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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4">Livro</font></p>     <p><font size=5>G<small>RAVURAS DE PEIXES DA AMAZ&Ocirc;NIA</small></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14862f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quando se fala em Alfred Russel Wallace, naturalista ingl&ecirc;s que viveu    no s&eacute;culo XIX, geralmente se pensa na contribui&ccedil;&atilde;o para    a teoria da evolu&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies de Charles Darwin. Pouco    se conhece de Wallace como o &oacute;timo desenhista que foi. Esse resgate foi    feito pela pesquisadora M&ocirc;nica de Toledo-Piza Ragazzo em sua obra <i>Peixes    do Rio Negro-Alfred Russel Wallace</i>, reunindo as belas gravuras e anota&ccedil;&otilde;es    da expedi&ccedil;&atilde;o &agrave; Amaz&ocirc;nia, entre 1850-1852, quando    o naturalista registrou 212 peixes de quase 180 esp&eacute;cies da regi&atilde;o    dos rios Negro e Uaup&eacute;s.</p>      <p>O livro &eacute; fruto de uma colabora&ccedil;&atilde;o, entre o Museu de Zoologia da USP e o Museu de Hist&oacute;ria Natural de Londres, onde est&atilde;o os originais de Wallace. M&ocirc;nica soube da exist&ecirc;ncia do material em 1995 ao fazer o levantamento bibliogr&aacute;fico para sua tese de doutorado.</p>      <p>Um artigo mencionava parte das esp&eacute;cies registradas por Wallace na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, sendo que dois nomes chamaram a aten&ccedil;&atilde;o da pesquisadora por fazerem parte do grupo de peixes que estudava, e que suspeitava serem de uma nova esp&eacute;cie. Em visita ao museu ingl&ecirc;s, teve acesso &agrave;s ilustra&ccedil;&otilde;es e ficou impressionada com a qualidade e os detalhes, que facilitaram a identifica&ccedil;&atilde;o e a confirma&ccedil;&atilde;o de que, de fato, uma das gravuras trazia o registro de uma esp&eacute;cie nova. Quatro anos mais tarde, M&ocirc;nica a descreveu e a batizou de <i>Hydrolycus wallacei</i>.</p>      <p>O livro traz ricas informa&ccedil;&otilde;es sobre os peixes e seus locais de coleta. M&ocirc;nica explica que Wallace realizou, ainda, medidas de latitude e longitude com um sextante, uma b&uacute;ssola e um rel&oacute;gio, dados usados para montar um mapa preciso e detalhado dos rios Negro e Uaup&eacute;s. As esp&eacute;cies de peixes registradas pelo naturalista ainda existem na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, que muito se alterou nesses 150 anos. "Por&eacute;m, muitos dos locais por onde ele passou, principalmente o alto rio Negro e alto rio Uaup&eacute;s, ainda s&atilde;o relativamente pouco alterados", acrescenta.</p>      <p>Al&eacute;m das gravuras, Wallace colecionou esp&eacute;cimes de peixes, aves,    insetos e plantas que seriam vendidos na Inglaterra para financiar sua expedi&ccedil;&atilde;o.    Mas um inc&ecirc;ndio na embarca&ccedil;&atilde;o que o levava de volta para    casa destruiu todo material biol&oacute;gico acumulado por dois anos. As gravuras    foram salvas e documentam esse per&iacute;odo. "Com os desenhos, de valor hist&oacute;rico    inestim&aacute;vel, podemos ter hoje uma id&eacute;ia da diversidade de peixes    observados por ele durante os anos de 1850-1852 em que esteve nos rios Negro    e Uaup&eacute;s", conclui a pesquisadora.</p>      ]]></body>
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