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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a06img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">GEN&Eacute;TICA</font></p>     <p><font size="4"><b>A produ&ccedil;&atilde;o brasileira de camundongos transg&ecirc;nicos    favorece a pesquisa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">Os avan&ccedil;os da gen&ocirc;mica, a conclus&atilde;o do mapeamento    do genoma humano, a busca pela cura atrav&eacute;s da fabrica&ccedil;&atilde;o    de novos medicamentos resultaram no aumento de pesquisadores trabalhando com    modelos geneticamente modificados. Por&eacute;m, o alto custo de importa&ccedil;&atilde;o    desses animais, que varia de US$ 5 mil a US$ 10 mil a unidade, al&eacute;m da    demora no processo de importa&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;aram a urg&ecirc;ncia    da cria&ccedil;&atilde;o de um centro produtor de animais transg&ecirc;nicos    no pa&iacute;s, capaz de atender a demanda crescente da pesquisa em universidades    e empresas privadas. O Laborat&oacute;rio de Animais Transg&ecirc;nicos do Centro    de Desenvolvimento de Modelos Experimentais em Medicina e Biologia (Cedeme)    da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), coordenado pelo pesquisador Jo&atilde;o    Bosco Pesquero, preparou-se para atender essa demanda.</font></p>     <p><font size="3">Pesquero explica que, para o pesquisador, &quot;uma das vantagens    de poder encomendar um animal com altera&ccedil;&otilde;es de um determinado    gene est&aacute; em obter uma cobaia com as caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas    espec&iacute;ficas e essenciais para o desenvolvimento de seus estudos&quot;.    Outro diferencial de estar em contato direto com o laborat&oacute;rio produtor    do transg&ecirc;nico &eacute; facilitar o entendimento na constru&ccedil;&atilde;o    do vetor de DNA a ser utilizado para a gera&ccedil;&atilde;o do animal. Al&eacute;m    disso, o tempo no processo de genotipagem para determinar a presen&ccedil;a    ou aus&ecirc;ncia do transgene em seu genoma, geralmente realizado pelo laborat&oacute;rio    que encomenda o animal, ser&aacute; muito menor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a06fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Para Wirla Tamashiro, do Departamento de Microbiologia e Imunologia    da Unicamp, a produ&ccedil;&atilde;o de cobaias no pa&iacute;s &eacute; bem    vinda. &quot;As pesquisas para o desenvolvimento de modelos transg&ecirc;nicos,    bem como a sua produ&ccedil;&atilde;o em escala, deveria ser incentivada e rapidamente    implementada no pa&iacute;s, pois se trata de um material importante para a    pesquisa biol&oacute;gica e evitar&aacute; enfrentar a atual maratona de tempo    e burocracia&quot;. A pesquisadora trabalha com animais transg&ecirc;nicos h&aacute;    cerca de dois anos, investigando o papel de c&eacute;lulas dendr&iacute;ticas    na indu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da toler&acirc;ncia imunol&oacute;gica    no decorrer do envelhecimento.</font></p>     <p><font size="3"><b>SA&Uacute;DE P&Uacute;BLICA</b> Estima-se que, desde o s&eacute;culo    XIX, animais sejam usados como cobaias, na busca de solucionar problemas de    sa&uacute;de do homem. O primeiro experimento do g&ecirc;nero, realizado com    sucesso, foi feito em 1982, quando o DNA de um rato foi introduzido em um camundongo.    </font></p>     <p><font size="3">O uso de animais geneticamente modificados propicia aos pesquisadores    a oportunidade de estudar e entender os mecanismos das doen&ccedil;as que atingem    o homem. Para a medicina, o uso de animais portando genes humanos permite que    medicamentos desenvolvidos pela ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica sejam validados    com menor n&uacute;mero de testes em humanos volunt&aacute;rios. Outro ponto    favor&aacute;vel &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o das cobaias transg&ecirc;nicas    na produ&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os para transplante em seres    humanos, e seu uso na pesquisa b&aacute;sica em medicina, onde s&atilde;o utilizados    para a determina&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o de genes humanos desvendados    pelo projeto genoma humano. Esses estudos agilizam o desenvolvimento de drogas    para o tratamento de doen&ccedil;as cujas causas ainda n&atilde;o s&atilde;o    conhecidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a06fig02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>T&Eacute;CNICAS DE PRODU&Ccedil;&Atilde;O </b>O    pesquisador da Unifesp explica que existem, basicamente, duas maneiras de estudar    a fun&ccedil;&atilde;o de um determinado gene com a t&eacute;cnica de transgenia:    o pesquisador aumenta a express&atilde;o do gene e, portanto, seu efeito fisiol&oacute;gico/fisiopatol&oacute;gico;    ou bloqueia totalmente sua express&atilde;o. No primeiro caso, o modelo transg&ecirc;nico    &eacute; chamado de &quot;adi&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica&quot;, e o animal    apresenta v&aacute;rias c&oacute;pias do gene de interesse em seu genoma, como    &eacute; o caso do camundongo V&iacute;tor, o primeiro camundongo transg&ecirc;nico    brasileiro criado para estudo de doen&ccedil;as card&iacute;acas. </font></p>     <p><font size="3">O segundo modelo, no qual o gene &eacute; retirado do genoma    do animal, &eacute; denominado<i> knock-out</i> (nocaute). Este &eacute; o caso    do camundongo Christian, o primeiro criado com a muta&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica    que provoca a s&iacute;ndrome de Marfan, doen&ccedil;a que afeta o sistema ocular    e cardiovascular, pela pesquisadora Lygia da Veiga Pereira, coordenadora do    Laborat&oacute;rio de Gen&eacute;tica Molecular da USP. Os dois modelos empregam    t&eacute;cnicas diferentes: um adiciona genes ao genoma do animal, aumentando    sua fun&ccedil;&atilde;o; o outro retira, inibindo-a. </font></p>     <p><font size="3">V&iacute;tor e dois outros camundongos nasceram de um investimento    de aproximadamente US$ 200 mil, da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave;    Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp). Este montante foi utilizado    para comprar todo o equipamento necess&aacute;rio para o estabelecimento da    t&eacute;cnica de microinje&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="RIGHT"><i><font size="3">L&uacute;cia Cunha Ortiz</font></i></p>      ]]></body>
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