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</front><body><![CDATA[ <p align="CENTER"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tp4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>O</b></font> Brasil, desde o in&iacute;cio dos anos 1990,    em especial, tem feito um esfor&ccedil;o consider&aacute;vel no &acirc;mbito    de constituir uma estrutura industrial de software competitiva nos cen&aacute;rios    nacional e internacional.</p>     <p>Parte significativa desse esfor&ccedil;o, do ponto de vista das a&ccedil;&otilde;es    governamentais, est&aacute; consubstanciada no programa Softex que se constituiu,    ao longo dos anos, em importante instrumento de apoio &agrave; produ&ccedil;&atilde;o    e ao com&eacute;rcio do software brasileiro.</p>     <p>Contudo, apesar do pa&iacute;s mostrar-se hoje altamente capacitado para o    desafio do software, o produto nacional ocupa, no mercado internacional, uma    posi&ccedil;&atilde;o que, estatisticamente, &eacute; muito pouco significativa.</p>     <p>N&atilde;o faltam centros de excel&ecirc;ncia, nem empresas, em geral pequenas,    criativas e bem organizadas para a qualidade do produto, seja ele na linha dos    softwares prontos, dispon&iacute;veis na prateleira, ou daqueles desenvolvidos    especialmente para o cliente, ou ainda destes outros constru&iacute;dos, <i>taylor    made</i>, a partir de componentes de softwares pr&eacute;-desenvolvidos.</p>     <p>Do ponto de vista da compet&ecirc;ncia, talvez falte tamb&eacute;m ao pa&iacute;s    uma pol&iacute;tica educacional mais clara para a forma&ccedil;&atilde;o de    profissionais de n&iacute;vel m&eacute;dio para atuarem, como acontece na &Iacute;ndia,    como "escritores" de softwares, ficando os engenheiros computacionais, hoje    atuando praticamente em todas as fases de desenvolvimento do produto, mais dedicados    &agrave; sua concep&ccedil;&atilde;o, propriamente dita.</p>     <p>Programas de apoio ao desenvolvimento de projetos na &aacute;rea, como &eacute;    o caso do Pipe (Programa de Inova&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica em Pequenas    Empresas), da Fapesp, t&ecirc;m mostrado a for&ccedil;a e a inventividade do    setor, no Brasil. Faltam contudo, tamb&eacute;m aqui, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    nacionais mais consistentes de apoio &agrave; fase de desenvolvimento industrial    do produto e de sua comercializa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Sob v&aacute;rios aspectos, o Brasil procurou preparar-se para esses desafios.    Faltam, por&eacute;m, medidas urgentes a serem tomadas tanto no plano das pol&iacute;ticas    industriais e comerciais, como no plano da forma&ccedil;&atilde;o de recursos    humanos habilitados, t&eacute;cnica e tecnologicamente, para atuarem com a agilidade,    a presteza e a competitividade que este tipo de mercado requer.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; este universo fascinante da intelig&ecirc;ncia das m&aacute;quinas,    seus desafios intr&iacute;nsecos, suas externalidades culturais, pol&iacute;ticas,    sociais e econ&ocirc;micas que constituem o objeto tem&aacute;tico deste n&uacute;mero    de nossa revista.</p>     <p>Nas margens, not&iacute;cias, informa&ccedil;&otilde;es, ci&ecirc;ncia, tecnologia,    arte, literatura, inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT">C<small>ARLOS</small> V<small>OGT    <br>   </small><i>Editor Chefe, abril de 2003</i> </p>      ]]></body>
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