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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a07img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a07img02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">BIBLIOTECAS VIRTUAIS</font></p>     <p><font size="4"><b>A democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">As bibliotecas virtuais s&atilde;o como grandes cat&aacute;logos,    provedores de informa&ccedil;&atilde;o, uma amplia&ccedil;&atilde;o da base    de pesquisa para cientistas e estudantes com acesso a documentos, como teses,    peri&oacute;dicos e at&eacute; mesmo livros, de forma cada vez mais f&aacute;cil.    A transforma&ccedil;&atilde;o de uma biblioteca tradicional em virtual, por&eacute;m,    implica em mudan&ccedil;as que n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o simples. Al&eacute;m    de equipamentos, exige profissionais capacitados para gerenciar informa&ccedil;&otilde;es,    desenvolver sistemas de banco de dados e digitalizar documentos. </font></p>     <p><font size="3">&quot;Hoje, as principais discuss&otilde;es que cercam as bibliotecas    digitais, s&atilde;o a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de teses digitais, a constitui&ccedil;&atilde;o    de cons&oacute;rcios e a ado&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es para os servi&ccedil;os.    A tend&ecirc;ncia de amplia&ccedil;&atilde;o dessas bibliotecas j&aacute; &eacute;    uma realidade, mas requer certos ajustes&quot;, informa Luiz At&iacute;lio Vicentini,    coordenador da biblioteca digital da Unicamp.</font></p>     <p><font size="3">A expans&atilde;o dos bancos de teses digitais no Brasil acompanha    a tend&ecirc;ncia existente hoje no exterior. Atualmente, a maior biblioteca    de teses digitais &eacute; a norte-americana Virginia Tech, com produ&ccedil;&otilde;es    de universidades dos Estados Unidos, da Austr&aacute;lia e da Europa. O Brasil    possui algumas experi&ecirc;ncias com bons resultados, ainda que isoladamente.    Na USP, os pr&oacute;prios alunos incluem as suas teses no sistema e a m&eacute;dia    no &uacute;ltimo ano foi de 40 teses ao m&ecirc;s. A Unicamp possui mais de    mil teses digitalizadas. Outras universidades, como a Federal de Santa Catarina    e a PUC-RJ tamb&eacute;m trabalham em seu banco de teses digitais, mas o ideal    ser&aacute; quando todo esse material estiver dispon&iacute;vel, de forma mais    integrada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">&Eacute; o que se prop&otilde;e a fazer o Instituto Brasileiro    de Informa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (IBICT), com o projeto    da Biblioteca Digital Brasileira, que vai agregar, n&atilde;o s&oacute; todas    as teses digitais, mas todas as bibliotecas digitais implantadas nas universidades    brasileiras. Vicentini acrescenta que o instituto j&aacute; contactou a Virginia    Tech para integrar esse cons&oacute;rcio, o que daria maior visibilidade &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nacional.</font></p>     <p><font size="3"><b>SA&Uacute;DE </b> O Brasil j&aacute; disp&otilde;e de algumas    bibliotecas virtuais com uma rica base de dados. &Eacute; o caso da Biblioteca    Virtual em Sa&uacute;de (BVS), que atende a demanda crescente por informa&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica e t&eacute;cnica em sa&uacute;de na Am&eacute;rica Latina    e Caribe, explica Abel Packer, diretor do Centro Latino-Americano e do Caribe    de Informa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de (Bireme): &quot;A    biblioteca virtual representa uma expans&atilde;o do modelo atual de coopera&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica da Bireme ao promover a produ&ccedil;&atilde;o descentralizada    de fontes multim&iacute;dia de informa&ccedil;&atilde;o, conectadas em rede    com acesso direto e universal na internet, independente de restri&ccedil;&otilde;es    geogr&aacute;ficas ou temporais&quot;. A BVS opera no sistema de coopera&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica em parceria com 37 pa&iacute;ses e seu acervo virtual &eacute;    distribu&iacute;do na internet. </font></p>     <p><font size="3">O novo paradigma leva progressivamente &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o,    publica&ccedil;&atilde;o, revis&atilde;o, leitura, indexa&ccedil;&atilde;o,    uso e avalia&ccedil;&atilde;o do artigo cient&iacute;fico direto no espa&ccedil;o    virtual da internet. Essa &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o proposta pela BVS    e pelo projeto SciELO, em particular. Outra estrat&eacute;gia &eacute; promover    a digitaliza&ccedil;&atilde;o de cole&ccedil;&otilde;es de publica&ccedil;&otilde;es    em papel e oferecer as mesmas em formato de imagem. Neste caso, o registro bibliogr&aacute;fico    apresenta um link para o texto completo. Tanto na BSV como no SciELO, a informa&ccedil;&atilde;o    &eacute; recuperada atrav&eacute;s de buscas com palavras chaves. A BVS organiza    as fontes de informa&ccedil;&atilde;o em portais tem&aacute;ticos e geogr&aacute;ficos,    em portugu&ecirc;s, espanhol e ingl&ecirc;s. </font></p>     <p><font size="3">Para H&eacute;lio Kuramoto, coordenador geral de projetos especiais    do IBICT, &quot;o termo biblioteca virtual &eacute; todo um ambiente composto    de cole&ccedil;&otilde;es com servi&ccedil;os e pessoas em suporte ao ciclo    de vida completo de cria&ccedil;&atilde;o, dissemina&ccedil;&atilde;o, uso e    preserva&ccedil;&atilde;o de dados, informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento&quot;,    conclui.</font></p>     <p><font size="3"><b>COMO FAZER </b> A constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o    de bibliotecas digitais no pa&iacute;s esbarra na falta de infra-estrutura tecnol&oacute;gica.    Vicentini considera, por&eacute;m, que a dissemina&ccedil;&atilde;o do software    livre abriu novas oportunidades para a implanta&ccedil;&atilde;o de bibliotecas    virtuais. A pr&oacute;pria Unicamp utiliza um programa desenvolvido pelo seu    Centro de Computa&ccedil;&atilde;o, o <i>No Rao</i>, com tecnologia de software    livre. A Virginia Tech disp&otilde;e de uma metodologia completa para montagem    de um biblioteca digital de teses, com diretrizes claras de procedimento. A    USP utilizou a metodologia completa da Virginia Tech, acrescenta Vicentini.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a07fig01.gif"></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3"><b>BARREIRAS AUTORAIS </b> Um dos pontos    pol&ecirc;micos na instala&ccedil;&atilde;o de bibliotecas virtuais &eacute;    a quest&atilde;o dos direitos autorais. As bibliotecas brasileiras t&ecirc;m    fugido desse problema disponibilizando apenas obras de dom&iacute;nio p&uacute;blico.    </font></p>     <p><font size="3">J&aacute; a biblioteca do Vaticano digitaliza suas obras com    marcas d'&aacute;gua para garantir a seguran&ccedil;a de <i>copyright</i> do    conte&uacute;do. A Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro    criou o programa Biblioteca Nacional sem Fronteiras, um acervo digital onde    est&atilde;o integradas as cole&ccedil;&otilde;es digitalizadas, os recursos    humanos e os servi&ccedil;os oferecidos ao cidad&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><b><i><font size="3">L&uacute;cia Cunha Ortiz    <br>   Simone Pallone</font></i></b></p>      ]]></body>
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