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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tb2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>P<small>ESQUISA</small></p>     <p><font size="4"><b>Borboletas da Mata Atl&acirc;ntica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Em dias ensolarados, o jardim das borboletas da Funda&ccedil;&atilde;o Jos&eacute;    Pedro de Oliveira, no distrito de Bar&atilde;o Geraldo, em Campinas (SP) &eacute;    um festival de cores e movimento. Centenas de borboletas de variadas cores e    esp&eacute;cies voam e pousam nas flores cultivadas especialmente para atra&iacute;-las.</p>     <p>A bi&oacute;loga Christiane Holvorcem coordena as pesquisas com as borboletas.    Ela conta que a grande quantidade e variedade de esp&eacute;cies &eacute; resultado    de um jardim planejado com esse objetivo: repleto de flores formando grandes    manchas de algumas cores. "Isso facilita que a borboleta encontre as flores    das cores que lhe atraem, j&aacute; que elas usam a vis&atilde;o para identific&aacute;-las",    explica. O borbolet&aacute;rio est&aacute; incrustrado na Reserva Florestal    Mata Santa Genebra, um dos &uacute;ltimos resqu&iacute;cios de Mata Atl&acirc;ntica    no estado de S&atilde;o Paulo. "As borboletas acabam sendo, tamb&eacute;m, um    instrumento de mobiliza&ccedil;&atilde;o das pessoas para a conserva&ccedil;&atilde;o    dessa mata", diz a bi&oacute;loga.</p>     <p>Os estudos sobre as borboletas na Funda&ccedil;&atilde;o est&atilde;o tornando-se    refer&ecirc;ncia na &aacute;rea. Os pesquisadores realizaram um censo em 2001    e registraram que, das 690 esp&eacute;cies que visitam a reserva, 200 freq&uuml;entam    o jardim das borboletas. Al&eacute;m disso, identificaram o hor&aacute;rio de    atividade de v&aacute;rias esp&eacute;cies. "Essa &eacute; uma informa&ccedil;&atilde;o    importante para os pesquisadores planejarem seus estudos". Cristiane acrescenta    que est&aacute; em estudo, agora, o ciclo de vida de cinco esp&eacute;cies de    borboletas que freq&uuml;entam o jardim e s&atilde;o mantidas em cativeiro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15512f1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>" O estudo &eacute; di&aacute;rio, todos os dias da semana: acompanho desde    a coleta do ovo, soltura e identifica&ccedil;&atilde;o do adulto para ser colocado    dentro do viveiro, observo onde os ovos ser&atilde;o colocados e o tempo de    eclos&atilde;o depois da coleta", conta a bi&oacute;loga Cynira Any Gabriel.    Todas as borboletas s&atilde;o marcadas, para que seja poss&iacute;vel identificar    a origem de cada ovo, e depois s&atilde;o soltas dentro de um viveiro repleto    de plantas, para observa&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores.</p>     <p>"No viveiro, cada esp&eacute;cie p&otilde;e ovo em uma planta diferente. Fazemos,    ainda, um tratamento di&aacute;rio para evitar a contamina&ccedil;&atilde;o    por fungos e ressecamento da folha que serve de alimento para as lagartas",    conta Cynira. O objetivo &eacute; saber quanto tempo essas esp&eacute;cies vivem    e descrever o ciclo de vida desde o ovo at&eacute; a fase adulta, em ambientes    confinados. Esses dados auxiliam no planejamento das pesquisas e permitem que    criadores comerciais de borboletas n&atilde;o as retirem do ambiente natural.    "Tamb&eacute;m fornece um modelo te&oacute;rico para estudos de din&acirc;mica    de popula&ccedil;&otilde;es. Uma vez que temos as taxas de mortalidade sem a    interfer&ecirc;ncia do ambiente natural, temos um sistema puro onde n&oacute;s    podemos trabalhar a modelagem demogr&aacute;fica", complementa</p>     <p>Christiane alerta, tamb&eacute;m, para a rela&ccedil;&atilde;o entre as borboletas    e a preserva&ccedil;&atilde;o da Mata Santa Genebra: "O <i>habitat</i> da borboleta    tem que ter um tipo de planta que o inseto adulto freq&uuml;enta, e outro que    alimenta a lagarta. Se o n&uacute;mero de determinada esp&eacute;cie cresce    ou diminui muito, isso &eacute; um ind&iacute;cio de que algo est&aacute; ocorrendo    na floresta".</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><i><b>Juliana Schober</b></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15512q1.gif"></p>      ]]></body>
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