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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tp5.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15520f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>N<small>&Uacute;MEROS</small> P<small>RIMOS</small></p>     <p><font size="4"><b>Indianos resolvem problema milenar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Problemas simples n&atilde;o t&ecirc;m, necessariamente, solu&ccedil;&otilde;es    simples ou r&aacute;pidas. Uma quest&atilde;o aparentemente banal, abordada    j&aacute; no ensino fundamental, desafia os matem&aacute;ticos desde a Gr&eacute;cia    Antiga: determinar se um n&uacute;mero &eacute; primo ou n&atilde;o com um algoritmo    r&aacute;pido e matematicamente preciso. A solu&ccedil;&atilde;o apareceu em    agosto de 2002, quando o matem&aacute;tico indiano Manindra Agarwal, com dois    de seus alunos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, Nitin Saxena e Neeraj    Kayal, do Instituto Indiano de Tecnologia em Kanpur, apresentou uma solu&ccedil;&atilde;o    at&eacute; bastante simples. A grande novidade no trabalho dos indianos foi    apresentar um algoritmo que &eacute; ao mesmo tempo r&aacute;pido e com precis&atilde;o    absoluta ("determin&iacute;stico"), sem nenhuma margem para erros.</p>     <p>Algoritmos para determinar se um n&uacute;mero &eacute; primo existem, pelo    menos, desde a Gr&eacute;cia Antiga; por&eacute;m, tornam-se proibitivamente    lentos para n&uacute;meros muito grandes. Um algoritmo muito mais r&aacute;pido    foi proposto, em 1980, por Michael O. Rabin, mas ele n&atilde;o mostra, com    certeza absoluta, se o n&uacute;mero &eacute; primo ou n&atilde;o: diz apenas    que o tal n&uacute;mero tem uma probabilidade alta de ser (ou n&atilde;o) primo.    Por&eacute;m, a probabilidade &eacute; t&atilde;o grande que, na pr&aacute;tica,    o m&eacute;todo funcionava perfeitamente.</p>     <p>O pesquisador Walter Carnielli, diretor do Centro de L&oacute;gica, Epistemologia    e Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia da Unicamp, avalia: "a margem de erro pode    ser a mesma da ocorr&ecirc;ncia dos seguintes eventos simultaneamente: ganhar    na mega-sena, cair um raio no computador e ter um problema de hardware". Assim,    o algoritmo de Rabin tornou-se o m&eacute;todo mais usado para se testar se    um n&uacute;mero &eacute; primo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para Carnielli, o m&eacute;todo de Rabin continuar&aacute; sendo usado nos    c&aacute;lculos pr&aacute;ticos, pois &eacute; ainda mais r&aacute;pido que    o dos indianos e porque, mesmo fornecendo apenas probabilidades, as margens    de erro s&atilde;o muit&iacute;ssimo pequenas.</p>     <p>O algoritmo dos indianos n&atilde;o ter&aacute; conseq&uuml;&ecirc;ncias imediatas    na criptografia. O m&eacute;todo mais usado atualmente para criptografar informa&ccedil;&otilde;es    usa n&uacute;meros primos. Para quebrar um c&oacute;digo desses &eacute; necess&aacute;rio    encontrar os fatores de n&uacute;meros primos muito grandes. N&atilde;o h&aacute;    um m&eacute;todo r&aacute;pido para a determina&ccedil;&atilde;o desses fatores,    e o algoritmo de Agarwal-Saxena-Kayal n&atilde;o permite faz&ecirc;-lo: ele    s&oacute; diz se um n&uacute;mero &eacute; primo ou n&atilde;o; caso n&atilde;o    seja, n&atilde;o diz nada sobre seus fatores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><i><b>Roberto Belis&aacute;rio</b></i> </p>      ]]></body>
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