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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Programa Biota/Fapesp: um novo paradigma no estudo da conservação e do uso sustentável da biodiversidade]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a24img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size=5>P<SMALL>ROGRAMA BIOTA/FAPESP: UM NOVO PARADIGMA NO ESTUDO    DA CONSERVA&Ccedil;&Atilde;O E DO USO SUSTENT&Aacute;VEL DA BIODIVERSIDADE</SMALL></font></b></p>     <p><b><font size="3">Carlos Alfredo Joly    <br>   &Eacute;rica Speglich</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size=5><b>E</b></font><font size="3">m fun&ccedil;&atilde;o de sua    posi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, na transi&ccedil;&atilde;o entre a    regi&atilde;o tropical e a regi&atilde;o subtropical, e de seu relevo, a biodiversidade    do estado de S&atilde;o Paulo est&aacute; entre as mais elevadas do pa&iacute;s.    Entretanto, ao longo de processo de desenvolvimento econ&ocirc;mico, grande    parte desta riqueza foi destru&iacute;da. Na &eacute;poca do descobrimento os    dois principais biomas, Mata Atl&acirc;ntica <i>sensu lato</i> (1) e o Cerrado    (2) recobriam, respectivamente, 83% (3) e 14% (4) da superf&iacute;cie do estado.</font></p>     <p><font size="3">Da Mata Atl&acirc;ntica resta hoje cerca de 12% da cobertura    original e somente na fachada da Serra do Mar e no Vale do Ribeira h&aacute;    remanescentes significativos da vegeta&ccedil;&atilde;o original. No interior    do estado, em fun&ccedil;&atilde;o particularmente da expans&atilde;o da cafeicultura,    no per&iacute;odo que se inicia em 1840 e se estende at&eacute; meados do s&eacute;culo    passado, os remanescentes de mata nativa est&atilde;o extremamente fragmentados.    </font></p>     <p><font size="3">Apesar de mais recente, a destrui&ccedil;&atilde;o do Cerrado    ocorreu em um ritmo avassalador. Em 40 anos, do in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 60 ao final do s&eacute;culo, o estado destruiu mais de 98% de suas &aacute;reas    de Cerrado. O per&iacute;odo cr&iacute;tico da devasta&ccedil;&atilde;o, final    da d&eacute;cada de 70, est&aacute; associado ao Pro&aacute;lcool e &agrave;    conseq&uuml;ente expans&atilde;o da cana. Na d&eacute;cada seguinte, a citricultura    passa ser o principal fator de press&atilde;o para a ocupa&ccedil;&atilde;o    das &aacute;reas de cerrado. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia, da &aacute;rea originalmente    coberta pelo Cerrado restam hoje somente 230 mil hectares, pulverizados em 8,3    mil fragmentos, mais de 4 mil deles com menos do que 10 ha, e somente 47 com    uma &aacute;rea superior a 400 ha (4).</font></p>     <p><font size="3">A import&acirc;ncia destes dois biomas, Mata Atl&acirc;ntica    e Cerrado, em termos de conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade fica evidente    com a inclus&atilde;o de ambos na lista dos <i>hotsptots</i> (5). Portanto,    n&atilde;o &eacute; uma surpresa que, para qualquer grupo taxon&ocirc;mico,    os &iacute;ndices de biodiversidade sejam altos em S&atilde;o Paulo. S&atilde;o    cerca de 8 mil esp&eacute;cies de plantas superiores, 5,5 mil de algas, 2 mil    de vertebrados e mais 500 mil de invertebrados. Aproximadamente 30% destas esp&eacute;cies    s&atilde;o end&ecirc;micas. Em rela&ccedil;&atilde;o a microrganismos &eacute;    imposs&iacute;vel fazer uma estimativa da diversidade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O maior problema para que pesquisadores e formuladores de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas utilizem as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis sobre    a biodiversidade, &eacute; que estas s&atilde;o fragmentadas, est&atilde;o dispersas    em centenas de trabalhos e publica&ccedil;&otilde;es, e muitas vezes est&atilde;o    em fontes de dif&iacute;cil acesso (teses, disserta&ccedil;&otilde;es, monografias).    Conseq&uuml;entemente, al&eacute;m de representarem uma pequena parcela desse    vasto universo, o acervo de dados dispon&iacute;veis ainda &eacute; subutilizado.</font></p>     <p><font size="3">O desafio, nessa &aacute;rea estrat&eacute;gica para o pa&iacute;s,    era o desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o ambiental que    permitisse, concomitantemente: a) aumentar o conhecimento acad&ecirc;mico sobre    a biodiversidade; b) estabelecer mecanismos e estrat&eacute;gias para utilizar    este patrim&ocirc;nio de forma sustent&aacute;vel e; c) aperfei&ccedil;oar o    conjunto de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de forma a assegurar a implementa&ccedil;&atilde;o    das premissas preconizadas pela Conven&ccedil;&atilde;o sobre a Diversidade    Biol&oacute;gica (<a href="http://www.biodiv.org"><i>www.biodiv.org</i></a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">METODOLOGIA</font></b></p>     <p><font size="3"><b>1. ARTICULA&Ccedil;&Atilde;O DA COMUNIDADE</b> Em abril de    1996, a coordena&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas levou    &agrave; diretoria cient&iacute;fica da Fapesp a proposta de se organizar uma    reuni&atilde;o com pesquisadores que atuam no amplo espectro que a tem&aacute;tica    conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade abrange.    Nesta reuni&atilde;o ficou patente o interesse dos pesquisadores na cria&ccedil;&atilde;o    de um programa de pesquisas enfocando, especificamente, esta tem&aacute;tica.    Esta iniciativa foi, inicialmente, denominada Biota-SP (<a href="http://www. biota.org.br/info/historico/"><i>www.    biota.org.br/info/historico/</i></a>).</font></p>     <p><font size="3">Desde o primeiro momento, o Grupo de Coordena&ccedil;&atilde;o    do Biota-SP (<a href="http://www.biota.org.br/info/historico/coordenadores"><i>www.biota.org.br/info/historico/coordenadores</i></a>)    optou pela internet como ferramenta de conex&atilde;o entre os pesquisadores,    espalhados por dezenas de institui&ccedil;&otilde;es do estado, criou uma <i>homepage</i>    (<a href="http://www.biota.org.br"><i>www.biota.org.br</i></a>) e uma lista de discuss&atilde;o    (<a href="http://www.biota.org.br/mailman/listinfo/biotasp-l"><i>www.biota.org.br/mailman/listinfo/biotasp-l</i></a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a24img02.gif"></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><font size="3">Visando estruturar esse programa de pesquisas, o grupo de coordena&ccedil;&atilde;o    organizou o <i>workshop</i> &quot;Bases para a Conserva&ccedil;&atilde;o da    Biodiversidade do Estado de S&atilde;o Paulo&quot; (<a href="http://www.biota.org.br/info/historico/workshop/"><i>www.biota.org.br/info/historico/workshop/</i></a>).    Realizada em julho/1997 em Serra Negra/SP, essa reuni&atilde;o contou com a    participa&ccedil;&atilde;o de mais de 100 pesquisadores de todas as &aacute;reas    do conhecimento envolvidas. A qualidade e a quantidade de informa&ccedil;&otilde;es    in&eacute;ditas dos documentos gerados pelos grupos de trabalho, levou o grupo    de coordena&ccedil;&atilde;o a organizar sua publica&ccedil;&atilde;o em um    conjunto de sete volumes que constituem a s&eacute;rie &quot;Biodiversidade    do estado de S&atilde;o Paulo: s&iacute;ntese do conhecimento ao final do s&eacute;culo    XX&quot; (<a href="http://www.biota.org.br/publi/livros/"><i>www.biota.org.br/publi/livros/</i></a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A plen&aacute;ria final do <i>workshop</i> optou por utilizar    a defini&ccedil;&atilde;o de biodiversidade da CDB (6) e definiu os objetivos    e metas do programa (<a href="http://www.biota.org.br/info/metas"><i>www.biota.org.br/info/metas</i></a>):    </font> </p>     <blockquote>       <p><font size="3">a) compreender os processos que geram e mant&ecirc;m a biodiversidade,      assim como aqueles que resultam na sua redu&ccedil;&atilde;o; </font></p>       <p><font size="3">b) padronizar as coletas tornando obrigat&oacute;rio o uso      do GPS;</font></p>       <p><font size="3">c) tornar as informa&ccedil;&otilde;es importantes para o      aperfei&ccedil;oamento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de conserva&ccedil;&atilde;o      e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade, dispon&iacute;veis para os &oacute;rg&atilde;os      respons&aacute;veis por sua defini&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o;</font></p>       <p><font size="3">d) assegurar o acesso p&uacute;blico, livre e gratuito a estas      informa&ccedil;&otilde;es;</font></p>       <p><font size="3">e) melhorar o n&iacute;vel do ensino relacionado com a tem&aacute;tica      conserva&ccedil;&atilde;o e uso sustent&aacute;vel da biodiversidade, em todos      os n&iacute;veis formais e informais de ensino. </font></p> </blockquote>     <p><font size="3">A plen&aacute;ria definiu ainda que, na fase inicial, os pesquisadores    interessados em participar do programa se organizariam em projetos tem&aacute;ticos    e que o Grupo de Coordena&ccedil;&atilde;o promoveria a integra&ccedil;&atilde;o    destes projetos, de forma a otimizar a complementaridade de esfor&ccedil;os    e evitar a sobreposi&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica e/ou geogr&aacute;fica.    Como resultado, j&aacute; no in&iacute;cio de 1998 foram encaminhados &agrave;    Fapesp 18 projetos tem&aacute;ticos que, juntamente com a proposta conceitual    do programa, foram avaliados por uma assessoria internacional designada pela    diretoria cient&iacute;fica. A assessoria internacional foi un&acirc;nime em    aprovar as bases conceituais do programa e, na sua maioria, os projetos tem&aacute;ticos    foram muito bem avaliados. Com base nesta avalia&ccedil;&atilde;o altamente    positiva o conselho superior da Fapesp, em sua reuni&atilde;o de 10 de fevereiro    de 1999, decidiu criar o Programa Biota/Fapesp – O Instituto Virtual da Biodiversidade.    O lan&ccedil;amento oficial do programa ocorreu no dia 26 de mar&ccedil;o de    1999.</font></p>     <p><font size="3"><b>2. DEFINI&Ccedil;&Atilde;O DA FICHA PADR&Atilde;O DE COLETA</b>    A defini&ccedil;&atilde;o dos campos m&iacute;nimos obrigat&oacute;rios da Ficha    Padr&atilde;o de Coleta foi o resultado de uma ampla discuss&atilde;o com todos    os integrantes dos projetos tem&aacute;ticos. Esta discuss&atilde;o, iniciada    no <i>workshop </i>de Serra Negra, prolongou-se por cerca de um ano, com visitas    a todas as institui&ccedil;&otilde;es envolvidas. Esta metodologia permitiu    a identifica&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es utilizadas por todos    os pesquisadores, independente do grupo taxon&ocirc;mico estudado, resultando    na defini&ccedil;&atilde;o de nove campos m&iacute;nimos obrigat&oacute;rios,    e de campos complementares espec&iacute;ficos para cada grupo taxon&ocirc;mico.    Hoje, a Ficha de Coleta Padr&atilde;o (<a href="http://sinbiota.cria.org.br/info/fichapadrao"><i>http://sinbiota.cria.org.br/info/fichapadrao</i></a>)    possui cerca de 40 campos opcionais que, periodicamente, s&atilde;o reavaliados.</font></p>     <p><font size="3"><b>3. PADRONIZA&Ccedil;&Atilde;O DAS LISTAS DE ESP&Eacute;CIES</b>    Para viabilizar a constru&ccedil;&atilde;o do banco de dados era necess&aacute;rio    padronizar, tamb&eacute;m, o formato das listas de esp&eacute;cies que acompanham    a ficha padr&atilde;o de coleta. Novamente o processo de defini&ccedil;&atilde;o    envolveu a consulta, ao longo de um ano, a todos os participantes do programa    e especialistas de grupos ainda n&atilde;o contemplados nos projetos participantes.    Como resultado, o programa padronizou as listas de esp&eacute;cies para todos    os 168 grupos taxon&ocirc;micos hoje reconhecidos (<a href="http://sinbiota.cria.org.br/info/grupopub?template"><i>http://sinbiota.cria.org.br/info/grupopub?template</i></a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>4. BASE CARTOGR&Aacute;FICA</b> No <i>workshop</i> de Serra    Negra constatou-se a inexist&ecirc;ncia de uma base cartogr&aacute;fica atualizada,    que permitisse a localiza&ccedil;&atilde;o exata dos locais amostrados bem como    uma visualiza&ccedil;&atilde;o espacial das coletas. Estas informa&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o essenciais tanto para a defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de conserva&ccedil;&atilde;o como para a defini&ccedil;&atilde;o de prioridades    de estudo. Ficou patente que era necess&aacute;rio desenvolver e disponibilizar    <i>on line</i> uma base cartogr&aacute;fica precisa e atual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3">RESULTADOS</font></b></p>     <p><font size="3">Quatro anos ap&oacute;s sua cria&ccedil;&atilde;o oficial, o    Programa Biota/Fapesp conta hoje com 36 projetos (entre Tem&aacute;ticos, Aux&iacute;lios    &agrave; Pesquisa e Jovens Pesquisadores), que envolvem cerca de 400 pesquisadores    doutores vinculados a universidades p&uacute;blicas, particulares, institutos    de pesquisa, centros da Embrapa e a ONGs. O programa envolve ainda cerca de    80 colaboradores de outros estados, 50 do exterior e 300 alunos de gradua&ccedil;&atilde;o    e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. A lista de projetos e respectivas equipes    est&aacute; dispon&iacute;vel no endere&ccedil;o (<a href="http://www.biota.org.br/projeto/index?search"><i>www.biota.org.br/projeto/index?search</i></a>).</font></p>     <p><font size="3">O uso da Ficha Padr&atilde;o de Coleta e do modelo padronizado    de listas de esp&eacute;cies permitiu a constru&ccedil;&atilde;o de um banco    de dados que integra as informa&ccedil;&otilde;es produzidas por todos os pesquisadores    que participam do programa. Esse banco de dados, que roda em um servidor Intel/Linux    e utiliza PostgreSQL, tem uma interface com usu&aacute;rios via plataforma Web.    Os pesquisadores cadastrados t&ecirc;m senhas que permitem a entrada de dados    <i>on line</i> de qualquer computador conectado a internet. O acesso a estes    dados &eacute; p&uacute;blico e gratuito.</font></p>     <p><font size="3">O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental/SinBiota(<a href="http://sinbiota.cria.org.br"><i>http://sinbiota.cria.org.br</i></a>)    foi desenvolvido de forma a permitir no futuro, se for esta a op&ccedil;&atilde;o    do Brasil e dos pesquisadores que participam do programa, uma conex&atilde;o    com iniciativas como o Species 2000 (<a href="http://www.sp2000.org"><i>www.sp2000.org</i></a>)    e o Global Biodiversity Information Facility/GBIF (<a href="http://www.gbif.org"><i>www.gbif.org</i></a>).</font></p>     <p><font size="3">O Atlas do programa Biota/Fapesp (<a href="http://sinbiota.cria.org.br/ atlas"><i>http://sinbiota.cria.org.br/    atlas</i></a>) &eacute; o resultado da digitaliza&ccedil;&atilde;o das 416 cartas,    na escala 1:50.000, do IBGE de 1972. Os temas Manchas Urbanas; Malha Vi&aacute;ria;    Limites Municipais; Hidrografia; Limite das Unidades de Gerenciamento H&iacute;drico;    Topografia; &Aacute;reas de Reflorestamento; Limites das Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o;    e Remanescentes de Vegeta&ccedil;&atilde;o Nativa foram atualizados com base    nas imagens do Landsat 5 e do Landsat 7 de 1998/2000. </font></p>     <p><font size="3">Como as coordenadas geogr&aacute;ficas, obtidas com GPS, s&atilde;o    um campo obrigat&oacute;rio da Ficha de Coleta Padr&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel    conectar o banco de dados de informa&ccedil;&otilde;es textuais com o mapa digital,    permitindo a visualiza&ccedil;&atilde;o <i>on the fly</i> da distribui&ccedil;&atilde;o    espacial das esp&eacute;cies cadastradas no sistema. O sistema permite que o    usu&aacute;rio construa e imprima um mapa com as caracter&iacute;sticas que    necessitar. </font></p>     <p><font size="3">Completando esse conjunto de ferramentas, em 2001 o programa    Biota/Fapesp lan&ccedil;ou a Biota Neotropica (<a href="http://www.biotaneotropica.org.br"><i>www.biotaneotropica.org.br</i></a>),    uma revista cient&iacute;fica <i>on line only</i> que publica os resultados    de projetos de pesquisa, associados ou n&atilde;o ao programa, relevantes para    a caracteriza&ccedil;&atilde;o, a conserva&ccedil;&atilde;o e o uso sustent&aacute;vel    da biodiversidade na regi&atilde;o neotropical.</font></p>     <p><font size="3">Tr&ecirc;s aspectos foram de fundamental import&acirc;ncia para    o sucesso do Biota/Fapesp, e continuam motivando novos grupos de pesquisadores    a ingressarem no programa:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="3">a) o car&aacute;ter inusitado do processo de cria&ccedil;&atilde;o      do Biota/Fapesp que, ao contr&aacute;rio da esmagadora maioria de iniciativas      desse tipo, nasceu da articula&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica      em torno de objetivos e estrat&eacute;gias em comum. Com o inestim&aacute;vel      apoio da diretoria cient&iacute;fica da Fapesp, a comunidade cient&iacute;fica      se organizou e apresentou uma demanda que n&atilde;o s&oacute; tinha qualidade,      como refletia a maturidade necess&aacute;ria para optar por padronizar as      coletas, utilizar a mesma base cartogr&aacute;fica e concordar em disponibilizar      suas informa&ccedil;&otilde;es em um banco de dados p&uacute;blico e de uso      comum. Esta maturidade, que estabelece como novo paradigma o trabalho em coopera&ccedil;&atilde;o,      com dados sendo compartilhados, otimiza o uso de recursos humanos e financeiros      e potencializa o uso dos resultados.</font></p>       <p><font size="3">b) o fato de os pesquisadores serem estimulados a trabalhar      com os grupos taxon&ocirc;micos e/ou tem&aacute;ticas na qual t&ecirc;m um      interesse espec&iacute;fico e, consequentemente, uma forma&ccedil;&atilde;o      especializada. Portanto cada um continua trabalhando com o que gosta e tem      afinidade, mas todos acrescentaram objetivos novos aos seus projetos, visando      a integra&ccedil;&atilde;o com outros projetos do programa. O uso das ferramentas      em comum n&atilde;o s&oacute; otimiza esta integra&ccedil;&atilde;o como permite      a identifica&ccedil;&atilde;o de novas interfaces entre &aacute;reas de pesquisa      e/ou grupos de pesquisadores.</font></p>       <p><font size="3">c) o fato de, at&eacute; hoje, tanto pesquisadores seniores      como pesquisadores juniores participarem do processo de aperfei&ccedil;oamento      das ferramentas utilizadas pelo programa e de seus caminhos, pois o Biota/Fapesp      &eacute; o resultado de um esfor&ccedil;o coletivo de constru&ccedil;&atilde;o      e todos os integrantes participam diretamente das inst&acirc;ncias de decis&atilde;o.      </font> </p> </blockquote>     <p><font size="3">Finalmente, cabe ressaltar que as inscri&ccedil;&otilde;es no    programa s&atilde;o feitas em regime de fluxo cont&iacute;nuo, por meio da submiss&atilde;o    de uma pr&eacute;-proposta seguindo as instru&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    no endere&ccedil;o <a href="http://watson.fapesp.br/biota/menu.htm"><i>http://watson.fapesp.br/biota/menu.htm</i></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Carlos Alfredo Joly </b>&eacute;    pesquisador do Departamento de Bot&acirc;nica/IB da Universidade Estadual de    Campinas (Unicamp)     <br>   <b>&Eacute;rica Speglich</b> &eacute; pesquisadora do Centro de Refer&ecirc;ncia    em Informa&ccedil;&atilde;o Ambiental (Cria) </i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3">Notas e refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Joly, C.A., Aidar, M.P.M., Klink, C.A., McGrath, D.G., Moreira,    A.G., Moutinho, P., Nepstad, D.C., Oliveira, A. A., Pott, A., Rodal, M.J.N.    &amp; Sampaio, E.V.S.B. &quot;Evolution of the Brazilian phytogeography classification    systems: implications for biodiversity conservation&quot;. <i>Ci&ecirc;ncia    e Cultura</i> 51 (5/6) 331-368. 1999. </font><!-- ref --><p><font size="3">2. Cavalcanti, R.B. &amp; Joly, C.A. &quot;Biodiversity and    conservation priorities in the Cerrado region&quot;. <i>In</i>: Oliveira, P.S.    &amp; Marquis, R.J. <i>The Cerrados of Brazil: Ecology and natural history of    a neotropical savanna</i>. Columbia University Press, NY, USA, pp 351-367. 2002.</font><!-- ref --><p><font size="3">3. Victor, M. A. M. <i>A devasta&ccedil;&atilde;o florestal</i>.    Sociedade Brasileira de Silvicultura, S&atilde;o Paulo, 48 p. 1975.</font><!-- ref --><p><font size="3">4. Kronka, J.N.F.; Nalon, M.A.; Matsukuma, C.K.; Pav&atilde;o,M.;    Guillaumon, J.R.; Cavalli, A. C.; Giannotti,E.; Ywane, M.S.S.; Lima, L.M.P.R.;    Montes, J. Cali, I.H.D. &amp; Haack, P.G. <i>&Aacute;reas de dom&iacute;nio    do Cerrado no estado de S&atilde;o Paulo</i>. S&atilde;o Paulo. Secretaria do    Meio Ambiente. 1998.</font><!-- ref --><p><font size="3">5. Myers, N., Mittermeier, R.A, Mittermeier, C.G., Fonseca,    G. A B. &amp; Kent, J. &quot;Biodiversity hotspots for conservation priorities&quot;.    <i>Nature</i> 403:852-858. 2000.</font><p><font size="3">6. Biodiversidade &eacute; a variedade organismos vivos - flora,    fauna, fungos macrosc&oacute;picos e microrganismos - provenientes de todas    as fontes, incluindo terrestres, marinhas e outros ecossistemas aqu&aacute;ticos    e os complexos ecol&oacute;gicos do qual eles fazem parte, abrangendo a diversidade    de genes e de popula&ccedil;&otilde;es de uma esp&eacute;cie, a diversidade    de esp&eacute;cies, a diversidade de intera&ccedil;&otilde;es entre esp&eacute;cies    e a diversidade de ecossistemas.</font></p>      ]]></body><back>
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