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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4">Centen&aacute;rio</font></p>     <p><font size=5>2003: <small>O</small> A<small>NO</small> P<small>ORTINARI</small></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14867f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O ano cultural de 2003 ser&aacute; marcado por uma s&eacute;rie de eventos    em comemora&ccedil;&atilde;o ao centen&aacute;rio de nascimento do pintor C&acirc;ndido    Portinari (1903-1962). O <i>Projeto Portinari</i>, dirigido pelo filho do pintor,    Jo&atilde;o C&acirc;ndido Portinari, e que h&aacute; quase 20 anos faz o levantamento,    cataloga&ccedil;&atilde;o, digitaliza&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o da obra    do pintor, preparou uma extensa agenda de atividades, iniciada com o lan&ccedil;amento    oficial, em dezembro &uacute;ltimo, em parceria com o Minist&eacute;rio da Cultura.</p>     <p>Nos meses de setembro e outubro, o Rio de Janeiro vai abrigar a "Exposi&ccedil;&atilde;o    Retrospectiva", com cerca de 400 obras do pintor, depoimentos e textos explicativos,    em tr&ecirc;s espa&ccedil;os, simultaneamente: Museu Nacional de Belas Artes,    Pal&aacute;cio Gustavo Capanema e Academia Brasileira de Letras. Entre as obras    selecionadas para a mostra, est&atilde;o a tela <i>Morro</i> adquirida pelo    Museu de Arte Moderna de Nova York em 1939, ano de sua &uacute;ltima exposi&ccedil;&atilde;o    no Brasil, e o painel <i>Chorinho</i>, que hoje pertence ao Museu de Arte Moderna    de Lisboa e foi exibido no Brasil uma &uacute;nica vez, em 1943.</p>     <p>Outra atividade importante, ainda sem data definida, &eacute; a exposi&ccedil;&atilde;o    intinerante "Vis&otilde;es m&uacute;ltiplas &shy; Portinari revisitado", a ser    inaugurada no Museu de Arte de S&atilde;o Paulo (Masp), seguindo para Belo Horizonte    e Rio de Janeiro. O Projeto Portinari pretende, ainda, remontar <i>Baile na    ro&ccedil;a</i> &shy; coreografias para Portinari, em parceria com o Bal&eacute;    da Cidade de S&atilde;o Paulo, para dez apresenta&ccedil;&otilde;es em tr&ecirc;s    cidades brasileiras. A estr&eacute;ia ser&aacute; no Teatro Municipal de S&atilde;o    Paulo, seguindo para o Pal&aacute;cio das Artes, em Belo Horizonte, e Teatro    Municipal do Rio de Janeiro.</p>     <p>Ser&aacute; publicado, enfim, um cat&aacute;logo <i>raisonn&eacute;</i> sobre    a obra de Portinari. Este ser&aacute; o primeiro cat&aacute;logo <i>raisonn&eacute;</i>    da Am&eacute;rica Latina. Al&eacute;m da edi&ccedil;&atilde;o desse cat&aacute;logo,    que &eacute; considerado a fonte de refer&ecirc;ncia mais completa de um artista,    est&aacute; prevista a preserva&ccedil;&atilde;o, em arquivos digitais de alt&iacute;ssima    resolu&ccedil;&atilde;o, do &uacute;nico registro visual existente da obra completa    de Portinari, atualmente dispon&iacute;vel apenas em slides, negativos e fotografias.</p>     <p><b>P<small>ORTINARI</small> <small>PARA CRIAN&Ccedil;AS</small></b> Mesti&ccedil;os,    moleques, lavadeiras, oper&aacute;rios, enfim, o povo brasileiro em sua ess&ecirc;ncia,    s&atilde;o alguns dos temas da pintura de Portinari retomados na pe&ccedil;a    infantil <i>Portinari p&eacute; de mulato</i>. A pe&ccedil;a, foi encenada no    Centro Cultural S&atilde;o Paulo em 2002, ano em que se completou 40 anos da    morte do pintor, e seguir&aacute; itinerante em 2003.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pe&ccedil;a &eacute; uma trilogia com obras dos modernistas Tarsila de Amaral,    em <i>A Cuca fofa</i>, e Heitor Villa-Lobos, com o <i>O trenzinho caipira</i>,    al&eacute;m de Portinari. Tem autoria e dire&ccedil;&atilde;o de Dario Uzam    e &eacute; encenada pela Cia. Articularte. As tr&ecirc;s apresenta&ccedil;&otilde;es    do grupo, para crian&ccedil;as a partir de 3 anos, utilizam t&eacute;cnicas    variadas de manipula&ccedil;&atilde;o de bonecos.</p>     <p>Em <i>Portinari p&eacute; de mulato</i>, a obra do pintor ganha vida atrav&eacute;s    da boneca Denise, uma pintura da neta de Portinari, que cai do quadro junto    com seu carneirinho. Para voltar antes que a tinta seque e o pintor perceba    o que ocorreu, a menina precisa recuperar o carneirinho que fugiu. Na busca,    Denise percorre outras obras vivas de Portinari, como <i>Caf&eacute;</i>, <i>Capataz</i>,    <i>Retirantes</i>, <i>Cacau</i>, <i>Algod&atilde;o</i>, entre outras, interagindo,    ao som de sambas e chorinhos cantados ao vivo pelos atores, com outros 25 bonecos    que as representam. "<i>Portinari p&eacute; de mulato</i>, assim como as outras    duas pe&ccedil;as, n&atilde;o tem um objetivo para-did&aacute;tico, mas busca    articular arte e teatro num nova forma de express&atilde;o com o p&uacute;blico    infantil", explica o diretor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/cic/v55n1/14867f2.jpg"></p>       ]]></body>
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