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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a26img01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size=5><b>B<SMALL>IODIVERSIDADE: DO PLANEJAMENTO &Agrave; A&Ccedil;&Atilde;O</SMALL></b></font></p>     <p><b><font size="3">Miguel Trefaut Rodrigues</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size=5>H</font><font size="3">&aacute; aproximadamente duas d&eacute;cadas    Edward O. Wilson criava a palavra biodiversidade. Desde ent&atilde;o, seu uso    se difundiu e ela tem sido utilizada para se referir &agrave; diversidade bi&oacute;tica,    do n&iacute;vel ecossist&ecirc;mico ao molecular. Pouco antes, o aumento progressivo    da taxa de destrui&ccedil;&atilde;o dos habitats naturais, a amea&ccedil;a de    extin&ccedil;&atilde;o da biota e a necessidade de assegurar a qualidade de    vida futura no planeta, conferiam vitalidade e perspectiva &agrave;s plataformas    conservacionistas. Hoje, e cada vez mais, o futuro das na&ccedil;&otilde;es    depende da solu&ccedil;&atilde;o de uma equa&ccedil;&atilde;o onde a sa&uacute;de    e a riqueza dos ecossistemas s&atilde;o vari&aacute;veis que assumem import&acirc;ncia    crescente. A participa&ccedil;&atilde;o cada vez maior dos produtos diretos    e indiretos da diversidade biol&oacute;gica na economia mundial obriga-nos tamb&eacute;m    a considerar estes recursos do ponto de vista do planejamento estrat&eacute;gico.    O Brasil, por abrigar a maior diversidade biol&oacute;gica do planeta, deve    ter papel decisivo e de vanguarda na gera&ccedil;&atilde;o do conhecimento nesta    &aacute;rea. </font></p>     <p><font size="3">Atendendo ao clamor conservacionista mundial e para nos precavermos    das altera&ccedil;&otilde;es provocadas pelo avan&ccedil;o assustador do desenvolvimento,    temos procurado delimitar &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente    para proteger parcela significativa de nossa biota. Ainda que as &aacute;reas    protegidas possam n&atilde;o ser as ideais (1), que o retorno dessas reservas    para o pa&iacute;s n&atilde;o seja imediato e que seu potencial n&atilde;o venha    sendo suficientemente explorado, elas asseguram a preserva&ccedil;&atilde;o    de parcela importante da nossa diversidade para a pesquisa e o ensino futuros    (2). A decis&atilde;o de preservar por preservar contempla o desejo da comunidade    internacional e do povo brasileiro, mas n&atilde;o atende ao que, nos dias de    hoje, se poderia esperar do pa&iacute;s que det&eacute;m a lideran&ccedil;a    mundial em biodiversidade. Falta-nos iniciativa, treinamento, consci&ecirc;ncia    social e teoria para explorar de modo sustentado a riqueza biol&oacute;gica    do pa&iacute;s. Realizamos muito, mas o caminho a percorrer &eacute; longo.    </font></p>     <p><font size="3">Os s&eacute;culos transcorridos desde o descobrimento ajudaram    a sedimentar atitudes e valores a respeito de nossa diversidade biol&oacute;gica,    que nos conduzem para longe da import&acirc;ncia que lhe dever&iacute;amos atribuir    para explor&aacute;-la de modo adequado. Para faz&ecirc;-lo, teremos que nos    debru&ccedil;ar seriamente sobre o problema, reunindo os melhores recursos intelectuais    do pa&iacute;s, articulando-os em busca de alternativas. Nesse processo &eacute;    preciso ter consci&ecirc;ncia que as normas que devem reger a pesquisa, a utiliza&ccedil;&atilde;o    sustentada e a conserva&ccedil;&atilde;o da nossa biodiversidade precisam ser    geradas aqui, em projetos integrativos multidisciplinares em que o tema em foco    seja parte integrante, dependente e interativa com o resto da realidade social    do pa&iacute;s. N&atilde;o podemos adotar, sem cr&iacute;tica, modelos importados,    prontos, tra&ccedil;ados para atender a interesses de pa&iacute;ses que vivem    num est&aacute;gio de evolu&ccedil;&atilde;o social e cultural muito diferente    daquele trilhado pela imensa maioria do povo brasileiro. Solu&ccedil;&otilde;es    importadas desse tipo, apesar de apresentarem coer&ecirc;ncia cient&iacute;fica    e um arcabou&ccedil;o bem estruturado, t&ecirc;m falhado por terem ignorado    a realidade social do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="3"> Um exemplo ajuda compreender as armadilhas desse processo.    Foi muito comentado o fato de o pa&iacute;s pretender abrir suas florestas nacionais    &agrave; explora&ccedil;&atilde;o sustentada. Modelos similares de desenvolvimento    sustentado, funcionam muito bem nos pa&iacute;ses desenvolvidos. Canad&aacute;,    Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Inglaterra e v&aacute;rios outros pa&iacute;ses    europeus t&ecirc;m projetos parecidos muito bem conduzidos e altamente lucrativos.    Contudo, a realidade social e o n&iacute;vel cultural m&eacute;dio dessas na&ccedil;&otilde;es    difere muito da nossa. A consci&ecirc;ncia conservacionista e o n&iacute;vel    socioecon&ocirc;mico e cultural m&eacute;dio de um europeu confere-lhe um n&iacute;vel    de responsabilidade social que permeia todas suas atitudes nesse processo. Elas    compreendem e orientam comportamentos que v&atilde;o desde o modo como o oper&aacute;rio    de uma madeireira entra e anda na mata, como escolhe a &aacute;rvore que ser&aacute;    abatida, como faz o planejamento, a derrubada e a retirada da tora; tudo isto    de modo a minimizar o dano ambiental. S&eacute;culos de evolu&ccedil;&atilde;o    social e de educa&ccedil;&atilde;o continuada ao longo de gera&ccedil;&otilde;es    foram necess&aacute;rios para aprender como levar a cabo a explora&ccedil;&atilde;o    sustentada em regi&otilde;es onde, h&aacute; muito, os recursos se tornaram    escassos. </font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o &eacute; preciso muito conhecimento para perceber    que uma aplica&ccedil;&atilde;o generalizada de um modelo desse tipo ao Brasil    seria desastroso. De modo geral, as pessoas envolvidas aqui no processo – os    madeireiros - exp&otilde;em sua vida e sua sa&uacute;de a elevados riscos, ganham    pouco, t&ecirc;m baixo n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o e, entre muitos    outros aspectos, por falta de educa&ccedil;&atilde;o ambiental, n&atilde;o ter&atilde;o    os cuidados m&iacute;nimos necess&aacute;rios &agrave;s v&aacute;rias fases    do processo de explora&ccedil;&atilde;o, respeitados quase que religiosamente    por seus colegas de of&iacute;cio do primeiro mundo. Consequentemente, a aplica&ccedil;&atilde;o    ao nosso pa&iacute;s de um modelo j&aacute; demonstrado como altamente eficiente    em outras &aacute;reas trar&aacute; s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias, fazendo    com que nossas matas se tornem devastadas e muito mais vulner&aacute;veis a    inc&ecirc;ndios. Pior, a situa&ccedil;&atilde;o amea&ccedil;ar&aacute; tamb&eacute;m    a fauna pois o homem envolvido na derrubada, em fun&ccedil;&atilde;o de sua    hist&oacute;ria, tem ainda impregnado no sangue e na alma o gosto pela ca&ccedil;a.    Aprendeu a faz&ecirc;-lo de menino, para viver. Para muitos &iacute;ndios e    caboclos, ca&ccedil;ar ainda &eacute; uma forma de lazer, do mesmo modo que    &eacute; para n&oacute;s ir a um cinema ou a um teatro, pois nos acostumamos    a prescindir dos recursos de um mundo alterado por n&oacute;s. N&atilde;o &eacute;    poss&iacute;vel ensinar a um caboclo, com sua hist&oacute;ria anterior e vivendo    num mundo que para ele ainda &eacute; de abund&acirc;ncia de recursos, a rapidamente    alterar seus condicionamentos e passar a proceder como o faz seu colega de primeiro    mundo. &Eacute; uma tarefa herc&uacute;lea, de longo prazo, com resultados vis&iacute;veis    apenas ao longo de gera&ccedil;&otilde;es, e imposs&iacute;vel de se realizar    sem o aux&iacute;lio de amplos programas educativos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">N&atilde;o quero com este discurso defender a elimina&ccedil;&atilde;o    completa no pa&iacute;s de projetos desse tipo, mas sugerir que eles s&oacute;    sejam realizados a partir de programas piloto em uma ou poucas &aacute;reas.    Nesse caso, devem estar sujeitos a monitoramento intenso e estar acompanhados    de projetos educativos audaciosos que ofere&ccedil;am alternativas para substituir    comportamentos ou atitudes que, embora quase que inatos, s&atilde;o hoje considerados    nocivos ao meio ambiente. A solu&ccedil;&atilde;o desse problema complexo exige    uma vis&atilde;o integrativa, macroespacial e um profundo conhecimento da realidade    do campo; ela s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se lan&ccedil;armos m&atilde;o    dos nossos melhores recursos humanos.</font></p>     <p><font size="3">Projetos desse tipo, por n&atilde;o envolverem lucro imediato,    mas representarem um investimento prospectivo de risco associado a alternativas    visando o planejamento estrat&eacute;gico do pa&iacute;s a longo prazo, devem    ser tarefa do Estado. Ainda na &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o madereira,    o Estado deveria assumir papel mais ativo na concep&ccedil;&atilde;o de projetos    visando o cultivo de madeiras de crescimento lento e de alto valor no mercado    internacional. Situa&ccedil;&otilde;es similares com retorno comercial muito    lento, obviamente n&atilde;o atraem o empresariado mas podem ser assumidas por    Estados que pensam estrategicamente seu desenvolvimento futuro.</font></p>     <p><font size="3">Investimentos de outra ordem precisam tamb&eacute;m ser pensados,    planejados e executados com apoio estatal para melhor aproveitarmos o potencial    de nossa biodiversidade. Se quisermos escapar do destino imposto pela moda e    pelos interesses comerciais dos pa&iacute;ses desenvolvidos, precisamos romper    com a tradi&ccedil;&atilde;o de seguir sempre caminhos j&aacute; trilhados na    nossa trajet&oacute;ria para o desenvolvimento. Precisamos explorar melhor o    que &eacute; nosso, diversificar nossos investimentos em setores estrat&eacute;gicos.    A explora&ccedil;&atilde;o sustentada da diversidade biol&oacute;gica &eacute;    uma das nossas melhores alternativas. Nenhum outro pa&iacute;s re&uacute;ne    a riqueza biol&oacute;gica, a excepcional diversidade clim&aacute;tica e o pessoal    qualificado, com a experi&ecirc;ncia que as regionalidades do pa&iacute;s imp&otilde;em,    para tra&ccedil;ar projetos desse tipo. Embora defenda que a maior parte da    pesquisa cient&iacute;fica do pa&iacute;s deva continuar sendo livre, parte    daquela voltada &agrave; explora&ccedil;&atilde;o sustentada da biodiversidade,    por ser estrat&eacute;gica e de risco, pode e deve ser induzida. Sob a supervis&atilde;o    e financiamento do Estado dever&iacute;amos reunir nossos melhores recursos    humanos para pensar projetos multidisciplinares de interesse estrat&eacute;gico    nessa &aacute;rea. N&atilde;o os projetos usuais, delineados para atender ao    interesse ou &agrave; curiosidade cient&iacute;fica de grupos de pesquisadores    que tamb&eacute;m, sem d&uacute;vida, no futuro vir&atilde;o a mostrar aplica&ccedil;&otilde;es    pr&aacute;ticas. Refiro-me a projetos com um norte bem definido. Por exemplo:    um projeto pirarucu. Reunindo o melhor da intelig&ecirc;ncia que o pa&iacute;s    disp&otilde;e na &aacute;rea, estudar-se-ia de modo integrado sua biologia e    fisiologia reprodutiva, a diferencia&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e a    varia&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica para melhor conhecer sua evolu&ccedil;&atilde;o,    a insemina&ccedil;&atilde;o artificial, a manuten&ccedil;&atilde;o e o crescimento    da esp&eacute;cie em cativeiro, as patologias, assim como projetos piloto visando    sua cria&ccedil;&atilde;o por comunidades locais e sua comercializa&ccedil;&atilde;o.    Se um projeto induzido deste tipo fosse concebido e, admitamos que 10 ou 15    anos ap&oacute;s seu in&iacute;cio, inici&aacute;ssemos a exporta&ccedil;&atilde;o    de um peixe fino, com mais de 100 quilos, digamos que para o mercado chin&ecirc;s,    o pa&iacute;s n&atilde;o seria mais o mesmo. N&atilde;o custa estender o sonho!    Em caso de sucesso, contar&iacute;amos com os recursos da exporta&ccedil;&atilde;o    de um produto de nossa fauna, elevar&iacute;amos o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    de nossa popula&ccedil;&atilde;o e contar&iacute;amos com uma alternativa saud&aacute;vel    ao consumo de carne bovina, envolvendo as comunidades locais com o que sempre    gostaram de fazer - lidar com nossa diversidade biol&oacute;gica. </font></p>     <p><font size="3">N&atilde;o me parece muito ambicioso que, sob a supervis&atilde;o    e patroc&iacute;nio do Estado se estudasse a concep&ccedil;&atilde;o de <i>um</i>    projeto de risco deste tipo para cada um dos ecossistemas brasileiros. Temos    tudo; recursos biol&oacute;gicos, &aacute;gua e uma fant&aacute;stica diversidade    clim&aacute;tica. D&oacute;i pensar na imensa quantidade de &aacute;gua que    se perde no Cariri cearense ou no sul do Piau&iacute;, quando esta poderia,    entre m&uacute;ltiplos outros usos, ser aproveitada em projetos de piscicultura    que beneficiariam as comunidades locais e o pa&iacute;s. Conceber e executar    esses projetos depende da vontade do governo e da consci&ecirc;ncia de compromisso    social com o pa&iacute;s que todo cientista deve ter. Projetos desse tipo talvez    permitissem recuperar um pouco o sentimento de patriotismo praticamente esquecido    pelo arrast&atilde;o de atividades de rotina que passamos a exercer no dia a    dia deste mundo globalizado. </font></p>     <p><font size="3">Projetos com estrutura semelhante na &aacute;rea de biodiversidade    n&atilde;o representam uma concep&ccedil;&atilde;o inovadora. Na verdade, aproveitam    a velha experi&ecirc;ncia dos institutos de pesquisa criados, geralmente em    momentos de crise, na primeira metade do s&eacute;culo passado para solucionar    problemas que afetavam seriamente o pa&iacute;s. A pesquisa aplicada, motivo    de cria&ccedil;&atilde;o daqueles institutos, acabou trazendo a pesquisa b&aacute;sica    para auxili&aacute;-la, permitindo descobertas que trouxeram posteriormente    retorno econ&ocirc;mico para o pa&iacute;s. Atualmente, a experi&ecirc;ncia    mostra que talvez n&atilde;o haja necessidade de criar novos institutos com    estrutura f&iacute;sica. Parece mais aconselh&aacute;vel reunir pesquisadores    em grupos multidisciplinares de pesquisa, com objetivos espec&iacute;ficos,    que podem extinguir-se quando o objetivo principal foi atingido. Este tipo de    estrutura, muito mais moderna, adapta-se muito melhor &agrave; din&acirc;mica    das necessidades que um pa&iacute;s como o nosso exige de sua comunidade cient&iacute;fica    e impede desvios de rumo. Os exemplos dos projetos dirigidos e muito bem sucedidos    realizados pela Fapesp est&atilde;o a&iacute; para nos mostrar o caminho.</font></p>     <p><font size="3">Precisamos, tamb&eacute;m, aumentar, em todos os n&iacute;veis,    a articula&ccedil;&atilde;o interdisciplinar para explorar o potencial oferecido    por nossa riqueza biol&oacute;gica. Esta tarefa n&atilde;o deve ser s&oacute;    estimulada pelo governo, a iniciativa deve partir e estar presente na comunidade    cient&iacute;fica. Conhecemos muito pouco de nossa diversidade biol&oacute;gica    e o tamanho dessa lacuna est&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o direta com o potencial    para utiliza&ccedil;&atilde;o desses recursos. Devemos aproveitar melhor as    oportunidades de pesquisa articulada que se nos oferecem para melhor conhecer    e pensar o pa&iacute;s. Um dos exemplos mais elucidativos que me ocorrem &eacute;    o dos levantamentos da biota que se fazem por ocasi&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o    de empreendimentos hidroel&eacute;tricos. &Agrave; parte de um ex&eacute;rcito    de zo&oacute;logos e bot&acirc;nicos sistematas, poucos demonstram interesse    em aproveitar essa oportunidade &uacute;nica para ampliar o conhecimento sobre    nossa diversidade biol&oacute;gica. Conhecer melhor as doen&ccedil;as de nossos    animais e plantas nativos certamente tem import&acirc;ncia estrat&eacute;gica    para um pa&iacute;s que vem substancialmente alterando seus habitats naturais.    Estudar a curto, m&eacute;dio e longo prazo os efeitos dos represamentos causados    por esses empreendimentos sobre as comunidades animais e vegetais s&atilde;o    outras oportunidades oferecidas pelo cen&aacute;rio experimental provocado por    obras deste tipo. Finalmente, poder&iacute;amos aproveitar a fauna e flora desalojada    para, pelo menos, faz&ecirc;-la conhecida da maioria do povo, contribuindo por    pouco que fosse para elevar o n&iacute;vel de conhecimento, de educa&ccedil;&atilde;o    ambiental e de consci&ecirc;ncia social das gera&ccedil;&otilde;es futuras.    Temos um longo caminho a percorrer.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><i><b>Miguel Trefaut Rodrigues</b> &eacute;    professor titular do Instituto de Bioci&ecirc;ncias da USP, presidente do Conselho    Orientador da Funda&ccedil;&atilde;o Parque Zool&oacute;gico de S&atilde;o Paulo    e foi diretor do Museu de Zoologia da USP (1997-2001).</i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3">Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Mittermeier, R. A., Mittermeier, C. G., Pilgrin, J. Fonseca,    G., Konstant ,W. &amp; Brooks, T.<i> Wilderness: earth's last wild places</i>.    Cemex. Agrupaci&oacute;n Sierra Madre, Mexico, pp. 574. 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=009033&pid=S0009-6725200300030002600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="3">2. Moritz, C. Strategies to protect biological diversity and    the evolutionary processes that sustain it. <i>Syst. Biol. </i>51(2): 238-254.    2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=009034&pid=S0009-6725200300030002600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body>
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