<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252003000200025</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Informática para biodiversidade: padrões, protocolos e ferramentas]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Canhos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vanderlei Perez]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro de Referência em Informação Ambiental  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campinas São Paulo]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2003</year>
</pub-date>
<volume>55</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>45</fpage>
<lpage>47</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252003000200025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252003000200025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252003000200025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/tb17.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4">I<small>NFORM&Aacute;TICA PARA BIODIVERSIDADE: PADR&Otilde;ES,    PROTOCOLOS E FERRAMENTAS</small></font></b></p>     <p>Vanderlei Perez Canhos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size=5>A</font></b><font size=5> </font>situa&ccedil;&atilde;o    da biodiversidade neste in&iacute;cio de s&eacute;culo XXI pode ser caracterizada    pela combina&ccedil;&atilde;o de processos acelerados de destrui&ccedil;&atilde;o    de ecossistemas prim&aacute;rios associados a esfor&ccedil;os mobilizadores    para a conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade    e de grandes avan&ccedil;os em tecnologia de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o    de dados. Esta combina&ccedil;&atilde;o de fatores est&aacute; conduzindo &agrave;    emerg&ecirc;ncia de uma nova &aacute;rea de desenvolvimento cient&iacute;fico    e tecnol&oacute;gico, denominada inform&aacute;tica para biodiversidade. Al&eacute;m    de aspectos relacionados ao desenvolvimento de software para a an&aacute;lise    e s&iacute;ntese de dados, avan&ccedil;os significativos est&atilde;o ocorrendo    na defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es e protocolos para integra&ccedil;&atilde;o    de dados distribu&iacute;dos, fundamentais para a constru&ccedil;&atilde;o da    infra-estrutura global de informa&ccedil;&atilde;o sobre biodiversidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>P<small>ANORAMA INTERNACIONAL</small></b> Apesar dos avan&ccedil;os decorrentes    da implementa&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade    Biol&oacute;gica e dos esfor&ccedil;os de governos e sociedade civil, a base    de conhecimento sobre a diversidade biol&oacute;gica &eacute; incipiente e desagregada.    As informa&ccedil;&otilde;es existentes est&atilde;o dispersas e via de regra,    inacess&iacute;veis. Temos uma enorme quantidade de dados em bibliotecas tradicionais    (papel) ou em bases de dados digitais n&atilde;o integradas. Temos um volume    enorme de informa&ccedil;&otilde;es associadas a amostras (esp&eacute;cimes)    de material biol&oacute;gico depositadas em herb&aacute;rios e cole&ccedil;&otilde;es    zool&oacute;gicas. Estima-se que as cole&ccedil;&otilde;es de hist&oacute;ria    natural contenham mais que 2.5 bilh&otilde;es de esp&eacute;cimes (1). Cada    esp&eacute;cime representa a evid&ecirc;ncia f&iacute;sica de ocorr&ecirc;ncia    do organismo no passado, e fornece informa&ccedil;&atilde;o desde a presen&ccedil;a    hist&oacute;rica e geogr&aacute;fica, a detalhes morfol&oacute;gicos e ecol&oacute;gicos.    Quando bem documentados, os registros de observa&ccedil;&otilde;es, como os    gerados por levantamentos de fauna e flora e estudos de impacto ambiental, podem    tamb&eacute;m representar uma valiosa fonte de dados. N&atilde;o existem estimativas    de registros de observa&ccedil;&otilde;es em literatura publicada.</p>     <p>O projeto internacional para o estabelecimento de uma Infra-estrutura Global    de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Biodiversidade (Global Biodiversity Information    Facility - GBIF) iniciado em 2001, conta com a ades&atilde;o de 34 pa&iacute;ses    e 18 organiza&ccedil;&otilde;es internacionais. Esta iniciativa tem como principal    objetivo viabilizar o acesso eletr&ocirc;nico a dados cient&iacute;ficos prim&aacute;rios,    permitindo o seu uso por formuladores de pol&iacute;ticas, cientistas e p&uacute;blico    em geral. Esses dados s&atilde;o registros documentados de ocorr&ecirc;ncias    de esp&eacute;cies que podem estar associados a amostras de esp&eacute;cimes    em cole&ccedil;&otilde;es de hist&oacute;ria natural, e quando correlacionados    com informa&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e geogr&aacute;ficas, auxiliam    na an&aacute;lise de quest&otilde;es cient&iacute;ficas importantes e s&atilde;o    fundamentais para a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias    de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental.</p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o do GBIF est&aacute; conduzindo &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o    de uma rede interoper&aacute;vel de bases de dados e o aprimoramento de ferramentas    computacionais. Desenvolvimentos de curto prazo t&ecirc;m como alvo a consolida&ccedil;&atilde;o    da infra-estrutura de dados sobre esp&eacute;cies e esp&eacute;cimes. Os de    m&eacute;dio prazo se concentrar&atilde;o na expans&atilde;o do conte&uacute;do    e na melhoria dos mecanismos de buscas e ferramentas que permitam combinar dados    de fontes diversas. No longo prazo, o GBIF prover&aacute; um portal que permitir&aacute;    a integra&ccedil;&atilde;o de dados moleculares, gen&eacute;ticos e ecol&oacute;gicos,    com dados sobre biodiversidade e ecossistemas. Este sistema facilitar&aacute;    o acesso em tempo real &agrave; informa&ccedil;&atilde;o de grande valor cient&iacute;fico    e de utilidade social. Os avan&ccedil;os em biologia comparativa, associados    &agrave; universaliza&ccedil;&atilde;o do uso da Internet pela sociedade em    geral, contribuir&atilde;o para a consolida&ccedil;&atilde;o de um portal eletr&ocirc;nico    sobre a enciclop&eacute;dia da vida no planeta (2).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>P<small>ADR&Otilde;ES E</small> P<small>ROTOCOLOS</small></b> Visando a    implanta&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura global de dados sobre biodiversidade,    o GBIF est&aacute; desenvolvendo parcerias estrat&eacute;gicas com as principais    iniciativas cient&iacute;ficas internacionais como o <i>Taxonomic Database Working    Group</i> (<i>TDWG</i>) um esfor&ccedil;o conjunto da <i>IUBS</i> (<i>International    Union of Biological Societies</i>) e <i>CODATA</i> (<i>Committee on Data for    Science and Technology</i>), voltado &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es    para a troca de informa&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e protocolos para    a interoperabilidade de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A estrat&eacute;gia para o interc&acirc;mbio de dados de esp&eacute;cimes e    observa&ccedil;&otilde;es (3) e a arquitetura de dados do GBIF (4) est&atilde;o    em fase avan&ccedil;ada de desenvolvimento. A integra&ccedil;&atilde;o de quase    200 bases taxon&ocirc;micas que ser&atilde;o utilizadas para gerar o cat&aacute;logo    eletr&ocirc;nico de organismos descritos depende da ado&ccedil;&atilde;o de    padr&otilde;es e protocolos (5).</p>     <p>Uma iniciativa que merece destaque pelos resultados preliminares e pela forma    como est&aacute; sendo desenvolvido &eacute; o DiGIR (Distributed Generic Information    Retrieval). DiGIR &eacute; um protocolo para interoperabilidade de sistemas    que tem por objetivo permitir a integra&ccedil;&atilde;o de dados entre cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas. Trata-se de uma iniciativa <i>open source</i>, onde todo    colaborador interessado pode ler, redistribuir e modificar o c&oacute;digo do    software. O desenvolvimento do DiGIR est&aacute; sendo feito de forma colaborativa,    envolvendo diferentes grupos de pesquisa do Brasil, Estados Unidos, Europa e    Austr&aacute;lia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>F<small>ERRAMENTAS</small> A<small>NAL&Iacute;TICAS</small></b> Na &uacute;ltima    d&eacute;cada foram desenvolvidas ferramentas que permitem fazer infer&ecirc;ncias    sobre a diversidade e abund&acirc;ncia de esp&eacute;cies em biomas e regi&otilde;es    distintas. Dentre estas ferramentas destacam-se as de modelagem do nicho ecol&oacute;gico    de esp&eacute;cies (6). Estas ferramentas est&atilde;o auxiliando na an&aacute;lise    e solu&ccedil;&atilde;o de problemas distintos, que v&atilde;o desde a agrega&ccedil;&atilde;o    de valor a conjuntos de dados (7), &agrave;s mais variadas aplica&ccedil;&otilde;es    de previs&atilde;o de distribui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies e impacto    de mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas (8). Estima-se que com o cont&iacute;nuo    desenvolvimento dessas ferramentas, novas aplica&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas    de agricultura e sa&uacute;de, ter&atilde;o um grande impacto no desenvolvimento    de estrat&eacute;gias de conten&ccedil;&atilde;o e erradica&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;cies invasoras (9) e doen&ccedil;as end&ecirc;micas (10).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>I<small>NSTITUTO</small> V<small>IRTUAL DA</small> B<small>IODIVERSIDADE</small></b>    Oficialmente estabelecido no escopo do Programa Biota/Fapesp em mar&ccedil;o    de 1999, &eacute; um projeto de longo prazo que tem por objetivo inventariar    e caracterizar a biodiversidade do estado de S&atilde;o Paulo, definindo os    mecanismos para sua conserva&ccedil;&atilde;o, potencial econ&ocirc;mico e uso    sustent&aacute;vel.</p>     <p>O programa integra os resultados de atividades de pesquisa de universidades    e institutos de pesquisa do estado de S&atilde;o Paulo e de grupos de pesquisa    do pa&iacute;s e do exterior. A meta &eacute; a consolida&ccedil;&atilde;o da    base de conhecimento da biodiversidade paulista, permitindo o acesso cont&iacute;nuo    a dados prim&aacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies biol&oacute;gicas.    O programa traz uma nova abordagem para pesquisa ecol&oacute;gica, associada    &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da infra-estrutura de informa&ccedil;&atilde;o    e a aplica&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos inovadores para an&aacute;lise,    s&iacute;ntese e visualiza&ccedil;&atilde;o de dados georeferenciados. Para    integrar os resultados de projetos de pesquisa associados ao programa, foi estruturado    o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Biota (SinBiota) que congrega os dados    das coletas e listas de esp&eacute;cies associadas &agrave; base cartogr&aacute;fica    do estado de S&atilde;o Paulo. O SinBiota foi desenvolvido pelo Centro de Refer&ecirc;ncia    em Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Cria) em colabora&ccedil;&atilde;o com    a Unicamp, sempre procurando utilizar software de c&oacute;digo aberto. A base    cartogr&aacute;fica do estado foi digitalizada pelo Instituto Florestal de S&atilde;o    Paulo. Toda a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; de acesso p&uacute;blico e gratuito    na Internet. Visando possibilitar a alimenta&ccedil;&atilde;o remota e a integra&ccedil;&atilde;o    dos dados foi uma adotada uma ficha padr&atilde;o de coleta com campos m&iacute;nimos    obrigat&oacute;rios e campos complementares. O uso obrigat&oacute;rio da ficha    de coleta e o emprego de <i>GPS</i> (<i>Global Positioning System</i>) permitem    a integra&ccedil;&atilde;o dos dados gerados no escopo do programa.</p>     <p>Associada ao Instituto Virtual da Biodiversidade, a revista Biota Neotr&oacute;pica    tem por objetivo disseminar resultados de pesquisa sobre a biodiversidade neotropical.    Todos os resumos s&atilde;o arquivos XML e aten&ccedil;&atilde;o especial &eacute;    dada &agrave; marca&ccedil;&atilde;o dos nomes das esp&eacute;cies, de forma    a permitir a integra&ccedil;&atilde;o com diferentes sistemas, em especial com    o SciELO (<i>Scientific Electronic Library Online</i>) uma biblioteca eletr&ocirc;nica    que abrange uma cole&ccedil;&atilde;o selecionada de peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos    brasileiros.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa agora est&aacute; investindo na estrutura&ccedil;&atilde;o de um    sistema distribu&iacute;do de informa&ccedil;&otilde;es para cole&ccedil;&otilde;es    biol&oacute;gicas (projeto denominado <i>speciesLink</i>) e no desenvolvimento    de ferramentas de modelagem. O projeto, em sua primeira fase, est&aacute; envolvendo    12 cole&ccedil;&otilde;es do estado de S&atilde;o Paulo e est&aacute; adotando    o DiGIR como protocolo para interoperabilidade de sistemas.</p>     <p>No caso da modelagem do nicho ecol&oacute;gico, a equipe do Cria est&aacute;    participando de um projeto colaborativo com a Universidade de Kansas visando    o desenvolvimento e aprimoramento do Garp(<i>Genetic Algorithm for Rule-set    Production</i>) para computadores pessoais e esta&ccedil;&otilde;es de trabalho.    O Museu de Hist&oacute;ria Natural e Centro de Pesquisa em Biodiversidade da    Universidade de Kansas coordena o projeto <i>Species Analyst</i>, pioneiro na    integra&ccedil;&atilde;o em tempo real de dados de museus e herb&aacute;rios.    Esta rede cont&eacute;m cerca de 60 cole&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios    continentes, servindo mais de 50 milh&otilde;es de registros de esp&eacute;cimes.</p>     <p>O projeto financiado pela Fapesp est&aacute; procurando integrar os diferentes    sistemas, SinBiota, <i>speciesLink</i> e <i>Species Analyst</i> de forma a produzir    um banco de dados virtual, de acesso p&uacute;blico e gratuito, que poder&aacute;    servir de base para a an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o atual e para    a cria&ccedil;&atilde;o de cen&aacute;rios futuros a respeito da conserva&ccedil;&atilde;o    e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade do estado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>D<small>ESAFIOS E</small> O<small>PORTUNIDADES</small></b> Conciliar o desenvolvimento    s&oacute;cio-econ&ocirc;mico com preserva&ccedil;&atilde;o ambiental n&atilde;o    &eacute; uma tarefa trivial e freq&uuml;entemente a ado&ccedil;&atilde;o de    estrat&eacute;gias adequadas para o desenvolvimento sustent&aacute;vel requerem    a integra&ccedil;&atilde;o de dados de fontes dispersas de informa&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; crescente a demanda por respostas r&aacute;pidas e informadas para    a solu&ccedil;&atilde;o de problemas associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de    esp&eacute;cies como a libera&ccedil;&atilde;o de organismos transg&ecirc;nicos,    a conten&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cie invasoras, a ocorr&ecirc;ncia de    doen&ccedil;as end&ecirc;micas, etc. S&atilde;o quest&otilde;es que requerem    o pronto acesso &agrave; infra-estrutura de dados e ferramentas adequadas para    a an&aacute;lise de problemas espec&iacute;ficos.</p>     <p>Temos no Brasil uma consider&aacute;vel capacidade institucional (recursos    humanos e infra-estrutura) para consolidar lideran&ccedil;a e compet&ecirc;ncia    na &aacute;rea, aos moldes do que foi feito em pa&iacute;ses megadiversos como    M&eacute;xico e Austr&aacute;lia.</p>     <p>Para explorar nossos recursos gen&eacute;ticos de maneira sustent&aacute;vel,    se valendo da capacidade humana e institucional instaladas, o Brasil precisa    definir uma estrat&eacute;gia habilitadora e definir os investimentos necess&aacute;rios    para um pol&iacute;tica abrangente de consolida&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><b>Vanderlei Perez Canhos</b> &eacute; diretor do Centro de Refer&ecirc;ncia    em Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Cria) Campinas, S&atilde;o Paulo e membro    do Board of Directors do Species 2000 e do Taxonomic Databases Working Group    (TDWG).</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>1. W.D. Duckworth, H.H. Genoways and C.L. Rose, 1993. Preserving natural science    collections: Chronicle of our environmental heritage. Washington DC</p>     <p>2. E. O. Wilson. Trends in Ecology and Evolution 18, 77. 2003.</p>     <p>3. D. Hobern. Strategy for Exchange of Specimen and Observation Data. GBIF    Secretariat. Version 0.1 (draft). 2002.</p>     <p>4. D. Hobern. GBIF Biodiversity Data Architecture. GBIF Secretariat. Version    0.4. 2003.</p>     <p>5. V. Gewin. <i>Nature</i>418, 362. 2002.</p>     <p>6. A.T. Peterson, J. Soberon and V. Sanches-Cordero. <i>Science</i>285, 1265.    1999.</p>     <p>7. Chapman, A.D. "Quality control and validation of point-sourced environmental    resource data". <i>In Spatial accuracy assessment. Land information uncertainty    in natural resources</i>. Ann Arbor Press, Chelsea, Michigan. 1999.</p>     <p>8. A.T. Peterson, M. A. Ortega-Huerta, J. Bartley, V. Sanchez-Cordero, J. Soberon,    R.H. Buddemeier and D.R.B. Stockwell. <i>Nature</i>, 416, 624. 2002.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9. A.T. Peterson and D.A. Vieglais. Bio <i>Science</i>. 51, 363. 2001</p>     <p>10. A.T. Peterson, V. Sanchez-Cordero, C.B. Beard and J. M. Ramsey. <i>Emerging    Infectious Diseases</i>. 8. 662. 2002.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>S&iacute;tios na Internet</b></p>     <p>Atlas S&atilde;o Paulo - <i><a href="http://sinbiota.cria.org.br/atlas">http://sinbiota.cria.org.br/atlas</a></i></p>     <p>BioCISE, Resource Identification for a Biological Collection Information Service    in Europe <i><a href="http://www.bgbm.fu-berlin.de/biocise/">http://www.bgbm.fu-berlin.de/biocise/</a></i></p>     <p>Biota Neotropica - <i><a href="http://www.biotaneotropica.org.br">http://www.biotaneotropica.org.br</a></i></p>     <p>CODATA, Committee on Data for Science and Technology - <i><a href="http://www.codata.org">http://www.codata.org</a></i></p>     <p>DiGIR, Distributed Generic Information Retrieval - <i><a href="http://digir.sourceforge.net/">http://digir.sourceforge.net/</a></i></p>     <p>ENHSIN, European Natural History Specimen Information Network - <i><a href="http://www.nhm.ac.uk/science/rco/enhsin/">http://www.nhm.ac.uk/science/rco/enhsin/</a></i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
</article>
