<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252003000200004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comércio de carbono ganha glossário]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pallone]]></surname>
<given-names><![CDATA[Simone]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>55</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>06</fpage>
<lpage>06</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252003000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15509f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>M<small>UDAN&Ccedil;AS CLIM&Aacute;TICAS</small></p>     <p><b><font size="4">Com&eacute;rcio de carbono ganha gloss&aacute;rio</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O Comit&ecirc; Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), ligado    ao Secretariado para Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas, em sua primeira reuni&atilde;o deste ano, em janeiro, estabeleceu uma    s&eacute;rie de procedimentos para facilitar a elabora&ccedil;&atilde;o de projetos    dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. O principal deles &eacute; um    gloss&aacute;rio de termos usados no Documento de Concep&ccedil;&atilde;o de    Projeto. Ele define termos como energia renov&aacute;vel ou atividades de melhoria    da efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. Na reuni&atilde;o, tamb&eacute;m, ficou    mais claro o tipo de propostas que se enquadram no MDL.</p>     <p>Ricardo Esparta, diretor da Ecoinvest, uma das empresas de assessoria financeira    na &aacute;rea, diz que j&aacute; existem alguns projetos sendo negociados no    Brasil. Em 2002, o governo do Canad&aacute; comprou cr&eacute;ditos da Piratini,    CGDE, Koblitz Energia S.A., criada na cidade ga&uacute;cha para gerar energia    a partir da queima de res&iacute;duos de madeira.</p>     <p>Uma outra experi&ecirc;ncia foi a participa&ccedil;&atilde;o de uma usina de    a&ccedil;&uacute;car e &aacute;lcool de Catanduva (SP), em um leil&atilde;o    do governo holand&ecirc;s. O projeto foi um dos 25 selecionados entre 125, para    enviar o detalhamento. A usina j&aacute; usava o baga&ccedil;o da cana para    gerar energia, mas com pouca efici&ecirc;ncia no processo. Com a possibilidade    de comercializar o excedente, melhorou sua produtividade. O projeto &eacute;,    segundo os termos pr&oacute;prios do mecanismo, 'eleg&iacute;vel', ou seja,    ajuda a reduzir a emiss&atilde;o de CO2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros brasileiros tamb&eacute;m devem desfrutar em breve dos benef&iacute;cios    do MDL, mesmo sem ele ter sido implementado. Isso s&oacute; vai ocorrer caso    o Protocolo de Quioto seja ratificado por pelo menos 55 pa&iacute;ses, incluindo    os pa&iacute;ses desenvolvidos que contabilizarem pelo menos 55% das emiss&otilde;es    totais de di&oacute;xido de carbono em 1990.</p>     <p>Dois deles s&atilde;o projetos para gera&ccedil;&atilde;o de energia a partir    dos res&iacute;duos do processamento de arroz no Rio Grande do Sul. Est&aacute;    prevista a constru&ccedil;&atilde;o de duas pequenas usinas que dever&atilde;o    gerar cerca de 8 megawatts cada uma. A transmiss&atilde;o da energia gerada    j&aacute; foi acordada com distribuidoras ga&uacute;chas.</p>     <p>Com o projeto de Piratini, esses outros dois dever&atilde;o ser agrupados e    apresentados como um grupo de projetos que reduz a emiss&atilde;o de carbono.</p>     <p>Roberto Shaeffer, professor da Coppe/ UFRJ, &uacute;nico brasileiro a compor    o grupo de especialistas em metodologias (Meth Panel), que assessora o Comit&ecirc;    Executivo do MDL em quest&otilde;es t&eacute;cnicas, lembra de outro projeto    j&aacute; bastante divulgado, o Plantar. O Fundo Prot&oacute;tipo de Carbono    do Banco Mundial, criado em 1999 para financiar projetos de redu&ccedil;&atilde;o    de CO2 na atmosfera, associou-se &agrave; empresa Plantar, de Curvelo (MG),    para produzir ferro-gusa com carv&atilde;o vegetal proveniente de florestas    renov&aacute;veis certificadas e, com isso, substituir o carv&atilde;o mineral    na siderurgia. "Nesse momento, o que vai valer cr&eacute;ditos de carbono &eacute;    trocar a queima de coque por carv&atilde;o vegetal. Como a floresta, no momento    seguinte, cresce, considera-se que a emiss&atilde;o daquele combust&iacute;vel    seja nula", diz ele.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><i><b>Simone Pallone</b></i></p>      ]]></body>
</article>
