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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4">Arte</font></p>     <p><font size=5><b>I<small>MPRESSIONANTES GUERREIROS DE TERRACOTA</small></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O Pavilh&atilde;o da Oca no Parque Ibirapuera, em S&atilde;o Paulo, &eacute;    palco da maior mostra sobre a cultura da China j&aacute; realizada at&eacute;    hoje no Brasil. As exposi&ccedil;&otilde;es <i>Guerreiros de Xi'an e Tesouros    da Cidade Proibida</i> desvendam a extraordin&aacute;ria arte e tradi&ccedil;&atilde;o    milenar chinesa, com destaque para os "11 Guerreiros de Xi'an" e demais pe&ccedil;as    em terracota, descobertas acidentalmente por camponeses na d&eacute;cada de    70 e, pela primeira vez, expostas na Am&eacute;rica Latina.</p>     <p>As impressionantes pe&ccedil;as s&atilde;o em tamanho natural, guerreiros trazidos    ao Brasil (soldado da cavalaria, cavalari&ccedil;o ajoelhado, cocheiro, cavalo    de carro de combate, oficial de m&eacute;dia patente com armadura, guerreiro    com armadura, arqueiro em p&eacute;, guerreiro em traje de infantaria e general),    cujos trajes s&atilde;o compostos por pesadas coura&ccedil;as, capas ou batas    longas, cobertas por placas quadrangulares, perneiras e sapatos de bico quadrado.    &Eacute; uma imagem fant&aacute;stica do mausol&eacute;u composto por mais de    7 mil guerreiros - onde nenhum deles &eacute; igual a outro - e cem carros de    combate de madeira que, sem d&uacute;vida, comp&otilde;em um conjunto arqueol&oacute;gico    sem igual na hist&oacute;ria imperial da China. S&atilde;o os chap&eacute;us,    atrav&eacute;s do n&uacute;mero de placas existentes, que distinguem os oficiais    dos soldados comuns.</p>     <p>Os soldados parecem marchar em combate ou estar em atividades de treinamento.    A produ&ccedil;&atilde;o e enterramento dos ex&eacute;rcitos que protegem o    t&uacute;mulo do primeiro imperador Qin Shi Huangdi - que unificou a China em    221 a.C. - demandou uma complexa organiza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o-de-obra,    envolvendo um grande n&uacute;mero de artes&atilde;os e trabalhadores em oficinas.    Estima-se que houve uma mobiliza&ccedil;&atilde;o de 700 mil homens, vindos    de diferentes partes do imp&eacute;rio, para a realiza&ccedil;&atilde;o dos    trabalhos que levaram ao todo 38 anos. O impacto dessa empreitada (remo&ccedil;&atilde;o    de terra, corte de madeira e procedimentos de modela&ccedil;&atilde;o), talvez    explique o fato de a regi&atilde;o da Prov&iacute;ncia de Shaanxi ter sido sacudida    por rebeli&otilde;es que a destru&iacute;ram por inteiro, deixando intacto apenas    o que estava no subsolo. Em 1987, a Unesco conferiu ao mausol&eacute;u o t&iacute;tulo    de Patrim&ocirc;nio da Humanidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n2/15546f1.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A cen&oacute;grafa Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara s&atilde;o respons&aacute;veis    pelas instala&ccedil;&otilde;es que abrigam as esculturas. O cen&aacute;rio    do subsolo recria a sensa&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio arqueol&oacute;gico    em que os guerreiros foram encontrados. "A id&eacute;ia &eacute; fazer as pessoas    sentirem essa realidade, por isso contextualizamos o ambiente para todos entenderem    de onde os guerreiros v&ecirc;m, onde foram enterrados", diz Daniela. Para garantir    essa sensa&ccedil;&atilde;o, a cen&oacute;grafa criou um ambiente labir&iacute;ntico,    com paredes grossas e altas, bem octagonal. Na instala&ccedil;&atilde;o, os    guerreiros s&atilde;o vistos de perto, diferente de como ocorre na China, onde    s&atilde;o vistos somente do alto, de cima para baixo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esse projeto integra o Programa Executivo do Acordo de Coopera&ccedil;&atilde;o    Cultural e Educacional entre a China e o Brasil. A nova pol&iacute;tica externa    brasileira definiu a China como um parceiro fundamental. O presidente Luiz In&aacute;cio    Lula da Silva inaugurou a mostra, reafirmando a dimens&atilde;o dos interesses    envolvidos. "Essa exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma primeira janela que abrimos    para contemplar e entender a civiliza&ccedil;&atilde;o chinesa", disse. O ministro    da cultura chin&ecirc;s, Sun Jiazheng, ratificou o interesse, dizendo que in&uacute;meras    institui&ccedil;&otilde;es chinesas mobilizaram-se para a realiza&ccedil;&atilde;o    dessa mostra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><i><b>Mayla Yara Porto</b></i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>S<small>ERVI&Ccedil;O</small></b></p>     <p><i>At&eacute; 18 de maio - de ter&ccedil;a-feira &agrave; sexta-feira, das    9h &agrave;s 21h - s&aacute;bado e domingo, das 10h &agrave;s 21h - R$3,50 (estudantes)    e R$7,00 - menores de 5 e maiores de 65 anos n&atilde;o pagam.</i></p>      ]]></body>
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