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</front><body><![CDATA[ <P ALIGN="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a11img01.gif"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">ENZIMA</font></P>     <P><b><font size="4">Pesquisadores descrevem alvo preciso contra a mal&aacute;ria</font></b></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><font size="3">Uma equipe de cientistas brit&acirc;nicos, da Universidade de    Edimburgo, e tailandeses, do Instituto Biotec de Bangcoc, conseguiu elucidar    a estrutura de uma prote&iacute;na fundamental para o <i>Plasmodium falciparum</i>,    um dos agentes etiol&oacute;gicos da mal&aacute;ria. Trata-se da enzima DFHR-TS,    que tem duas fun&ccedil;&otilde;es: catalisa a s&iacute;ntese de timidilato    e a redu&ccedil;&atilde;o do dihidrofolato. &Eacute; sobre esta &uacute;ltima    que incide a inibi&ccedil;&atilde;o efetuada pelos medicamentos existentes,    impedindo a produ&ccedil;&atilde;o da timidina 5'-monofosfato e a s&iacute;ntese    do DNA. A estrutura da enzima &eacute; similar &agrave; de outras esp&eacute;cies    de plasm&oacute;dio, bem como &agrave;s de outros protozo&aacute;rios. Muta&ccedil;&otilde;es    no gene que codifica essa enzima t&ecirc;m tornado os parasitas resistentes    &agrave; maioria das drogas dispon&iacute;veis para combat&ecirc;-los. O estudo    foi publicado na edi&ccedil;&atilde;o de maio da revista <i>Nature Structural    Biology</i>.</font></P>     <P><font size="3">O conhecimento da estrutura da PfDHFR-TS vai proporcionar a    compreens&atilde;o dos mecanismos moleculares usados pela enzima na resist&ecirc;ncia.    Mais que isso, pode tamb&eacute;m levar ao design de novas gera&ccedil;&otilde;es    de inibidores espec&iacute;ficos para cada esp&eacute;cie que atuem nos dois    s&iacute;tios ativos da enzima-alvo. Assim, a elucida&ccedil;&atilde;o da estrutura    da DHFR-TS &eacute; compar&aacute;vel &agrave;s da transcriptase reversa e da    protease do HIV, que resultaram em drogas feitas sob medida contra a Aids. </font></P>     <P><font size="3">"Todos os tratamentos que temos contra a mal&aacute;ria hoje    vieram de estudos de 50 anos atr&aacute;s ou foram descobertos pela reinven&ccedil;&atilde;o    da medicina tradicional", afirma Pradipsinh K. Rathod, da Universidade de Washington,    um dos autores do coment&aacute;rio sobre o artigo na mesma edi&ccedil;&atilde;o    da revista. "Nenhuma droga contra a mal&aacute;ria foi obtida de acordo com    o paradigma dominante – encontrar uma enzima essencial e bloquear seu s&iacute;tio    ativo." Para Rathod, a estrutura dessa enzima &eacute; importante porque ela    apresenta diversos aspectos de um bom alvo. </font></P>     <P><font size="3">Outra abordagem poss&iacute;vel seria o desenvolvimento de uma    vacina. "Existe a esperan&ccedil;a de que vacinas, uma vez dispon&iacute;veis,    ser&atilde;o baratas", pondera Rathod. O problema &eacute; que, at&eacute; hoje,    nenhuma id&eacute;ia simples chegou a funcionar. "Sequer sabemos por que vacinas,    que deveriam ter funcionado, falharam. N&atilde;o sabemos como reestruturar    os esfor&ccedil;os para desenhar vacinas que aumentem as taxas de sucesso."</font></P>     <P><font size="3">A mal&aacute;ria afeta cerca de 500 milh&otilde;es e mata mais    de 1 milh&atilde;o de pessoas por ano. De acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS), depois da Aids e da tuberculose, representa a    doen&ccedil;a infecciosa mais importante em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica.    Os seq&uuml;enciamentos dos genomas do <i>P. falciparum</i> e do mosquito <i>Anopheles    gambiae</i> foram conclu&iacute;dos em outubro de 2002.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P ALIGN="RIGHT"><font size="3"><i>Fl&aacute;via Nat&eacute;rcia</i></font></P>      ]]></body>
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