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</front><body><![CDATA[ <P align="center"><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a10img01.gif"></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>NOVOS F&Aacute;RMACOS</FONT></P>     <P><img src="/img/revistas/cic/v55n4/a04img02.gif"></P>     <P><FONT SIZE=4><b>Descoberta pode auxiliar no tratamento da leucemia</b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>A recente descoberta de dois f&aacute;rmacos pode significar uma    evolu&ccedil;&atilde;o no tratamento da leucemia miel&oacute;ide aguda (LMA),    que leva &agrave; morte a maior parte dos adultos que desenvolve essa doen&ccedil;a.    Segundo estudos publicados na revista <i>Cancer Cell</i>, de junho de 2002,    as mol&eacute;culas PKC412 e CT53518 s&atilde;o capazes de inibir uma enzima    espec&iacute;fica respons&aacute;vel pelo desenvolvimento da doen&ccedil;a.    Os pesquisadores esperam chegar a resultados semelhantes aos da droga Gleevec    (STI571), utilizada com sucesso contra outro tipo de tumor, a leucemia miel&oacute;ide    cr&ocirc;nica (LMC). </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>A LMA &eacute; causada por um defeito nas c&eacute;lulas da medula    &oacute;ssea, que permanecem "congeladas" num estado primitivo de    desenvolvimento. As c&eacute;lulas imaturas n&atilde;o podem se diferenciar    normalmente, o que interfere na produ&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas sang&uuml;&iacute;neas,    causando anemia, hemorragia e problemas na funcionalidade do organismo. Segundo    a Sociedade Americana do C&acirc;ncer, a doen&ccedil;a representa cerca de 90%    das leucemias que atingem os adultos. Nos Estados Unidos s&atilde;o registrados    10,6 mil novos casos por ano. Apenas 14% dos pacientes s&atilde;o curados da    enfermidade e conseguem sobreviver. </FONT></P>     <P><FONT SIZE=3>O pesquisador Gary Gilliland, do Instituto M&eacute;dico Howard    Hughes, &eacute; um dos autores do artigo publicado na <i>Cancer Cell</i>. Segundo    ele, uma forma mortal de LMA, que atinge um ter&ccedil;o dos pacientes, &eacute;    causada pela muta&ccedil;&atilde;o de uma enzima chamada receptor FLT3. Este    receptor &eacute; um tipo de prote&iacute;na que se incrusta nas membranas das    c&eacute;lulas ainda em desenvolvimento. O FLT3 ativa-se, normalmente, em etapas    espec&iacute;ficas da matura&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas sang&uuml;&iacute;neas.    Por&eacute;m, nos casos de leucemia miel&oacute;ide aguda, o gene codificado    como FLT3 sofre muta&ccedil;&atilde;o, produzindo um receptor que fica constantemente    ativo. Essa atividade interrompe o desenvolvimento das c&eacute;lulas sang&uuml;&iacute;neas    e causa uma prolifera&ccedil;&atilde;o descontrolada. A forma mais comum de    muta&ccedil;&atilde;o desse gene cria uma duplica&ccedil;&atilde;o interna (FLT3-ITD)    que origina um receptor anormal, o qual promove o crescimento e a sobreviv&ecirc;ncia    de c&eacute;lulas cancerosas.</FONT></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><FONT SIZE=3>Gilliland e outros pesquisadores do Instituto para o C&acirc;ncer    Dana-Farber, do Millennium Pharmaceuticals Inc., da Novartis Pharma AG e da    Universidade Emory demonstraram que a mol&eacute;cula PKC412 pode inibir esse    receptor. Com a introdu&ccedil;&atilde;o da enzima FLT3-ITD nas c&eacute;lulas    da medula &oacute;ssea de ratos, que haviam recebido um tratamento de radioterapia    para deprimir seus sistemas imunes, os cientistas puderam provar o impacto da    PKC412 na LMA. "Com doses orais de PKC412, 100% dos ratos sobreviveram    &agrave; conclus&atilde;o do estudo", afirma Gilliland. A droga CT53518    tamb&eacute;m est&aacute; sendo testada em c&eacute;lulas humanas, obtendo-se    sucesso quando &eacute; administrada numa concentra&ccedil;&atilde;o semelhante    &agrave; PKC412.</FONT></P>     <P><FONT SIZE=3><b>TRATAMENTO</b> Hoje, o tratamento da LMA &eacute; baseado em    fatores progn&oacute;sticos, sendo que o principal &eacute; a citogen&eacute;tica.    Segundo Nelson Hamershlak, m&eacute;dico hematologista do Hospital Albert Einstein,    os pacientes de alto risco s&atilde;o submetidos a transplante de medula &oacute;ssea    ap&oacute;s obterem melhora com a quimioterapia. J&aacute; aqueles pacientes    de risco intermedi&aacute;rio e baixo podem ser curados com a intensifica&ccedil;&atilde;o    da quimioterapia ou o transplante aut&oacute;logo de medula &oacute;ssea (n&atilde;o    requer doador). "Por&eacute;m, o maior problema s&atilde;o os pacientes    resistentes ao tratamento ou aqueles que sofrem reca&iacute;da na doen&ccedil;a",    explica o hematologista. Para ele, s&atilde;o nesses casos mais graves que as    novas mol&eacute;culas descobertas poder&atilde;o agir em benef&iacute;cio dos    pacientes. "Acredito que, num primeiro momento, a exemplo do que ocorreu    com o STI nos casos de leucemia miel&oacute;ide cr&ocirc;nica, os novos f&aacute;rmacos    ser&atilde;o utilizados nesses casos especiais, nos quais os tratamentos habituais    n&atilde;o surtem o efeito desejado, at&eacute; que se estabele&ccedil;a a sua    real import&acirc;ncia como tratamento isolado ou combinado com terap&ecirc;uticas    j&aacute; existentes", opina Hamershlak.</FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P align="right"><FONT SIZE=3><b><i>Sara Nanni</i></b></FONT></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><FONT SIZE=3>Fonte: Instituto M&eacute;dico Howard Hughes </FONT></P>      ]]></body>
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