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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tp5.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>L<small>IVRO DID&Aacute;TICO</small></b></p>     <p><b><font size="4">A imagem dos latinos nos EUA</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nos Estados Unidos, o livro did&aacute;tico tem um papel fundamental nas salas    de aula e funciona como um mecanismo de controle sobre o que o professor deve    ensinar. A imagem dos latinos e sua contribui&ccedil;&atilde;o para a hist&oacute;ria    norte-americana &eacute; altamente estereotipada nesse tipo de livro. Os latinos    s&atilde;o retratados como pregui&ccedil;osos, violentos, resistentes em assimilarem    a cultura norte-americana, passivos e luxuriosos. Essas s&atilde;o as principais    conclus&otilde;es do artigo "Don Juan e rebeldes sob palmeiras: imagens dos    latino-americanos nos livros de hist&oacute;ria dos Estados Unidos", da antrop&oacute;loga    B&aacute;rbara C. Cruz, da Universidade do Sul da Fl&oacute;rida, publicado    no volume 22 da revista <i>Critique of Anthropology</i>.</p>     <p>"O estudo indica que muito do enviesamento do texto &eacute; sutil - emprega    adv&eacute;rbios, adjetivos e ora&ccedil;&otilde;es subordinadas que mais insinuam    do que afirmam", diz B&aacute;rbara. "Para muitas das crian&ccedil;as em idade    escolar, o texto impresso tem um n&iacute;vel de legitimidade e autoridade que    os torna virtualmente &agrave; prova de erros", completa a antrop&oacute;loga.</p>     <p>A pesquisadora investigou os livros did&aacute;ticos mais usados nas escolas    da Fl&oacute;rida e adotados em todo o pa&iacute;s. Ela procurou aliar uma pesquisa    quantitativa, medindo o n&uacute;mero de imagens de latino-americanos e outras    minorias &eacute;tnicas publicadas, a uma pesquisa qualitativa sobre o conte&uacute;do    dos textos did&aacute;ticos. Em livros para crian&ccedil;as de s&eacute;ries    equivalentes ao ensino fundamental e m&eacute;dio, os latino-americanos aparecem    em, no m&aacute;ximo, 1% das imagens. Outras minorias, como os asi&aacute;ticos    e os &iacute;ndios norte-americanos, aparecem em 1 a 2% das imagens, enquanto    os negros aparecem em 10% delas. O restante &eacute; dedicado aos descendentes    de europeus.</p>     <p>No texto dos livros, os latino-americanos est&atilde;o referidos quando &eacute;    relatada a anexa&ccedil;&atilde;o de parte do territ&oacute;rio mexicano pelos    EUA (1846-1848), a guerra pela independ&ecirc;ncia de Cuba (1895-1898) e o per&iacute;odo    contempor&acirc;neo da sociedade norte-americana.</p>     <p>A antrop&oacute;loga aponta a exist&ecirc;ncia de um processo de queda da auto-estima,    evas&atilde;o escolar e dificuldades no aprendizado pelos descendentes latinos,    j&aacute; que estes n&atilde;o se identificam com a hist&oacute;ria descrita.</p>     ]]></body>
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