menos fisiol&oacute;gicos.</p>      <p>Para Valle, a hip&oacute;tese mais prov&aacute;vel &eacute; que os sag&uuml;is tenham sa&iacute;do h&aacute; muito tempo do Brasil e tenham se reproduzido em cativeiro. De acordo com informa&ccedil;&otilde;es da Buav, a Universidade de Cambridge mant&eacute;m entre 400 e 500 sag&uuml;is de tufo branco apenas em seu laborat&oacute;rio de estudos do c&eacute;rebro. "Se as informa&ccedil;&otilde;es da Buav s&atilde;o verdadeiras, e parecem que s&atilde;o, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito grave. Este &eacute; apenas um exemplo do que ocorre com os primatas brasileiros", afirma Valle.</p>      <p>A assessoria de imprensa de Cambridge foi procurada pela <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> mas n&atilde;o respondeu sobre a origem dos animais e a legalidade dos experimentos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p align="right"><i><b>Rafael Evangelista</b></i></p>      ]]></body>
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