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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a35fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4">Exposi&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size=5><b>H<small>OMENAGEM A</small> S<small>ANTOS</small> DUMONT NO CEN&Aacute;RIO DA AVIA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3">O mezanino do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em S&atilde;o    Paulo, est&aacute; ocupado por grandes pain&eacute;is que comp&otilde;em a mostra    <i>Alberto Santos Dumont: eu naveguei pelo ar</i>, aberta em abril &uacute;ltimo    e que deve visitar outros aeroportos do pa&iacute;s durante o ano. S&atilde;o    86 fotos do final do s&eacute;culo XIX e come&ccedil;o do s&eacute;culo XX,    quando a avia&ccedil;&atilde;o estava sendo gestada por pioneiros como o brasileiro    Santos Dumont, em Paris, na Fran&ccedil;a, e os irm&atilde;os Wright, na Carolina    do Norte, nos EUA. Antes do aeroporto, a exposi&ccedil;&atilde;o p&ocirc;de    ser vista no Centro Cultural da Justi&ccedil;a Federal, no Rio de Janeiro, e    no Memorial da Am&eacute;rica Latina, em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="3">As imagens est&atilde;o no livro editado pela Nova Fronteira    – com o mesmo t&iacute;tulo da exposi&ccedil;&atilde;o – e em sua edi&ccedil;&atilde;o    inglesa, rec&eacute;m-lan&ccedil;ada sob o patroc&iacute;nio da Embraer. S&atilde;o    fotos restauradas digitalmente pelo designer gr&aacute;fico Ricardo Tilkian,    a partir de um trabalho de pesquisa iconogr&aacute;fica de Jo&atilde;o Luiz    Musa, da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o e Artes da USP, e de um levantamento    sobre a historiografia do aviador brasileiro feito por Marcelo Breda Mour&atilde;o,    da Escola Polit&eacute;cnica da USP. Das 86 fotos recuperadas, 52 viraram pain&eacute;is    de 160 por 90 cent&iacute;metros.</font></p>     <p><font size="3">&quot;Quando come&ccedil;amos o trabalho de recupera&ccedil;&atilde;o    das imagens, trazidas por Ana Cec&iacute;lia, da Funda&ccedil;&atilde;o Santos    Dumont, percebemos que a hist&oacute;ria dele n&atilde;o estava bem contada&quot;,    diz Musa. &quot;Com o apoio do Museu Paulista e o acesso a originais de fotos    organizadas pelo pr&oacute;prio Santos Dumont, por tipo de bal&atilde;o, descobrimos    uma s&eacute;rie de coisas, e decidimos coloc&aacute;-las em um livro&quot;,    completa.</font></p>     <p><font size="3">O imagin&aacute;rio dos brasileiros sempre lembrou um de seus    representantes mais ilustres na hist&oacute;ria recente da humanidade – o mineiro    Alberto Santos Dumont – como sendo o &quot;pai da avia&ccedil;&atilde;o&quot;.    A demonstra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica feita por ele em 1906, em Paris,    com a decolagem do seu 14-Bis, foi considerada por um bom tempo pelos europeus    como o primeiro v&ocirc;o da hist&oacute;ria. Atualmente, &eacute; consenso    que o v&ocirc;o do avi&atilde;o Flyer, realizado em segredo pelos norte-americanos    Orville e Wilbur Wright, em 17 de dezembro de 1903, nos EUA, inaugurou a centen&aacute;ria    avia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="3"><b>MINEIRO EM PARIS </b>Santos Dumont foi para a Fran&ccedil;a    em 1893, aos 22 anos, ap&oacute;s herdar a fortuna que seu pai, um engenheiro    e cafeicultor descendente de imigrantes franceses, havia lhe deixado. Antes    de projetar seus primeiros inventos voadores, ele teve a experi&ecirc;ncia de    voar em bal&otilde;es, como passageiro. O fasc&iacute;nio pelo sonho de dar    asas ao homem levou Santos Dumont a projetar seus pr&oacute;prios bal&otilde;es.    Nove das maquetes originais desses bal&otilde;es que ele construiu foram restauradas    e tamb&eacute;m fazem parte da exposi&ccedil;&atilde;o em sua homenagem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O trabalho de reconstitui&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica,    feito por Jo&atilde;o Luiz Musa, Marcelo Breda Mour&atilde;o e Ricardo Tilkian,    mostra que as primeiras tentativas que o homem fez para voar s&atilde;o an&aacute;logas    ao processo de aprendizado pelo qual passa uma crian&ccedil;a quando ganha a    sua primeira bicicleta: diversas fotos da exposi&ccedil;&atilde;o registram    quedas espetaculares. A an&aacute;lise das fotos restauradas tamb&eacute;m revelou    que a imagem atribu&iacute;da oficialmente ao v&ocirc;o do bal&atilde;o n&uacute;mero    6 projetado por Santos Dumont, em volta da Torre Eiffel, em 1901, era na verdade    um registro da tentativa de levar o bal&atilde;o n&uacute;mero 5 ao ar, que    terminou na queda do brasileiro.</font></p>     <p><font size="3">Ap&oacute;s diversas quedas e v&ocirc;os razoavelmente bem sucedidos    em seus bal&otilde;es, Santos Dumont projetou aeroplanos como o Demoiselle,    e seu famoso 14-Bis, que recebeu esse nome porque os v&ocirc;os de teste eram    feitos com o avi&atilde;o preso ao bal&atilde;o n&uacute;mero 14 que ele projetou.    Ao contr&aacute;rio dos irm&atilde;os Wright, que patenteavam todas as inova&ccedil;&otilde;es    introduzidas em cada novo aparelho, Santos Dumont permitiu que os diagramas    de seus modelos fossem distribu&iacute;dos livremente pela Europa. O inventor    brasileiro fez seu &uacute;ltimo v&ocirc;o como piloto em 1910 e faleceu no    Guaruj&aacute;, no litoral de S&atilde;o Paulo, em 1932.</font></p>     <p><font size="3">A exposi&ccedil;&atilde;o <i>Eu naveguei pelo ar</i> &eacute;    gerida pela Funda&ccedil;&atilde;o Santos Dumont, e deve excursionar pelo pa&iacute;s,    mas ainda n&atilde;o tem agenda prevista. &quot;Ela recebeu esse nome porque    &eacute; uma frase que Santos Dumont disse quando conseguiu, com seu bal&atilde;o    n&uacute;mero 3, resolver o sistema de controle do dirig&iacute;vel&quot;, explica    Musa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="RIGHT"><font size="3"><b><i>Rodrigo Cunha</i></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n3/a35fig02.gif"></p>      ]]></body>
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