<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252003000200013</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A ciência dentro de ônibus populares]]></article-title>
</title-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>55</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>18</fpage>
<lpage>18</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252003000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252003000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252003000200013&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tp5.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15518f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>D<small>IVULGA&Ccedil;&Atilde;O</small></p>     <p><b><font size="4">A ci&ecirc;ncia dentro de &ocirc;nibus populares</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A ci&ecirc;ncia est&aacute; cada vez mais presente na vida das pessoas e, no    entanto, muitos ainda n&atilde;o a compreendem ou at&eacute; a temem. Na tentativa    de levar questionamentos cient&iacute;ficos atuais &agrave; popula&ccedil;&atilde;o,    aparentemente distante deles, uma equipe coordenada pela University West of    England em parceria com a Organiza&ccedil;&atilde;o Europ&eacute;ia de Biologia    Molecular lan&ccedil;ou, em novembro de 2002, o projeto <i>SciBus</i> que leva    para dentro de &ocirc;nibus p&uacute;blicos alguns temas controversos que envolvem    ci&ecirc;ncia e tecnologia. "Se existem propagandas de <i>shampoos</i> [dentro    dos &ocirc;nibus], porque n&atilde;o ter propaganda cient&iacute;fica?", questiona    o coordenador do projeto, Frank Burnet, que recebeu cerca de 443 mil de euros    da Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, dentro do programa de populariza&ccedil;&atilde;o    de ci&ecirc;ncia e tecnologia.</p>     <p>A id&eacute;ia foi desenvolver perguntas simples que instigassem o p&uacute;blico    a refletir sobre um tema enquanto viajavam de &ocirc;nibus. Em fevereiro de    2002, a equipe come&ccedil;ou a analisar os tipos de design, fontes de letra    e texto que seriam mais adequados para a campanha e concluiram que textos curtos    e diretos, cores fortes e a imagem de pessoas, ao inv&eacute;s de objetos, eram    preferidos pela maioria dos jovens adultos europeus consultados. Outra conclus&atilde;o    da equipe &eacute; que as imagens poderiam ser amb&iacute;guas e n&atilde;o    tendenciosas, deixando para o p&uacute;blico a decis&atilde;o de resposta.</p>     <p>Assim, quatro p&ocirc;steres contendo imagens de impacto e perguntas provocativas    foram testados em &ocirc;nibus de 15 capitais de pa&iacute;ses-membro da Uni&atilde;o    Europ&eacute;ia. As quest&otilde;es tratavam de alimentos, clonagem, meios de    comunica&ccedil;&atilde;o e transportes seguindo o padr&atilde;o: "mais alimentos    ou melhores alimentos?", com uma segunda pergunta que encorajava a audi&ecirc;ncia    a opinar se "a ci&ecirc;ncia tem a resposta?" ou "a tecnologia tem a resposta?",    juntamente com o endere&ccedil;o do <i>site</i> (<i><a href="http://www.scibus.com">http://www.scibus.com</a></i>)    ou telefone do projeto. Apenas na primeira semana de projeto, o <i>site</i>    recebeu 100 mensagens.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O projeto quer assegurar que a opini&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o chegue    &agrave;queles que definem os rumos da ci&ecirc;ncia e tecnologia aplicada a    sociedade, e funciona como um modelo a ser seguido por outros pa&iacute;ses    que queiram implementar a&ccedil;&otilde;es semelhantes. Os pr&oacute;ximos    a receberem conte&uacute;do cient&iacute;fico em seus &ocirc;nibus ser&atilde;o    China e &Aacute;frica do Sul.</p>     <p>A id&eacute;ia do <i>SciBus</i> n&atilde;o &eacute; nova, mas partiu do projeto    "Ci&ecirc;ncia nos &ocirc;nibus" posta em pr&aacute;tica no final dos anos 1990,    pela Comiss&atilde;o <i>Millennium</i>, o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia    e Tecnologia, o Instituto de F&iacute;sica e a <i>Royal Society</i> de Qu&iacute;mica    da Inglaterra. Naquela &eacute;poca, 12 cartazes foram apresentados em nove    cidades da Gr&atilde;-Bretanha.</p>      ]]></body>
</article>
