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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a04img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">RESEVAS NATURAIS</font></p>     <p><font size="4"><b>Uso medicinal popular da espinheira-santa estimula extrativismo    e coloca a planta em risco de extin&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a04fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">A comprova&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica das propriedades    terap&ecirc;uticas da espinheira – santa (<i>Maytenus ilicifolia</i>) para males    estomacais, planta j&aacute; largamente utilizada na medicina popular, tem acarretado    uma coleta predat&oacute;ria, que coloca a esp&eacute;cie em risco de extin&ccedil;&atilde;o.    H&aacute; alguns anos, a &aacute;rvore era facilmente encontrada na Mata Atl&acirc;ntica    nas regi&otilde;es Sul e Sudeste . Hoje, mesmo sem existir registro no mercado    de um medicamento elaborado a partir da planta, o estudo oficial da Central    de Medicamentos (Ceme), um &oacute;rg&atilde;o hoje extinto do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, atestando sua efic&aacute;cia em tratamento como &uacute;lceras,    acelerou o processo de extra&ccedil;&atilde;o de forma a amea&ccedil;ar as reservas    naturais.</font></p>     <p><font size="3">Para garantir o fornecimento de mat&eacute;ria-prima para a    ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica, ser&aacute; necess&aacute;rio fazer o manejo    da planta em seu ambiente natural, cultiv&aacute;-la ou descobrir plantas com    as mesmas propriedades terap&ecirc;uticas.O pesquisador &Iacute;lio Montanari    J&uacute;nior, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Qu&iacute;micas, Biol&oacute;gicas    e Agr&iacute;colas (CPQBA/Unicamp) defende o cultivo. &quot;Poder&aacute; responder    ao aumento de demanda e garantir regularidade e padr&atilde;o necess&aacute;rios    para o processamento industrial&quot;, afirma.</font></p>     <p><font size="3">Apenas o manejo n&atilde;o garante quantidades e especificidades    desejadas pelo fabricante de rem&eacute;dio, pois os fatores gen&eacute;ticos,    ontog&ecirc;nicos (est&aacute;gio de desenvolvimento da planta) e ambientais    dificultam a sua padroniza&ccedil;&atilde;o. Mas Montanari considera interessante    a pr&aacute;tica por fornecer ganho extra &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es    que habitam &aacute;reas onde a esp&eacute;cie ocorre espontaneamente, como    o Vale do Ribeira e Paran&aacute;. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Uma vantagem do cultivo &eacute; a perenidade da planta, mas    existe um entrave que &eacute; a inexist&ecirc;ncia de material selecionado    (sementes) para a propaga&ccedil;&atilde;o. Os poucos cultivos atuais foram    feitos nos estados do Paran&aacute; e S&atilde;o Paulo, a partir da planta selvagem.    As pesquisas em andamento no CPQBA pretendem fazer a sele&ccedil;&atilde;o das    plantas e informar aos agricultores a melhor forma de cultivar com produtividade,    a freq&uuml;&ecirc;ncia e tipo de poda e o espa&ccedil;amento de plantio. </font></p>     <p><font size="3"><b>F&Aacute;BRICA DE MUDAS </b>O Departamento de Biotecnologia    Vegetal da Universidade de Ribeir&atilde;o Preto (Unaerp) tem dois projetos    visando a preserva&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies em risco de extin&ccedil;&atilde;o.    Com a t&eacute;cnica de micropropaga&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o feitos clones    da espinheira-santa. Isso diminui o custo de produ&ccedil;&atilde;o, j&aacute;    que as folhas s&atilde;o colhidas em menor tempo. Normalmente, a planta leva    de 12 a 15 anos para ficar com seu tamanho m&aacute;ximo na natureza, enquanto    que com a clonada, o per&iacute;odo cai para cinco anos. A pesquisadora Ana    Maria Soares Pereira acrescenta outra vantagen &agrave; muda clonada, que &eacute;    a uniformidade. </font></p>     <p><font size="3">A procura por essas plantas ainda &eacute; pequena, mas o laborat&oacute;rio    tem condi&ccedil;&otilde;es de atender a qualquer pedido, informa Ana Maria.    Normalmente, o agricultor requisita a quantidade de mudas que necessita e, em    seis meses, elas s&atilde;o entregues. O custo m&eacute;dio por cada muda &eacute;    de R$ 1,50. </font></p>     <p><font size="3">A maior parte da produ&ccedil;&atilde;o de plantas clonadas    atende a empresa Santos Flora (SP), que repassa ao setor farmac&ecirc;utico.</font></p>     <p><font size="3">Outra pesquisa da Unaerp objetiva a forma&ccedil;&atilde;o de    um banco de germoplasmas, onde as cole&ccedil;&otilde;es podem ser conservadas    no ambiente por at&eacute; 300 anos. &quot;Os gen&oacute;tipos interessantes    encontrados na natureza s&atilde;o guardados para serem utilizados no futuro.    Com o banco de germoplasma estamos conservando plantas medicinais que, com isso,    escapam da extin&ccedil;&atilde;o&quot;, afirma Ana Maria.</font></p>     <p><font size="3">O N&uacute;cleo de Plantas Medicinais, do Instituto Brasileiro    do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama), pretende    reunir as pesquisas sobre as esp&eacute;cies nativas consideradas priorit&aacute;rias    para a conserva&ccedil;&atilde;o. A primeira reuni&atilde;o, realizada no final    de 2002, foi com pesquisadores que estudam a espinheira-santa. Segundo Suelma    Ribeiro, coordenadora do n&uacute;cleo, a esp&eacute;cie foi a primeira a ser    escolhida por contar com estudos avan&ccedil;ados e ser a de maior risco de    extin&ccedil;&atilde;o na Mata Atl&acirc;ntica. Os trabalhos apresentados por    especialistas de centros de pesquisa de todo o pa&iacute;s devem ser publicados    em livro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3"><i>Liliane Gama</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a04img02.gif"></p>     ]]></body>
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