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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4">Hist&oacute;ria</font></p>     <p><b><font size=5>A<small>RTE E HERAN&Ccedil;A DA ESCRAVID&Atilde;O</small></font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Ao rever a mem&oacute;ria do negro no Brasil, n&atilde;o h&aacute; como ignorar    as agruras que homens e mulheres sofreram ao chegar aqui e nos mais de 300 anos    mantidos na condi&ccedil;&atilde;o de escravos. Em contrapartida, &eacute; imposs&iacute;vel    deixar de lado seu papel na forma&ccedil;&atilde;o cultural, religiosa e art&iacute;stica    da na&ccedil;&atilde;o brasileira. &Eacute; o que evidencia a exposi&ccedil;&atilde;o    <i>Negras mem&oacute;rias, mem&oacute;rias de negros. O imagin&aacute;rio luso-afro-brasileiro    e a heran&ccedil;a da escravid&atilde;o</i>, aberta ao p&uacute;blico, at&eacute;    o final de junho, na Galeria de Arte do Sesi, na capital paulista.</p>     <p>Sob a curadoria de Emanoel Ara&uacute;jo, a mostra reune mais de 500 obras    pertencentes, em sua maioria, a cole&ccedil;&otilde;es particulares. &Eacute;    primeira exposi&ccedil;&atilde;o de Ara&uacute;jo ap&oacute;s deixar a dire&ccedil;&atilde;o    da Pinacoteca do Estado, museu que recuperou posi&ccedil;&atilde;o de destaque    durante sua gest&atilde;o.</p>     <p><i>Negras mem&oacute;rias</i>... lembra a escravid&atilde;o no pa&iacute;s,    mas &eacute; com demonstra&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a e alegria que exalta    a arte produzida pelos negros n&atilde;o apenas no Brasil, mas tamb&eacute;m    em Portugal e na &Aacute;frica. H&aacute; documentos, fotos e recortes de jornais    que mostram a presen&ccedil;a do negro na forma&ccedil;&atilde;o da nossa sociedade.    Textos, poemas, letras de m&uacute;sicas, sempre de autores negros ou mesti&ccedil;os,    como Raul Bopp, Jorge de Lima, Machado de Assis e Cartola, permeiam toda a mostra.</p>     <p>O sincretismo religioso &eacute; representado por imagens de santos cat&oacute;licos    do s&eacute;culo XVIII, em madeira ou barro policromado, em uma parede inteira    de ex-votos vindos de cole&ccedil;&otilde;es particulares da Bahia e do Cear&aacute;    e outras pe&ccedil;as do mesmo per&iacute;odo, como medalhas de santos ou objetos    de igrejas. Do candombl&eacute; est&atilde;o expostas vestimentas, ferramentas,    adornos e representa&ccedil;&otilde;es de santos presentes em rituais. Do mesmo    lat&atilde;o que se produziam as coroas para os santos cat&oacute;licos, s&atilde;o    feitos os adere&ccedil;os dos orix&aacute;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>S<small>ERVI&Ccedil;O</small></b></p>     <p><i>Galeria de Arte do Sesi: av. Paulista, 1313. De ter&ccedil;a a s&aacute;bado,    das 10h &agrave;s 20h; domingo, das 10h &agrave;s 19h.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15542f1.jpg"></p>      ]]></body>
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